contato@nztbr.com
J21.9
CID-10

Bronquiolite aguda

Bronquiolite aguda infantil

Resumo

Bronquiolite é infecção viral comum em bebês, com tosse, chiado e respiração rápida.

Identificação

Código Principal
J21.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Bronquiolite aguda
Nome em Inglês
Acute viral bronchiolitis
Outros Nomes
Bronquiolite viral aguda • Bronquiolite aguda de vias aéreas • Bronquiolite infantil aguda • Bronquíolite aguda viral
Siglas Comuns
BRV BTV BAI

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Doenças respiratórias infantis
Subcategoria
Bronquiolite aguda
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Alta em lactentes e crianças pequenas, com variação por condições sanitárias.
Prevalência no Brasil
Brasil: hospitalizações comuns em menores de 2 anos; dados variam por região.
Faixa Etária Principal
0 a 24 meses (principalmente 0-12 meses)
Distribuição por Sexo
Leve predomínio de meninos em vários estudos
Grupos de Risco
Bebês prematuros Crianças com doença pulmonar crônica Deficiência imune Convivência em creches Baixa renda familiar
Tendência Temporal
Mais frequente no inverno em muitos locais; sazonalidade variável.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Vírus respiratórios, principalmente VSR
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação das vias aéreas, edema mucoso e hiperreatividade, provocando obstrução brônquica em lactentes.
Fatores de Risco
Bebês prematuros Fumo passivo Exposição em creches Baixo peso ao nascer Doenças pulmonares crônicas
Fatores de Proteção
Aleitamento exclusivo Vacinação geral Ambiente livre de fumaça Ventilação adequada
Componente Genético
Pouca influência genética; alguns relatos sugerem predisposição à hiperreatividade.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Tosse com sibilos e esforço respiratório variável
Sintomas Frequentes
tosse
chiado ao respirar
respiração rápida
uso de músculos acessórios
febre baixa
Sinais de Alerta
  • hipoxemia profunda
  • dificuldade respiratória marcada
  • letargia
  • choque de gravidade?
  • dificuldade alimentar severa
Evolução Natural
Melhora com suporte; pode progredir em lactentes de alto risco.
Complicações Possíveis
Hipoxemia Desidratação Infecção bacteriana secundaria Falência respiratória (rara)

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com tosse e sibilos; excluir outras causas.
Exames Laboratoriais
Oximetria de pulso Hemograma opcional Gasometria se grave PCR não específica Teste rápido de vírus opcional
Exames de Imagem
Radiografia de tórax para excluir pneumonia Tomografia apenas se etiologia suspeita
Diagnóstico Diferencial
  • asma viral
  • pneumonia viral/bacteriana
  • bronquite aguda
  • infecção brônquica
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico clínico rápido; confirmação laboratorial apenas se necessário.

Tratamento

Abordagem Geral
Cuidados de suporte: hidratação e oxigenação; antibióticos apenas se infecção bacteriana suspeita.
Modalidades de Tratamento
1 Oxigenoterapia
2 Hidratação IV
3 Suporte ventilatório se grave
4 Broncodilatadores em casos selecionados
5 Conforto e monitorização
Especialidades Envolvidas
Pediatria Enfermagem Pediátrica Cuidados Intensivos Pediátricos Pneumologia Pediátrica
Tempo de Tratamento
Varia de dias a semanas, conforme gravidade.
Acompanhamento
Acompanhamento domiciliar com monitoramento de sinais de alerta.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom; evolução depende de gravidade e comorbidades.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Sem comorbidades
  • Idade maior
  • Acesso rápido a atendimento
  • Boa hidratação
Fatores de Mau Prognóstico
  • Prematuridade grave
  • Doenças pulmonares crônicas
  • Hipoxemia persistente
  • Nutrição comprometida
Qualidade de Vida
Impacto temporário na vida da família; recuperação rápida com manejo adequado.

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir exposição viral via higiene e ambiente; aleitamento exclusivo.
Medidas Preventivas
Higiene das mãos
Evitar contato com doentes
Aleitamento materno
Vacinação conforme calendário
Ambiente livre de fumaça
Rastreamento
Rastreamento não é específico; diagnóstico se baseia na avaliação clínica.

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais no Brasil.
Internações/Ano
Mortalidade baixa, maior em prematuros com comorbidades.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior peso em regiões com menor acesso à saúde.

CIDs Relacionados

J21.9 J21.0 J18.9 J20.9 J21.99

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.