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J32.9
CID-10

Sinusite Crônica (Rinossinusite Crônica)

Sinusite Crônica

Resumo

Sinusite Crônica é inflamação nasal persistente com congestão; diagnóstico por exame e TC; manejo visa controlar inflamação.

Identificação

Código Principal
J32.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Rinossinusite Crônica, Não Especificada
Nome em Inglês
Chronic Rhinosinusitis
Outros Nomes
Rinossinusite crônica • Rinossinusite do seio maxilar • Rinossinusite crônica sem pólipos • Sinusite crônica persistente • Rinossinusite crônica (CRC)
Siglas Comuns
RSC CRS RC

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Doenças do sistema respiratório
Subcategoria
Rinossinusite Crônica
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam entre 5% e 12% da população.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência compatível com padrões globais, com variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade e idosos
Distribuição por Sexo
Levemente mais comum em mulheres
Grupos de Risco
Asma Alergias Tabagismo Poluição do ar Anomalia nasal congênita
Tendência Temporal
Tendência estável, com variações regionais conforme acesso ao tratamento.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Inflamação crônica das vias aéreas paranasais com edema mucoso e obstrução
Mecanismo Fisiopatológico
Edema mucoso, obstrução de drenagem, remodeling sinusal, disfunção ciliar
Fatores de Risco
Asma Alergias Tabagismo Poluição do ar Infecções respiratórias frequentes Imunidade comprometida
Fatores de Proteção
Controle de alergias Ambiente livre de irritantes Vacinação de rotina Gerenciamento de refluxo
Componente Genético
Contribuição genética observada em famílias com rinossinusite crônica

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Congestão nasal persistente com secreção
Sintomas Frequentes
Dor facial ou pressão maxilar
Redução do olfato ou gosto
Secreção nasal variada
Episódios de dor de cabeça
Obstrução nasal crônica
Sinais de Alerta
  • febre alta persistente
  • dor facial grave com edema
  • olho inchado ou alterações oculares
  • dificuldade respiratória aguda
  • alteração visual súbita
Evolução Natural
Sem tratamento, tende a persistir; pode reverter com manejo adequado
Complicações Possíveis
Perda olfato prolongada Obstrução nasal resistente Derrame orbital raro Infecções recorrentes Cefaleia crônica

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica compatível, endoscopia nasal e TC dos seios
Exames Laboratoriais
Hemograma com eosinofilia PCR/ESR IgE total Testes alérgicos Cultura de secreção (quando possível)
Exames de Imagem
Tomografia de seios paranasais Ressonância magnética quando indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Rinite alérgica
  • Rinite vasomotora
  • Sinusite aguda
  • Polipose nasal isolada
  • Tumor nasal
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de semanas a meses desde o início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Controle da inflamação, alívio de sintomas, manejo de alergias e infecções; drenagem sinusal
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentoso (controle inflamatório)
2 Cirúrgico (quando refratário)
3 Alergia e imunoterapia
4 Higienização nasal
5 Terapias endoscópicas
Especialidades Envolvidas
Otorrino Clínico Geral Alergia/Imunologia Fisioterapia respiratória Nutrição
Tempo de Tratamento
Depende da gravidade; pode durar meses
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses; monitorar sintomas e olfato

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com manejo adequado; melhora da qualidade de vida
Fatores de Bom Prognóstico
  • Controle efetivo de alergias
  • Ausência de pólipos extensos
  • Bom acesso ao médico
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Pólipos extensos
  • Asma descontrolada
  • Recidivas frequentes
  • Anatomia nasal inadequadamente corrigida
Qualidade de Vida
Impacto moderado a significativo; melhora com manejo adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Evitar fumaça, poluentes e alergênicos; tratar alergias
Medidas Preventivas
Controle de alergias
Evitar irritantes
Higiene nasal diária
Vacinação de rotina
Tratamento de infecções respiratórias precocemente
Rastreamento
Exames periódicos conforme sintomas para monitorar evolução

Dados no Brasil

Estimativas variam; internações esporádicas no Brasil
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada à sinusite crônica
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais frequente em capitais; menor em zonas rurais

Perguntas Frequentes

1 Sinusite crônica pode curar sozinha?
Não costuma curar por completo; o objetivo é controlar sintomas.
2 Pode voltar após tratamento?
Recidivas são comuns; manter seguimento evita surtos.
3 Qual exame confirma o diagnóstico?
História, exame, endoscopia e TC dos seios.
4 Dói para buscar atendimento?
Procure otorrino; diagnóstico esclarece controle a longo prazo.
5 O que fazer no dia a dia?
Higiene nasal, evitar irritantes e seguir orientações médicas.

Mitos e Verdades

Mito

alimentação cura sinusite.

Verdade

dieta pode ajudar, não substitui tratamento.

Mito

antibiótico resolve tudo rápido.

Verdade

Uso depende de indicação médica; evitar uso indiscriminado.

Mito

cirurgia é sempre necessária.

Verdade

Cirurgia só para casos refratários; muitos melhoram com manejo.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure otorrino para avaliação inicial e encaminhamentos
Especialista Indicado
Otorrinolaringologista
Quando Procurar Emergência
Dor facial intensa com febre alta, edema ocular ou dificuldade respiratória
Linhas de Apoio
Disque SUS 136 SAMU 192 CVV 188

CIDs Relacionados

J32.9 J32 J01.9 J31.0 J32.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.