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j069 cid
CID-10

Infecção aguda das vias aéreas superiores

Infecção aguda de vias aéreas superiores

Resumo

Infecção leve das vias aéreas superiores com tosse e nariz entupido; melhora em poucos dias.

Identificação

Código Principal
J06.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Acute upper respiratory infection, unspecified
Nome em Inglês
Acute upper respiratory infection, unspecified
Outros Nomes
Infecção viral das vias aéreas superiores • Infecção respiratória aguda superior • URI aguda • Infecção de vias aéreas superiores não especificada • IRA superior aguda
Siglas Comuns
IRA URI IRAS

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Doenças infecciosas do trato respiratório superior
Subcategoria
Infecção de vias aéreas superiores
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Ocorrência global comum, especialmente em crianças; sazonalidade variável.
Prevalência no Brasil
Alta incidência nacional, com picos sazonais em regiões frias.
Faixa Etária Principal
Menores de 5 anos predominam
Distribuição por Sexo
Equilíbrio entre sexos, leve predomínio masculino
Grupos de Risco
Crianças pequenas Idosos Paciente imunocomprometido Recém-nascidos Portadores de asma
Tendência Temporal
Picos sazonais no inverno, taxa estável entre anos

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção viral da via aérea superior, com rhinovírus como principal agente
Mecanismo Fisiopatológico
Irritação mucosa, inflamação das vias respiratórias, congestão e secreção, resposta imune superficial
Fatores de Risco
Exposição a vírus em creches Imunossupressão Fumo ativo ou passivo Vacinação inadequada Ambientes com ventilação ruim Poluição do ar
Fatores de Proteção
Higiene das mãos regular Ventilação adequada Vacinação infantil completa Aleitamento materno exclusivo
Componente Genético
Herança complexa; contribuição indireta na resposta imune

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Congestão nasal com corrimento, tosse leve e febre baixa.
Sintomas Frequentes
Tosse leve
Congestão nasal
Dor de garganta
Febre baixa
Mal-estar
Cansaço
Sinais de Alerta
  • Dificuldade respiratória com esforço
  • Lábios azulados
  • Febre alta persistente
  • Sinais de desidratação
  • Confusão em idosos
Evolução Natural
Melhora em 3-7 dias; complicações são raras em indivíduos saudáveis
Complicações Possíveis
Otite média Sinusite aguda Bronquite viral Pneumonia rara Exacerbação de asma

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com história e exame; excluir pneumonia e outras complicações
Exames Laboratoriais
Hemograma levemente alterado PCR viral quando disponível Teste rápido influenza Procalcitonina geralmente normal Cultura de secreção se febre persistente
Exames de Imagem
Radiografia de tórax apenas se pneumonia suspeita RM não indicada TC não necessária Ultrassom não útil para URI simples
Diagnóstico Diferencial
  • Rinite alérgica
  • Sinusite crônica
  • Pneumonia bacteriana
  • Bronquite bacteriana
  • Asma com sintomas respiratórios
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico clínico comum em consulta; evolução observada

Tratamento

Abordagem Geral
Manejo sintomático com hidratação, repouso e vigilância; antibióticos não indicados para URIs simples
Modalidades de Tratamento
1 Hidratação adequada
2 Descongestionantes
3 Analgésicos e antitérmicos
4 Cuidados domiciliares
5 Monitoramento de sinais de alarme
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Pediatria Enfermagem Otorrinolaringologia Atenção primária
Tempo de Tratamento
Duração típica de 3 a 7 dias, conforme evolução
Acompanhamento
Consultas de follow-up em 24-72h ou conforme orientação médica

Prognóstico

Prognóstico Geral
Prognóstico excelente na maioria; resolução completa em dias
Fatores de Bom Prognóstico
  • Ausência de comorbidades
  • Resiliência imunológica
  • Acesso a cuidado
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Doenças crônicas
  • Desidratação
  • Tratamento inadequado
  • Sinais de pneumonia
Qualidade de Vida
Impacto mínimo quando bem conduzido

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene das mãos, evitar contato com doentes; vacinação conforme calendário
Medidas Preventivas
Lavar as mãos
Cobrir nariz e boca ao tossir
Ventilar ambientes
Manter vacinação em dia
Evitar compartilhamento de utensílios
Rastreamento
Rastreamento não necessário para URIs simples; atenção a piora

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais relatadas
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada à URIs simples
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maiores taxas no Sudeste e Norte; variações regionais presentes

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais de alarme?
Procure atendimento se houver respiração difícil, lábios azuis, febre alta persistente.
2 Uso de antibióticos é sempre necessário?
Não; URIs simples são virais e não exigem antibióticos.
3 O que fazer em casa?
Hidrate-se, descanse, use analgésicos conforme orientação médica.
4 Preciso de retorno?
Volte se não houver melhora ou se piorar em 2-3 dias.
5 A infecção é contagiosa?
Contagiosa nos primeiros dias; boa higiene reduz transmissão.

Mitos e Verdades

Mito

antibióticos curam vírus.

Verdade

antibióticos não atuam sobre vírus.

Mito

URIs sempre evoluem para pneumonia.

Verdade

pneumonia é condição distinta; ocorre com sinais específicos.

Mito

evitar contato cura tudo.

Verdade

contato evita transmissão, higiene é essencial.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro contato é com clínico geral ou pediatra
Especialista Indicado
Pediatra ou clínico geral
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória, pele azulada, desmaio, febre muito alta
Linhas de Apoio
SUS 136 SAMU 192 Disque 100

CIDs Relacionados

J06.9 J00-J06 J01 J02 J03

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.