contato@nztbr.com
J06.9
CID-10

Infecção aguda das vias respiratórias superiores

Resfriado comum

Resumo

Infecção leve das vias aéreas superiores, com tosse e nariz entupido; melhora sozinha.

Identificação

Código Principal
J06.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Infecção aguda do trato respiratório superior, não especificada
Nome em Inglês
Acute upper respiratory infection, unspecified
Outros Nomes
Infecção aguda das vias respiratórias superiores • Infecção aguda de vias aéreas superiores • URI superior inespecífica • Resfriado agudo • Infecção respiratória superior não especificada
Siglas Comuns
URI

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Infecções do trato respiratório superior
Subcategoria
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Proporção alta de casos em população geral, com pico sazonal no inverno.
Prevalência no Brasil
Ocorrência comum em todas as regiões; maior em creches e ambientes fechados.
Faixa Etária Principal
Crianças pequenas, adolescentes e adultos suscetíveis
Distribuição por Sexo
Distribuição equilibrada entre homens e mulheres
Grupos de Risco
crianças pequenas idosos pessoas em ambientes lotados fumantes indivíduos com doenças respiratórias
Tendência Temporal
Incidência sazonal, picos no frio; tendência estável globalmente

Etiologia e Causas

Causa Principal
Vírus respiratórios comuns predominam como etiologia
Mecanismo Fisiopatológico
inflamação da mucosa respiratória superior com edema e secreção
Fatores de Risco
infecção prévia deficiência imune tabagismo ambiente fechado idade infantil higiene insuficiente
Fatores de Proteção
higiene das mãos evitar doentes vacinação contra gripe ambiente bem ventilado

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
tosse leve a moderada com nariz entupido e dor de garganta
Sintomas Frequentes
coriza
tosse
dor de garganta
febre baixa
mal-estar
dor de cabeça leve
Sinais de Alerta
  • dificuldade respiratória
  • mudança de cor da pele
  • taquicardia
  • dor torácica
Evolução Natural
curso autolimitado na maioria em 7-10 dias
Complicações Possíveis
otite média sinusite bronquite viral pneumonia bacteriana rara desidratação moderada

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
baseado em história clínica compatível e exame físico
Exames Laboratoriais
hemograma PCR viral se indicado teste rápido de antígeno cultura viral
Exames de Imagem
radiografia apenas se suspeita de pneumonia conduta sem imagem de rotina
Diagnóstico Diferencial
  • rinite alérgica
  • faringite bacteriana
  • influenza
  • sinusite
  • bronquite
Tempo Médio para Diagnóstico
diagnóstico clínico em minutos; exames ajudam se houver dúvida

Tratamento

Abordagem Geral
manejo sintomático com hidratação, repouso e antipiréticos
Modalidades de Tratamento
1 medicamentos sintomáticos
2 medicamentos antitérmicos
3 descongestionantes com cautela
4 inalação de vapor
5 higiene nasal
Especialidades Envolvidas
clínico geral pediatra otorrinolaringologista enfermeiro educador em saúde
Tempo de Tratamento
geralmente 3-7 dias de sintomas intensos
Acompanhamento
retornos em 1-2 semanas ou conforme evolução

Prognóstico

Prognóstico Geral
perspectiva geralmente boa com recuperação completa
Fatores de Bom Prognóstico
  • idade jovem
  • ausência de comorbidades
  • sinais vitais estáveis
  • evolução clínica favorável
Fatores de Mau Prognóstico
  • dificuldade respiratória
  • febre resistente
  • sinais de desidratação
  • deterioração rápida
Qualidade de Vida
retorno à vida normal em poucos dias com manejo adequado

Prevenção

Prevenção Primária
higiene, evitar contato com doentes, vacinação quando indicada
Medidas Preventivas
higiene das mãos
evitar compartilhar utensílios
ambiente ventilado
vacinação anual contra gripe
evitar fumo
Rastreamento
não recomendado para URI simples; orientar sinais de alerta

Dados no Brasil

milhares de internações associadas a complicações
Internações/Ano
baixa mortalidade quando bem acompanhado
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
distribuição homogênea; maior na região sudeste

Perguntas Frequentes

1 Posso pegar gripe ao mesmo tempo que URI?
Sim, eventos distintos podem coexistir; tratamento focaliza sintomas
2 Precisa de antibiótico para URI?
Não costuma; antibióticos não aceleram cura de vírus
3 Diagnóstico é apenas clínico?
Geralmente sim; exames ajudam se surgirem complicações
4 Precisa tomar remédio específico se tiver febre?
Antitérmicos simples ajudam; repouso e hidratação são-chave
5 Pode evitar com vacinação?
Vacina contra gripe reduz risco de complicações

Mitos e Verdades

Mito

Antibiótico cura resfriado

Verdade

Vírus não respondem a antibióticos; uso inadequado gera resistência

Mito

Vitamina C evita resfriado

Verdade

Nutrição ajuda; não promete cura ou prevenção garantida

Mito

Resfriado sempre com febre alta

Verdade

Febre nem sempre ocorre; sinais variam

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
procure posto de saúde ou clínica para triagem
Especialista Indicado
clínico geral ou pediatra
Quando Procurar Emergência
dificuldade respiratória grave, confusão, desmaio
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque Saúde 188 SAMU 192

CIDs Relacionados

J00 J01 J02 J03 J22

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.