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I50.23
CID-10

Insuficiência cardíaca descompensada

ICC descompensada

Resumo

Descompensação de IC: piora rápida da função cardíaca com falta de ar e inchaço.

Identificação

Código Principal
I50.23
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Insuficiência cardíaca aguda descompensada
Nome em Inglês
Acute Decompensated Heart Failure
Outros Nomes
ICC descompensada • insuficiência cardíaca aguda • edemas cardíacos agudos • falência cardíaca aguda • descompensação cardíaca
Siglas Comuns
ADHF ACF IHF

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho circulatório
Categoria Principal
Doenças do coração e vasos sanguíneos
Subcategoria
Insuficiência cardíaca aguda descompensada
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam alta prevalência em idosos com comorbidades.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; prevalência elevada em geriatria.
Faixa Etária Principal
50 a 85 anos
Distribuição por Sexo
Proporção próxima a 1:1 entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Idade avançada HAS Diabetes Cardiopatia prévia Tabagismo
Tendência Temporal
Aumento com envelhecimento populacional e melhor sobrevida.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Doença arterial coronariana e hipertensão crônica como causas primárias.
Mecanismo Fisiopatológico
Dano estrutural do ventrículo esquerdo com queda de contratilidade, congestão pulmonar e neurohormonal ativada.
Fatores de Risco
Idade avançada HAS Diabetes Obesidade Tabagismo Dislipidemia
Fatores de Proteção
Controle adequado da HAS Diabetes bem tratado Estilo de vida saudável Vacinação cardiovascular
Componente Genético
Predisposição genética em cardiomiopatias pode existir, variando por pessoa.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Fadiga intensa com falta de ar ao esforço e edema de membros inferiores.
Sintomas Frequentes
Dispneia ao esforço
Dispneia paroxística noturna
Edema de pernas
Tosse com expectoração espumosa
Palpitações
Fadiga
Sinais de Alerta
  • Dor torácica intensa
  • Confusão ou sonolência
  • Pele fria e cianose
  • Queda marcada de PA
  • Respiração muito acelerada
Evolução Natural
Sem tratamento, piora rápida; com manejo adequado, estabiliza e pode haver melhora.
Complicações Possíveis
Edema agudo de pulmão Choque cardiogênico Insuficiência renal aguda Fibrilação atrial Infarto adicional

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de piora, sinais de congestão, eco com FE reduzida, BNP elevado.
Exames Laboratoriais
BNP/NT-proBNP elevado Creatinina elevada Hemograma Eletrólitos Troponinas se IAM suspeitado
Exames de Imagem
Ecocardiograma Radiografia de tórax ECG RM cardíaca quando indicada
Diagnóstico Diferencial
  • IAM recente
  • Pneumonia com edema
  • Tromboembolismo pulmonar
  • DPOC agudizada
  • Hipertensão pulmonar
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas a dias até confirmação com eco e BNP

Tratamento

Abordagem Geral
Manejo de urgência com alívio da congestão, estabilidade hemodinâmica e etiologia.
Modalidades de Tratamento
1 Diuréticos
2 Vasodilatadores
3 Inotrópicos conforme necessidade
4 Oxigenoterapia
5 Tratamento etiológico
Especialidades Envolvidas
Cardiologia Cuidados intensivos Enfermagem Fisioterapia respiratória Nutrição
Tempo de Tratamento
Varía conforme gravidade; agudo requer monitorização contínua.
Acompanhamento
Monitorização diária de peso, sinais de congestão e adesão ao tratamento.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; depende de gravidade, comorbidades e resposta ao tratamento.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta clínica rápida
  • Diminuição de edema
  • Adesão ao tratamento
  • Função renal estável
Fatores de Mau Prognóstico
  • Idade avançada
  • FE muito baixa
  • Diabetes descontrolado
  • Hipertensão pulmonar alta
Qualidade de Vida
Impacto significativo; manejo adequado pode reduzir limitações diárias.

Prevenção

Prevenção Primária
Controlar fatores de risco reduz o peso da doença.
Medidas Preventivas
Controle de peso
Dieta com sódio moderado
Parar tabagismo
Vacinação
Adesão ao tratamento
Rastreamento
Acompanhamento regular de fatores de risco e função cardíaca.

Dados no Brasil

Varia por região; demanda alta em serviços de urgência cardíaca.
Internações/Ano
Dados nacionais variam; visão geral mostra mortalidade significativa.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul com maior demanda; Norte e Nordeste com acesso variável.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais de descompensação cardíaca?
Falta de ar, inchaço, cansaço intenso; procure ajuda se piorarem.
2 A dieta pode curar a descompensação?
Dieta ajuda a controlar sintomas; não cura a doença, segue tratamento.
3 Como confirmar o diagnóstico?
Avaliação clínica, ecocardiograma e BNP ajudam a confirmar.
4 Qual a chance de melhora com tratamento?
Depende da gravidade; controle rígido pode estabilizar e melhorar.
5 IC é contagiosa?
Não é infecciosa; é doença do coração que requer tratamento.

Mitos e Verdades

Mito

descompensação é rara em jovens.

Verdade

qualquer idade pode descompensar com doença cardíaca.

Mito

remédios acabam com o problema.

Verdade

reduzem sintomas e mortalidade, não curam todos os casos.

Mito

repouso extremo cura tudo.

Verdade

atividade orientada ajuda; repouso prolongado pode piorar.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure cardiologia ou atendimento de pronto-socorro se piorar.
Especialista Indicado
Cardiologista
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória grave, confusão, pele azulada ou dor torácica intensa.
Linhas de Apoio
Tel. SUS 136 SAC 0800 701 9652 Disque Saúde 188

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.