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I62.0
CID-10

Hematoma subdural

Hematoma subdural

Resumo

Hematoma subdural é sangramento entre dura e aracnoide, muitas vezes após trauma; pode exigir cirurgia.

Identificação

Código Principal
I62.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Hematoma subdural agudo
Nome em Inglês
Acute Subdural Hematoma
Outros Nomes
hemorragia subdural aguda • subdural hematoma • hematoma subdurale acutum • SDH agudo • hemorragia subdural
Siglas Comuns
SDH SDH-AG HSDH

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Hematomas intracranianos
Subcategoria
Hematoma subdural agudo
Tipo de Condição
lesao
Natureza
aguda
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam maior incidência em idosos e traumas; variações entre países.
Prevalência no Brasil
Dados brasileiros variam por região; idosos e quedas são populações-chave.
Faixa Etária Principal
Adultos acima de 60 anos
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres quase iguais, leve predomínio masculino
Grupos de Risco
trauma craniano antiagregantes/anticoagulantes idosos uso de álcool hipertensão/aterosclerose
Tendência Temporal
Casos estáveis globalmente, com alta em populações vulneráveis.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Lesão traumática com ruptura de vasos durais, levando a sangramento subdural.
Mecanismo Fisiopatológico
sangue acumula entre dura e aracnoide, aumenta pressão intracraniana e comprime tecido cerebral.
Fatores de Risco
idosos uso de anticoagulantes trauma coagulopatia alcoolismo quedas
Fatores de Proteção
prevenção de quedas controle adequado de anticoagulação atenção a medicamentos habitos saudáveis
Componente Genético
fator genético não dominante, pode existir fragilidade vascular em síndromes.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
dor de cabeça súbita com alterações neurológicas ou confusão.
Sintomas Frequentes
cefaleia súbita
confusão
fraqueza unilateral
alteração de fala
náusea/vômito
sonolência
Sinais de Alerta
  • rebaixamento de consciência
  • déficit neurológico progressivo
  • coma
  • dilatação pupilar
  • respiração irregular
Evolução Natural
sem tratamento, aumenta pressão intracraniana; com intervenção, o prognosis depende do volume e tempo
Complicações Possíveis
compressão cerebral herniação deficits permanentes convulsões falência respiratória

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
sinais neurológicos + TC/RM mostram sangramento entre dura e aracnoide.
Exames Laboratoriais
hemograma coagulograma plaquetas tempo de protrombina tempo de tromboplastina
Exames de Imagem
TC de crânio RM cerebral angiografia por TC angio RM
Diagnóstico Diferencial
  • hemorragia intraparenquimatosa
  • hemorragia epidural
  • isquemia com edema
  • tumor hemorrágico
  • trauma sem hematoma
Tempo Médio para Diagnóstico
horas a dias, conforme acesso a imagem

Tratamento

Abordagem Geral
controle de pressão intracraniana, monitorização neurológica, correção de distúrbios de coagulação
Modalidades de Tratamento
1 observação clínica
2 cirurgia de decompression
3 drenagem do hematoma
4 controle da sangria
5 reabilitação
Especialidades Envolvidas
Neurocirurgia Neurologia Cuidados Intensivos Radiologia Anestesiologia
Tempo de Tratamento
imediato a longo prazo, conforme gravidade
Acompanhamento
seguimento com neuroobservação e reavaliação de imagem

Prognóstico

Prognóstico Geral
depende de idade, volume hematoma e tempo até tratamento; resposta positiva com intervenção
Fatores de Bom Prognóstico
  • idade jovem
  • hematoma pequeno
  • tratamento rápido
  • ausência de comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • idade avançada
  • hematoma grande
  • coagulopatia
  • deterioração neurológica
Qualidade de Vida
varia; pode exigir reabilitação extensa e ajustes diários

Prevenção

Prevenção Primária
evite quedas, controle anticoagulantes e use capacete em atividades de risco
Medidas Preventivas
uso de capacete
controle de medicações
prevenção de quedas em idosos
evitar intoxicação alcóolica
habitos saudáveis
Rastreamento
null

Dados no Brasil

Estimativas indicam centenas a milhares de internações anuais
Internações/Ano
Mortalidade varia com gravidade e acesso a tratamento
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior carga em áreas com trauma e envelhecimento populacional

Perguntas Frequentes

1 O hematoma subdural pode ocorrer sem trauma?
Sim, trauma mínimo ou quedas repetidas podem causar
2 O diagnóstico depende de TC?
TC de crânio é essencial para confirmar o hematoma
3 Qual o tratamento mais comum?
Monitorização e cirurgia conforme tamanho do hematoma
4 Pode voltar depois de tratamento?
Recidiva existe; requer acompanhamento de longo prazo
5 Quais sinais de alarme em casa?
Dor intensa, confusão, fraqueza súbita ou fala prejudicada

Mitos e Verdades

Mito

hematoma subdural ocorre apenas após quedas graves

Verdade

traumas leves ou quedas repetidas também podem provocar

Mito

cirurgia é sempre necessária

Verdade

hematomas pequenos podem ser observados sem cirurgia

Mito

qualquer dor de cabeça é sinal de hematoma

Verdade

dor de cabeça é comum; hematoma é raro e confirmado por imagem

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
procure atendimento imediato após trauma ou piora de consciência
Especialista Indicado
neurocirurgião ou neurologista
Quando Procurar Emergência
dor de cabeça intensa, fraqueza repentina, fala difícil, convulsões
Linhas de Apoio
Disque-Saúde 136 CVV 188 SAMU 192

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.