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J02.9
CID-10

Faringite aguda inespecífica

Faringite aguda inespecífica

Resumo

Dor de garganta aguda, geralmente viral, com manejo de apoio; antibióticos apenas se estreptococo provável.

Identificação

Código Principal
J02.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Acute pharyngitis, unspecified
Nome em Inglês
Acute pharyngitis, unspecified
Outros Nomes
Faringite aguda • Faringite inespecífica • Faringite aguda não especificada • Inflamação da garganta aguda • Dor de garganta aguda
Siglas Comuns
J02 J02.9 FAI

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Doenças do trato respiratório superior
Subcategoria
Infecções da faringe
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência alta em crianças; surtos sazonais de vias respiratórias superiores.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; comum em consultórios pediátricos e adultos.
Faixa Etária Principal
Infância e adolescência (5-15 anos)
Distribuição por Sexo
Distribuição balanceada entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Crianças em escolas Profissionais de saúde Indivíduos com contato próximo de doentes Imunossupressão Fumantes
Tendência Temporal
Varia com surtos sazonais; tendência estável em longo prazo.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecções virais predominam; vírus respiratórios comuns
Mecanismo Fisiopatológico
Inflamação da mucosa faríngea por resposta imune, gerando dor e edema
Fatores de Risco
Contato próximo com doentes Ambientes fechados Fumo ativo ou passivo Exposição escolar Imunossupressão Desnutrição leve
Fatores de Proteção
Higiene das mãos Vacinação sazonal Boas práticas respiratórias Ambiente arejado
Componente Genético
Predisposição não estabelecida; sem gene específico

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor de garganta com início súbito, pior ao engolir
Sintomas Frequentes
Dor ao engolir
Dor de garganta
Febre baixa
Cansaço
Gânglios cervicais inchados
Mal-estar geral
Sinais de Alerta
  • Dificuldade para respirar
  • Dor torácica aguda
  • Engolir com dificuldade extrema
  • Febre alta persistente
  • Dor que persiste além de 3-5 dias
Evolução Natural
Melhora espontânea em 3-7 dias; infecções bacterianas podem requerer tratamento
Complicações Possíveis
Abscesso periamigdaliano Otite média Sinusite Febre reumática (rara) Glomerulonefrite pósestreptocócica

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História compatível; teste rápido para estreptococo quando indicado
Exames Laboratoriais
Hemograma Teste rápido de estreptococo PCR viral Proteína C reativa Cultura de garganta
Exames de Imagem
Nenhum exame de imagem de rotina Radiografia apenas para abscesso RM se complicações
Diagnóstico Diferencial
  • Gargite viral
  • Amigdalite bacteriana
  • Laringite
  • Mononucleose
  • Rinite alérgica
Tempo Médio para Diagnóstico
1-3 dias na prática clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Suporte com hidratação, repouso e analgésicos; antibióticos apenas se estreptococo confirmado
Modalidades de Tratamento
1 Analgesia
2 Antipiréticos
3 Antibióticos somente quando indicado
4 Gargarejos salinos
5 Higiene respiratória
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Pediatria Otorrinolaringologia Infectologista Enfermagem
Tempo de Tratamento
Variável; viral dura dias, bacteriana até 10 dias com antibiótico adequado
Acompanhamento
Retorno em 48-72h ou se piorar; orientação de sinais de alerta

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom prognóstico na maioria; sintomas resolvem com manejo adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Diagnóstico precoce
  • Ausência de complicações
  • Boa adesão ao manejo
  • Sem comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Atraso no atendimento
  • Complicações respiratórias
  • Imunossupressão
  • Desidratação severa
Qualidade de Vida
Impacto leve a moderado apenas durante o quadro agudo

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene, evitar compartilhamento de utensílios, vacinas sazonalmente quando disponíveis
Medidas Preventivas
Lavar as mãos com frequência
Higienizar superfícies
Evitar contato próximo com doentes
Boas práticas respiratórias
Uso de máscara em surtos
Rastreamento
Não há rastreamento populacional; triagem para sinais de complicações

Dados no Brasil

Estimativas variam; internações são menos comuns que consultas
Internações/Ano
Mortalidade muito baixa; maioria sem complicações graves
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração de dados na Região Sudeste; variações regionais

Perguntas Frequentes

1 P: Faringite viral cura sozinha?
R: Em maioria, com hidratação; antibiótico só se estreptococo confirmado
2 P: Como saber se é garganta vermelha?
R: Dor ao engolir, febre e mal-estar ajudam; teste rápido orienta
3 P: Preciso usar antibiótico?
R: Apenas se médico indicar e houver probabilidade de bactéria
4 P: Qual o tempo de recuperação?
R: Em geral 3-7 dias; até 1-2 semanas se complicações
5 P: Como prevenir?
R: Higiene, hidratação, evitar compartilhamento e vacinas sazonais

Mitos e Verdades

Mito

antibiótico cura gripe

Verdade

antibiótico não atua contra vírus

Mito

faringite sempre infecciosa

Verdade

pode ser viral ou bacteriana

Mito

gargarejo com água quente cura

Verdade

alívio sintomático, não cura a doença

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Consultório ou pronto atendimento em caso de piora
Especialista Indicado
Clínico geral ou otorrinolaringologista
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória, dor torácica, febre alta persistente
Linhas de Apoio
Disque SUS 136 Telefone 188 (SUS)

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.