Fibrilação atrial
Fibrilação auricular
Resumo
Batimentos irregulares, cansaço; com tratamento, risco de complicações reduz.
Identificação
- Código Principal
- I48
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Fibrilação atrial
- Nome em Inglês
- Atrial fibrillation
- Outros Nomes
- FA • Fibrilação atrial • Fibrilação auricular • Taquiarritmia atrial • AF
- Siglas Comuns
- FA AF
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo IX - Doenças do sistema circulatório
- Categoria Principal
- Arritmias cardíacas
- Subcategoria
- Fibrilação atrial
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Entre 1% e 2% da população adulta; aumenta com idade.
- Prevalência no Brasil
- Similar global, maior em pessoas acima de 60 anos.
- Faixa Etária Principal
- Adultos acima de 60 anos
- Distribuição por Sexo
- Levemente mais comum em homens; equilíbrio com idade.
- Grupos de Risco
- Idade avançada Hipertensão Diabetes Doença cardíaca estrutural Obesidade
- Tendência Temporal
- Aumento com envelhecimento; diagnóstico mais precoce salva vidas.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Origem multifatorial com remodelação atrial e falha elétrica.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Disparos elétricos desorganizados no átrio levando a batimentos irregulares.
- Fatores de Risco
- Idade avançada Hipertensão Diabetes Obesidade Consumo excessivo de álcool Doença cardíaca estrutural
- Fatores de Proteção
- Controle adequado da PA Vida ativa Peso saudável Evitar álcool em excesso
- Componente Genético
- Pode haver predisposição familiar em alguns casos
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Palpitações frequentes ou sensação de batimento irregular
- Sintomas Frequentes
-
FadigaFalta de ar ao esforçoTonturas ou sensação de desmaio levePerda de condicionamentoDor no peito leve
- Sinais de Alerta
-
- Dor no peito intensa que não cede
- Dificuldade grave para respirar
- Desmaio com queda repentina
- Fraqueza facial ou fala arrastada
- Evolução Natural
- Pode piorar com episódios; risco de complicações sem manejo
- Complicações Possíveis
- AVC isquêmico Tromboembolismo Insuficiência cardíaca Coágulos cardíacos Complicações de anticoagulação
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- ECG com ritmo irregular sem padrão de ondas P bem definido; ondas F podem estar presentes
- Exames Laboratoriais
- Hemograma Função renal Eletrólitos TSH Troponina se dor torácica
- Exames de Imagem
- Ecocardiograma transtorácico Radiografia de tórax Ecocardiograma transesofágico quando indicado Holter 24h
- Diagnóstico Diferencial
-
- Flutter atrial
- Taquiarritmia SVT
- Taquicardia ventricular
- Síncope por arritmia
- Síndrome de Wolff-Parkinson-White
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia conforme sintomas e acesso a serviços de saúde
Tratamento
- Abordagem Geral
- Controle de frequência, prevenção de AVC e qualidade de vida
- Modalidades de Tratamento
-
1 Controle de frequência2 Cardioversion (quando indicado)3 Anticoagulação conforme risco4 Ablação por cateter5 Mudanças no estilo de vida
- Especialidades Envolvidas
- Cardiologia Eletrofisiologia Medicina interna Geriatria Reabilitação cardíaca
- Tempo de Tratamento
- Duração varia conforme abordagem; manejo crônico comum
- Acompanhamento
- Visitas regulares a cada 3-6 meses, ajustes de tratamento
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Depende de fatores de risco; com manejo adequado, vida diária estável
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- PA bem controlada
- Poucas comorbidades
- Adesão ao tratamento
- Detecção precoce de arritmia
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Idade avançada com comorbidades
- ICC
- Risco alto de sangramento anticoagulante
- Desfalcamento de tratamento
- Qualidade de Vida
- Melhora com controle de sintomas e educação; atividades diárias mais fáceis
Prevenção
- Prevenção Primária
- Vida saudável: PA sob controle, peso estável, sono, sem tabaco
- Medidas Preventivas
-
Controle da PADieta balanceadaExercício regularLimitar álcoolNão fumar
- Rastreamento
- Avaliação de risco e ECG periódico conforme necessidade
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
AF sempre dói no peito
palpitações ou cansaço são comuns sem dor.
anticoagulação é sempre necessária
depende do risco de AVC calculado pelo médico.
jovens não ficam com AF
pode ocorrer em jovens com fatores de risco.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Converse com médico de família; procure cardiologista
- Especialista Indicado
- Cardiologista ou eletrofisiologista
- Quando Procurar Emergência
- Dor no peito forte, dificuldade respiratória grave, desmaio súbito
- Linhas de Apoio
- SUS 136 0800-000-0000 - suporte médico Disque Saúde 196
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.