Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC)
DPOC
Resumo
DPOC é dificuldade de respirar por tempo; fumar aumenta o risco; tratamento ajuda.
Identificação
- Código Principal
- J44.9
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
- Nome em Inglês
- Chronic Obstructive Pulmonary Disease
- Outros Nomes
- COPD • Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica • Bronquite Emfisematosa • BPCO
- Siglas Comuns
- DPOC COPD BPCO
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
- Categoria Principal
- Doenças respiratórias
- Subcategoria
- Doença pulmonar obstrutiva crônica
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais apontam cerca de 300 milhões de casos, associada a tabagismo e poluição.
- Prevalência no Brasil
- Prevalência no Brasil varia com idade, tabagismo; estimativas entre 5% e 7% de adultos.
- Faixa Etária Principal
- Idade acima de 60 anos é comum.
- Distribuição por Sexo
- Predominância leve de homens em várias regiões.
- Grupos de Risco
- Fumantes ativos Ex-fumantes Exposição a poeira Poluição do ar Trabalhadores expostos
- Tendência Temporal
- Tende a aumentar com envelhecimento populacional e poluição; variações regionais.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Causa primária é dano pulmonar progressivo por fumaça de tabaco e exposições ambientais.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Inflamação crônica leva ao estreitamento das vias aéreas, destruição de parênima pulmonar e queda da função pulmonar.
- Fatores de Risco
- Tabagismo ativo Tabagismo passivo Exposição a poeira/químicos Poluição do ar urbano Infecções respiratórias na infância História familiar de DPOC
- Fatores de Proteção
- Parar de fumar Vacinação anual contra influenza Redução da poluição Ambiente livre de irritantes
- Componente Genético
- Contribuição genética em subgrupo; a deficiência de alfa-1 antitripsina é exemplo raro.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Tosse crônica com expectoração e falta de ar que piora com o esforço.
- Sintomas Frequentes
-
Dispneia ao esforçoTosse produtivaChiado ocasionalInfecções respiratórias frequentesFadiga com atividades simplesRespiração ofegante ao caminhar
- Sinais de Alerta
-
- Dispneia grave em repouso
- Cianose acentuada
- Confusão ou sonolência
- Necessidade de oxigênio suplementar
- Sinais de falência respiratória
- Evolução Natural
- Sem tratamento, queda lenta da função pulmonar com piora da capacidade física.
- Complicações Possíveis
- Exacerbações graves com internação Hipertensão pulmonar Insuficiência cardíaca direita Redução da tolerância ao exercício Infecções respiratórias graves
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- História clínica mais espirometria com FEV1/FVC <0,70 após broncodilatador.
- Exames Laboratoriais
- Gasometria arterial Hemograma completo Função renal e hepática Dosagem de alfa-1 antitripsina (quando indicado)
- Exames de Imagem
- Radiografia de tórax Tomografia de tórax quando indicado
- Diagnóstico Diferencial
-
- Asma com obstrução reversível
- Bronquite crônica
- Fibrose pulmonar
- Bronquiectasia
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia de meses a anos; depende de sintomas e acesso a avaliação.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Objetivo: reduzir sintomas, evitar exacerbações e manter qualidade de vida.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Broncodilatadores inalados2 Corticosteroides inalatados3 Reabilitação pulmonar4 Oxigenoterapia5 Cirurgia selecionada
- Especialidades Envolvidas
- Pneumologista Enfermeiro respiratório Fisioterapeuta respiratório Nutricionista Farmacêutico
- Tempo de Tratamento
- Tratamento contínuo ao longo da vida, com ajustes periódicos.
- Acompanhamento
- Consultas regulares, vacinação annual, monitoramento de função pulmonar.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva varia; com manejo adequado muitos apresentam boa qualidade de vida.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Parar de fumar
- Adesão ao tratamento
- Reabilitação
- Vacinação completa
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Exacerbações frequentes
- Baixa FEV1
- Gravidade das comorbidades
- Inatividade física
- Qualidade de Vida
- Impacto significativo na autonomia; melhora com tratamento e reabilitação.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Não fumar e reduzir exposição a irritantes ambientais.
- Medidas Preventivas
-
Parar de fumarVacinação anualReduzir poluentesExercícios regularesNutrição equilibrada
- Rastreamento
- Avaliação anual de função pulmonar para pacientes com DPOC.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
Mito 1: DPOC afeta só idosos fumantes.
Verdade 1: exposição a irritantes e genética também contribuem.
Mito 2: inaladores não funcionam.
Verdade 2: inaladores reduzem sintomas quando usados corretamente.
Mito 3: exercícios pioram a DPOC.
Verdade 3: exercícios sob supervisão melhoram resistência.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Primeiro passo: buscar UBS para avaliação e encaminhamento.
- Especialista Indicado
- Pneumologista ou médico respiratório.
- Quando Procurar Emergência
- Sinais de agravamento: falta de ar intensa, confusão, cianose, necessidade urgente de apoio.
- Linhas de Apoio
- Disque SUS 136 Centro de Atenção ao Doente Rede de apoio local
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.