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J06
CID-10

Infecções agudas do trato respiratório superior

Resfriado comum; gripe leve

Resumo

Infecções agudas das vias aéreas superiores são resfriados comuns, vírus causadores; tosse e nariz entupido costumam passar.

Identificação

Código Principal
J06
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Infecções agudas do trato respiratório superior, OMS
Nome em Inglês
Acute Upper Respiratory Infection
Outros Nomes
rinite aguda • faringite aguda • laringite aguda • infecção de vias aéreas superiores • resfriado comum
Siglas Comuns
URTI IRA URI

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Infecções respiratórias superiores
Subcategoria
Infecções agudas de vias superiores
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Casos comuns em todas as idades; picos sazonais.
Prevalência no Brasil
Elevada, especialmente em crianças; variação sazonal.
Faixa Etária Principal
Crianças pequenas, 0-5 anos
Distribuição por Sexo
Equilibrada entre homens e mulheres
Grupos de Risco
crianças pequenas idosos imunossupressão asma fumantes
Tendência Temporal
Picos no outono e inverno, queda na primavera.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Vírus respiratórios dominantes: rinovírus, influenza, coronavírus; bactérias podem compor complicações.
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação mucosa, edema, produção de muco, tosse e congestão
Fatores de Risco
crianças na creche exposição a vírus tabagismo passivo higiene inadequada ambientes lotados
Fatores de Proteção
higiene das mãos vacinação influenza (quando disponível) ventilação adequada amamentação
Componente Genético
Pouca herança; predisposição não explica a maioria dos casos

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Tosse com congestão nasal, dor de garganta e mal-estar
Sintomas Frequentes
tosse
dor de garganta
nariz entupido
febre leve
cefaleia
dor de cabeça
Sinais de Alerta
  • falta de ar
  • respiração dificultosa
  • confusão
  • desidratação
  • colapso
Evolução Natural
A maioria melhora em poucos dias; pode evoluir para complicações se mal cuidado
Complicações Possíveis
otite média sinusite bronquite pneumonia (raro)

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de início agudo, sinais de vias superiores e exame compatível; confirmação por isolamento viral não obrigatório.
Exames Laboratoriais
não requeridos na maioria PCR de vírus apenas em surtos hemograma padrão não específico testes de influenza em alto risco serologia não necessária
Exames de Imagem
quando há suspeita de complicação radiografia de pulmões apenas se indicar pneumonia tomografia não rotineira ultra-sonografia não indicada em URTI
Diagnóstico Diferencial
  • rinite alérgica
  • sinusite viral
  • bronquite
  • otite média
  • mononucleose infecciosa
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas a dias na prática clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Manejo sintomático com hidratação, repouso e antipiréticos; antibióticos reservados a complicações bacterianas.
Modalidades de Tratamento
1 analgésicos/antipiréticos
2 descongestionantes
3 sprays nasais
4 hidratacao
5 educação sobre sinais de alarme
Especialidades Envolvidas
Clínica geral Pediatria Otorrino Medicina da família Enfermagem
Tempo de Tratamento
3 a 10 dias, conforme evolução
Acompanhamento
Retorno em 48-72 h se não houver melhora; reavaliar se piora

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva favorável; maioria se recupera em dias com manejo adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • idade jovem
  • higiene
  • vacina influenza
  • sem complicações
Fatores de Mau Prognóstico
  • desidratação
  • comorbidades
  • otite/sinusite falha no manejo
  • fatores de saúde subjacentes
Qualidade de Vida
Impacto leve a moderado por alguns dias; retorno rápido

Prevenção

Prevenção Primária
Higienizar as mãos, evitar contato com doentes, boa ventilação
Medidas Preventivas
lave as mãos
evite tocar mucosas
higiene respiratória
vacinação sazonal influenza
ambiente arejado
Rastreamento
Monitoramento de surtos em escolas e comunidades

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais, variando com surtos.
Internações/Ano
Óbitos raros; quando ocorrem, comorbidades influenciam.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto no sul e sudeste no inverno, variação anual.

Perguntas Frequentes

1 O que causa URTI?
Vírus; antibiótico não ajuda nesses casos.
2 Quando usar antibiótico?
Somente se houver indicação de infecção bacteriana.
3 Exames são necessários?
Na maioria, não; diagnóstico clínico suficiente.
4 Posso evitar?
Higiene, vacinação sazonal e evitar contato com doentes ajudam.
5 Quando retornar ao médico?
Se piorar, respiração difícil ou febre alta persistente.

Mitos e Verdades

Mito

Antibiótico cura resfriado;

Verdade

Resfriado é vírus; antibiótico não funciona.

Mito

Frio causa resfriado;

Verdade

vírus transmite; frio em si não provoca.

Mito

Vacinas causam gripe;

Verdade

Vacinas são seguras; gripe não é efeito da vacinação.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: procurar clínica de família ou pediatria.
Especialista Indicado
Clínico geral ou pediatra
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória, pele azulada, confusão, desidratação.
Linhas de Apoio
0800-123-4567 SUS central de informação Disque saúde local

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.