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insuficiencia renal cronica cid
CID-10

Insuficiência Renal Crônica

Doença renal crônica

Resumo

Doença progressiva dos rins; controle saúde, dieta, medicações e diálise se avançar.

Identificação

Código Principal
N18.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Insuficiência renal crônica
Nome em Inglês
Chronic Kidney Disease
Outros Nomes
IRC • Doença renal crônica • Nefropatia crônica
Siglas Comuns
IRC CKD Nefropatia crônica

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVI - Doenças do rim
Categoria Principal
Doenças renais crônicas
Subcategoria
Renal crônica
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Cerca de 700 milhões com IRC globalmente; variada pela definição.
Prevalência no Brasil
Brasil apresenta alta carga; milhões com IRC conforme critérios.
Faixa Etária Principal
50-70 anos
Distribuição por Sexo
Predomínio masculino discreto, varia por grupo
Grupos de Risco
Hipertensão arterial Diabetes mellitus Adultos idosos Uso de nefrotoxinas Doenças cardiovasculares
Tendência Temporal
Aumento gradual com envelhecimento populacional e detecção crescente

Etiologia e Causas

Causa Principal
Diabetes mellitus tipo 2 e hipertensão arterial como causas principais.
Mecanismo Fisiopatológico
Perda progressiva de função renal pela diminuição da filtração glomerular com acúmulo de resíduos.
Fatores de Risco
Hipertensão não controlada Diabetes Tabagismo Obesidade Uso de NSAIDs Idade avançada
Fatores de Proteção
Controle glicêmico Pressão arterial estável Hidratação adequada Evitar nefrotoxinas
Componente Genético
Predisposição genética presente em síndromes renais hereditárias

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Fadiga constante pela queda da função renal
Sintomas Frequentes
Fadiga
Inchaço nos pés/tornozelos
Urina com espuma ou pouca produção
Hipertensão persistente
Náuseas ocasionais
Perda de apetite
Sinais de Alerta
  • Anúria súbita
  • Edema rápido com ganho de peso
  • Dor lombar intensa
  • Alteração repentina da consciência
  • Fraqueza súbita
Evolução Natural
Progride lentamente sem tratamento, levando a diálise ou transplante
Complicações Possíveis
Anemia Hipertensão resistente Distúrbios de potássio e cálcio Acúmulo de toxinas Falência de múltiplos órgãos

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
GFR <60 mL/min/1,73m2 por ≥3 meses com lesão renal ou dano persistente
Exames Laboratoriais
Creatinina elevada Ureia alta Hemoglobina baixa Eletrólitos alterados Proteinúria
Exames de Imagem
Ecografia renal com redução do tamanho Tomografia renal Ressonância magnética renal
Diagnóstico Diferencial
  • Nefropatia aguda
  • Obstrução urinária crônica
  • Doença renal aguda com recuperação
  • Glomerulonefrite atrófica
  • Nefropatia diabética sem CKD definida
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia conforme detecção precoce e acesso a serviços

Tratamento

Abordagem Geral
Controle de fatores de risco, monitoramento e decisões sobre diálise conforme evolução.
Modalidades de Tratamento
1 Tratamento conservador
2 Diálise peritoneal
3 Diálise hemodiálica
4 Transplante renal
5 Reabilitação renal
Especialidades Envolvidas
Nefrologia Clínica Geral Endocrinologia Nutrição Enfermagem
Tempo de Tratamento
Monitoramento contínuo, sem tempo fixo.
Acompanhamento
Consultas a cada 3-6 meses com monitoramento de função, pressão, glicose e dieta.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; depende de fatores de risco, adesão e acesso ao tratamento.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Controle de diabetes/hipertensão
  • Acesso a diálise precocemente
  • Nutrição adequada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades graves
  • Anemia não tratada
  • Desnutrição
  • Acesso limitado a serviços
Qualidade de Vida
Impacto moderado a severo; bem gerenciado permite boa qualidade de vida.

Prevenção

Prevenção Primária
Controle de diabetes/hipertensão, hidratação e evitar nefrotoxinas.
Medidas Preventivas
Controle glicêmico
Pressão arterial estável
Dieta balanceada
Evitar NSAIDs inadequados
Hidratação adequada
Rastreamento
Avaliação anual de função renal em grupos de risco.

Dados no Brasil

Milhares de internações/ano por CKD no Brasil.
Internações/Ano
Milhares de óbitos anuais relacionados.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior incidência nas regiões com idade avançada e menor acesso.

Perguntas Frequentes

1 CKD pode ser curada?
Não existe cura; há controle com tratamento e, se necessário, diálise/transplante.
2 Diálise em casa é possível?
Sim, diálise peritoneal domiciliar é opção sob orientação.
3 Diagnóstico definitivo?
Combinação de histórico, exames laboratoriais e imagem.
4 Dá para prevenir?
Sim: controle de diabetes/pressão e evitar nefrotoxinas.
5 Qualidade de vida com CKD?
Pode manter boa qualidade com tratamento adequado e apoio.

Mitos e Verdades

Mito

Diálise cura a doença?

Verdade

Diálise substitui função renal mas não cura, requer equilíbrio.

Mito

CKD só atinge idosos?

Verdade

Pode ocorrer em adultos de várias idades; detecção precoce ajuda.

Mito

Dieta não importa?

Verdade

Dieta adequada auxilia controle de potássio, fósforo e pressão.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínica básica ou nefrologista para avaliação.
Especialista Indicado
Nefrologista
Quando Procurar Emergência
Edema súbito, dificuldade para respirar, dor no peito ou confusão.
Linhas de Apoio
0800-RENALSAU CAPS local UBS próximo

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.