Infecção aguda do trato respiratório superior não especificada
Resfriado comum (URTI não especificada)
Resumo
Infecção aguda das vias aéreas superiores, geralmente viral e autolimitada
Identificação
- Código Principal
- J06.8
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Infecção aguda do trato respiratório superior, não especificada
- Nome em Inglês
- Acute upper respiratory infection, unspecified
- Outros Nomes
- Infecção aguda das vias aéreas superiores • Infecção das vias respiratórias superiores • Rinite aguda não especificada • Infecção viral de vias aéreas superiores • URTI não especificada
- Siglas Comuns
- URTI IAVRS IARS
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
- Categoria Principal
- Infecções agudas das vias aéreas superiores
- Subcategoria
- Infecção viral aguda respiratória superior
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- aguda
- Gravidade Geral
- leve
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Frequente, especialmente em crianças, surtos virais sazonais comuns
- Prevalência no Brasil
- Dados nacionais variam por temporada; comum em ambulatórios
- Faixa Etária Principal
- Crianças pequenas e adultos jovens
- Distribuição por Sexo
- Homens e mulheres igualmente afetados
- Grupos de Risco
- Crianças <5 anos Portadores de imunossupressão Gestantes Idosos Tabagismo ativo
- Tendência Temporal
- Picos sazonais em frio, com variação por região
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Vírus respiratórios predominantes; infecções bacterianas menos comuns
- Mecanismo Fisiopatológico
- Inflamação das vias aéreas com edema mucoso e hiperemia pela resposta imune
- Fatores de Risco
- Exposição a vírus Contato com doentes Poluição do ar Fatores imunossupressores Tabagismo Alergias
- Fatores de Proteção
- Higiene das mãos Vacinação quando disponível Evitar ambientes fechados em surtos Amamentação protege bebês
- Componente Genético
- Vulnerabilidade genética modesta, não determinante isoladamente
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Congestão nasal com tosse leve e garganta irritada
- Sintomas Frequentes
-
Dor de gargantatossecongestão nasalfebre baixamal-estardor de cabeça
- Sinais de Alerta
-
- Dificuldade respiratória grave
- dor torácica intensa
- confusão mental
- cianose
- presença de desidratação
- Evolução Natural
- Curso autolimitado com melhora em dias; complicações são raras
- Complicações Possíveis
- Otite média Sinusite bacteriana Pneumonia bacteriana Exacerbação de asma Desidratação leve
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- História e exame; testes laboratoriais apenas quando indicado
- Exames Laboratoriais
- Hemograma opcional PCR/RT-PCR para vírus Teste rápido influenza PCR para RSV PCR para SARS-CoV-2
- Exames de Imagem
- Radiografia facial quando indicado Radiografia de tórax se complicação Ultrassom não rotineiro RM não indicado
- Diagnóstico Diferencial
-
- Rinite alérgica
- Sinusite crônica
- Gripe
- Faringite estreptocócica
- Bronquite viral
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Geralmente diagnóstico no consultório no mesmo dia
Tratamento
- Abordagem Geral
- Tratamento sintomático; antibióticos não indicados para infecções virais
- Modalidades de Tratamento
-
1 Analgésicos/antitérmicos2 Descongestionantes3 Hidratação4 Inalação de vapor quando indicado5 Encaminhamento se houver complicações
- Especialidades Envolvidas
- Clínico geral Pediatra Otorrinolaringologista Infectologista Enfermeiro
- Tempo de Tratamento
- Varia: viral 3-7 dias; complicações bacterianas podem exigir conduta médica
- Acompanhamento
- Retorno em 2-3 dias se febre persistir; buscar atendimento se piora
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Geralmente bom; resolução em dias sem complicações
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Higiene adequada
- Ausência de comorbidades
- Resposta rápida a cuidados
- Acesso a tratamento oportuno
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Presença de comorbidades
- Desidratação grave
- Complicações bacterianas
- Imunossupressão
- Qualidade de Vida
- Impacto geralmente leve; retorno às atividades logo
Prevenção
- Prevenção Primária
- Higiene, vacinação e evitar aglomerações em surtos
- Medidas Preventivas
-
Higiene das mãosMáscaras em surtosVacinação influenzaEvitar ambientes fechadosAleitamento materno
- Rastreamento
- Não rotina; diagnóstico clínico suficiente na maioria
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
Antibióticos curam resfriados
Só curam infecções bacterianas; vírus não respondem
Frio causa resfriado
Frio não causa, vírus são responsáveis; ambiente facilita transmissão
Todos os resfriados são iguais
Vírus diferentes geram sinais variados; alguns mais graves
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Primeiro atendimento em clínica básica ou pronto atendimento
- Especialista Indicado
- Clínico geral ou pediatra
- Quando Procurar Emergência
- Dificuldade respiratória grave, pele azul, confusão
- Linhas de Apoio
- SUS 136 Centros de saúde locais Ligue 188 se necessário
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.