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I25.10
CID-10

Doença Arterial Coronária

Doença Arterial Coronária

Resumo

DAC ocorre quando artérias do coração ficam estreitas, limitando o fluxo de sangue.

Identificação

Código Principal
I25.10
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Isquemia miocárdica causada por aterosclerose das artérias coronárias, OMS
Nome em Inglês
Coronary Artery Disease
Outros Nomes
Aterosclerose coronária • Doença coronária • DAC • Doença das artérias cardíacas • Isquemia coronariana
Siglas Comuns
DAC IHD CAD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho circulatório
Categoria Principal
Doenças isquêmicas do coração
Subcategoria
Aterosclerose coronária
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam dezenas de milhões com DAC, aumentando com idade
Prevalência no Brasil
Brasil tem alta prevalência de DAC entre adultos, especialmente com idade avançada
Faixa Etária Principal
50-70 anos, mais comum em homens após 60
Distribuição por Sexo
Maioria homens; mulheres ganham expressão após a menopausa
Grupos de Risco
Idade avançada TABAGISMO HAS Dislipidemia Diabetes
Tendência Temporal
Aproximadamente estável; cresce com envelhecimento populacional

Etiologia e Causas

Causa Principal
Aterosclerose coronária por acúmulo de placas nas artérias
Mecanismo Fisiopatológico
Placas de ateroma reduzem o fluxo sanguíneo, provocando isquemia
Fatores de Risco
HAS Dislipidemia Tabagismo Diabetes Obesidade Sedentarismo
Fatores de Proteção
Atividade física regular Dieta balanceada Controle glicêmico Não fumar
Componente Genético
Herança multifatorial com maior risco em familiares de 1º grau

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor no peito ou desconforto ao esforço que melhora com repouso
Sintomas Frequentes
Dor torácica
Fadiga
Falta de ar
Tontura
Dor no ombro ou mandíbula
Sinais de Alerta
  • Dor no peito intensa dura mais de 20 minutos
  • Falta de ar súbita
  • Sudorese
  • Desmaio
  • Palidez
Evolução Natural
Sem tratamento, progressão com limitação física e risco aumentado de infarto
Complicações Possíveis
Infarto Insuficiência cardíaca Arritmias Morte súbita Vasculopatia cardíaca

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica, ECG, troponinas e imagens de perfusão
Exames Laboratoriais
Troponinas Perfil lipídico Glicose Hemograma Função renal
Exames de Imagem
ECG Ecocardiograma Cintilografia de perfusão Angiografia coronária
Diagnóstico Diferencial
  • Angina estável
  • Angina variante
  • Dispepsia cardíaca
  • Pneumonia
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com sintomas e acesso a exames

Tratamento

Abordagem Geral
Multidisciplinaridade forte: controle de risco e alívio de sintomas
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentos antianginosos
2 Antiplaquetários
3 Estatinas
4 Revascularização (PCI/CABG)
5 Reabilitação cardíaca
Especialidades Envolvidas
Cardiologia Nutrição Fisioterapia Enfermagem Terapia ocupacional
Tempo de Tratamento
Duração depende de gravidade e adesão
Acompanhamento
Consultas, pressão, lipídios e glicose monitorados

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com manejo adequado, risco de eventos graves pode diminuir bastante
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Controle de lipídios
  • Controle de pressão
  • Parar de fumar
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diabetes mal controlado
  • Idade avançada
  • Múltiplas artérias envolvidas
  • Angina instável frequente
Qualidade de Vida
Pode melhorar com reabilitação e adesão a hábitos saudáveis

Prevenção

Prevenção Primária
Não fumar, alimentação saudável e atividade física regular
Medidas Preventivas
Controle de peso
Dieta balanceada
Exercícios
Não fumar
Controle de lipídios
Rastreamento
Avalie fatores de risco: lipídios, glicose e pressão; não há rastreamento universal

Dados no Brasil

Dezenas de milhares de internações anuais no Brasil
Internações/Ano
Mortalidade cardiovascular varia por região e acesso
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Nordeste têm alta carga, com desigualdade

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais da DAC?
Dor no peito com esforço, cansaço ou falta de ar; procure avaliação se persistir.
2 Como se confirma o diagnóstico?
Avaliação clínica, ECG, troponinas e imagens ajudam a confirmar DAC.
3 A DAC tem cura?
Não há cura definitiva; controle de fatores reduz riscos e melhora a vida.
4 Preciso de cirurgia?
Só se indicado pela gravidade; muitos casos com medicação e PCI/CABG quando necessário.
5 Posso evitar que piore?
Sim: dieta, exercícios, não fumar e adesão a medicações.

Mitos e Verdades

Mito

DAC é exclusivo de idosos

Verdade

Fato: baixar risco é possível com hábitos saudáveis cedo.

Mito

dor no peito significa infarto imediato

Verdade

Fato: pode ter várias causas; avaliação médica é essencial.

Mito

cirurgia sempre necessária

Verdade

Fato: depende da gravidade; muitos casos melhoram com medicação.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou cardiologista; inicie com avaliação de riscos
Especialista Indicado
Cardiologista
Quando Procurar Emergência
Dor no peito forte com falta de ar requer atendimento imediato
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque Central de Saúde local Ligue para sua rede de atenção

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.