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incontinência urinária cid
CID-10

Incontinência urinária

Perda de urina involuntária

Resumo

Doença com vazamento urinário; tratamento envolve treino, hábitos e orientação.

Identificação

Código Principal
R32
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Incontinência Urinária
Nome em Inglês
Urinary Incontinence
Outros Nomes
incontinência urinária de esforço • incontinência de urgência • incontinência mista • perda de xixi • escape urinário
Siglas Comuns
IUE IU CIU

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVIII - Doenças do aparelho urinário
Categoria Principal
Disfunções urinárias
Subcategoria
Incontinência urinária
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
crônica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam alta prevalência, especialmente em mulheres, variando com idade.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência alta entre mulheres; varia com faixa etária.
Faixa Etária Principal
Mulheres idosas e adultos
Distribuição por Sexo
Maior em mulheres, menor em homens
Grupos de Risco
Mulheres pós-menopáusicas Gravidez e parto Obesidade Envelhecimento Fraturas de quadril
Tendência Temporal
Aumenta com envelhecimento populacional

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fraqueza do assoalho pélvico, bexiga hiperativa, distúrbios neurológicos.
Mecanismo Fisiopatológico
Falha no fechamento uretral, fraqueza do piso pélvico ou bexiga hiperativa.
Fatores de Risco
Idade avançada Obesidade Paridade alta Tabagismo Constipação crônica Pós-menopausa
Fatores de Proteção
Exercícios do assoalho pélvico Controle de peso Tratamento de bexiga hiperativa Higiene urinária
Componente Genético
Contribuição genética moderada em algumas famílias.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Vazamento involuntário de urina ao esforço ou urgência.
Sintomas Frequentes
Perda ao tossir ou rir
Urgência súbita
Vazamento noturno
Incontinência de mistura
Vazamento durante atividades
Sinais de Alerta
  • Febre com urina turva
  • Dor abdominal intensa
  • Retenção urinária
  • Sangue na urina
  • Mudanças neurológicas
Evolução Natural
Sem tratamento, pode progredir; manejo adequado melhora significativamente.
Complicações Possíveis
Irritação de pele na região Infecções urinárias Impacto na qualidade de vida Isolamento social Problemas de sono

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História detalhada, exame do assoalho pélvico e avaliação de episódios.
Exames Laboratoriais
Urina tipo 1 Urinocultura se infecção Hemograma simplificado Função renal Análises adicionais
Exames de Imagem
Ultrassom pélvico Cistoscopia Urografia Ressonância apenas se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Prolapso de órgãos pélvicos
  • Infecção urinária
  • Hiperatividade vesical
  • Diabetes com poliúria
  • Constipação
Tempo Médio para Diagnóstico
De semanas a meses, conforme sintomas e avaliação.

Tratamento

Abordagem Geral
Educação, modificação de hábitos, exercícios pélvicos e reavaliação periódica.
Modalidades de Tratamento
1 Exercícios de solo pélvico
2 Treinamento da bexiga
3 Medicações antimuscarínicos
4 Toxina botulínica na bexiga
5 Cirurgia de sling
Especialidades Envolvidas
Ginecologia Urologia Fisioterapia pélvica Geriatria Médicina de família
Tempo de Tratamento
Pode exigir meses; resposta varia por tipo.
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses, ajuste de tratamento.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Gestão adequada melhora significativamente a qualidade de vida.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao treino
  • Contato médico contínuo
  • Perda de peso
  • Controle de comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Idade avançada
  • Fraqueza do piso pélvico
  • Neuropatia
  • Infecções recorrentes
Qualidade de Vida
Podemos alcançar alta qualidade de vida com manejo apropriado.

Prevenção

Prevenção Primária
Manter peso estável, evitar esforço excessivo e treinar o assoalho pélvico.
Medidas Preventivas
Exercícios de Kegel
Controle de peso
Não fumar
Hidratação adequada
Rotina urinária
Rastreamento
Acompanhamento clínico periódico, especialmente na pós-menopausa.

Dados no Brasil

Varia com tratamentos; muitos casos são ambulatoriais.
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada quando bem tratada.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais acesso em capitais; variação regional menor.

Perguntas Frequentes

1 Pode ocorrer incontinência com o esforço durante atividade física?
Sim. Respirações profundas não resolvem; treino ajuda.
2 Existe cura ou remissão definitiva?
Melhorias são comuns; cura total depende do tipo e adesão.
3 Como sei meu tipo de incontinência?
História, exame e testes ajudam a identificar.
4 Posso prevenir com exercícios?
Sim, treino do assoalho pélvico reduz vazamento.
5 Quando procurar cedo?
Se vazamento frequente, irritação ou retenção, procure avaliação.

Mitos e Verdades

Mito

afeta apenas idosos; jovens não têm.

Verdade

tratamento adequado pode melhorar muito a função.

Mito

remédios curam sempre.

Verdade

tratamentos variados ajudam, nem sempre curam.

Mito

cirurgia é sempre necessária.

Verdade

muitas pessoas melhoram com medidas conservadoras.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou clínico geral para avaliação.
Especialista Indicado
Urologista ou uroginecologista.
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento se febre, dor forte, sangue na urina.
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque Saúde 0800-... Centro de apoio local

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.