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I21.9
CID-10

Síndrome coronariana aguda

Infarto e angina aguda, termos comuns

Resumo

Síndrome coronariana aguda é quando o coração não recebe sangue suficiente; dor no peito pode aparecer; procure ajuda.

Identificação

Código Principal
I21.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Síndrome coronariana aguda
Nome em Inglês
Acute Coronary Syndrome
Outros Nomes
SCA • Síndrome coronária aguda • IAM sem supra • Infarto agudo do miocárdio • Angina instável
Siglas Comuns
SCA ACS IAM

Classificação

Capítulo CID
Capítulo IX - Doenças do aparelho circulatório
Categoria Principal
Síndrome coronariana aguda
Subcategoria
Angina instável e IAM
Tipo de Condição
sindrome
Natureza
aguda
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam alta carga de ACS, com variações regionais e melhoria com tratamento moderno.
Prevalência no Brasil
No Brasil, ACS representa considerável parte de síndromes coronarianas, com hospitalizações frequentes.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade a idosos, sobretudo 55-75 anos
Distribuição por Sexo
Homens levemente mais atingidos; mulheres também impactadas
Grupos de Risco
Tabagismo Hipertensão Dislipidemia Diabetes Mellitus Sedentarismo
Tendência Temporal
Tende a diminuir com prevenção, porém continuam ocorrências significativas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Aterosclerose das artérias coronárias com ruptura de placa
Mecanismo Fisiopatológico
Ruptura de placa com formação de trombo que obstrui a artéria
Fatores de Risco
Tabagismo HAS Diabetes mellitus Dislipidemia Obesidade Sedentarismo
Fatores de Proteção
Dieta balanceada Exercício regular Abstinência de tabaco Controle de pressão e lipídios
Componente Genético
Predisposição genética contribui para aterosclerose em alguns indivíduos

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor no peito intensa, desconforto irradiado para ombro, mandíbula ou braço
Sintomas Frequentes
Dor no peito forte
Desconforto no ombro, queixo ou braço
Fadiga incomum
Náusea ou vômitos
Palidez
Sudorese
Sinais de Alerta
  • Dor torácica intensa persiste
  • Dor que irradia e não alivia
  • Falta de ar grave
  • Desmaio repentino
  • Palidez extrema
Evolução Natural
Sem tratamento, pode evoluir para infarto com maior dano cardíaco e complicações
Complicações Possíveis
Arritmias graves Insuficiência cardíaca Choque Ruptura de parede Morte súbita

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Dor torácica recente com elevação de marcadores e alterações no ECG
Exames Laboratoriais
Troponina cardíaca elevada CK-MB elevada Hemograma Eletrólitos Peptídeos natriuréticos
Exames de Imagem
ECG de 12 derivações Ecocardiograma Angio coronária Ressonância cardíaca
Diagnóstico Diferencial
  • Dispepsia
  • Pleurite
  • Pericardite
  • Dissecção de aorta
  • Pneumonia
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico geralmente possível em horas desde o início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Avaliação rápida, alívio da dor, monitoramento constante e início de antitrombóticos para proteger o músculo cardíaco.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia antitrombótica
2 Reperfusão guiada por equipe (PCI)
3 Beta-bloqueadores
4 Nitratos
5 Oxigênio apenas se hipoxemia
Especialidades Envolvidas
Cardiologia Emergência Enfermagem Reabilitação cardíaca Anestesiologia
Tempo de Tratamento
Rápido; reperfusão ideal em minutos
Acompanhamento
Acompanhamento diário nos primeiros dias, com monitorização de sinais e função cardíaca.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento rápido, muitos pacientes recuperam boa função cardíaca; atrasos aumentam riscos.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Acesso rápido a reperfusão
  • Adesão ao tratamento
  • Ausência de complicações
  • Boa função cardíaca
Fatores de Mau Prognóstico
  • Atraso no atendimento
  • Infarto extenso
  • Fraqueza ventricular
  • Comorbidades graves
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento e reabilitação; estilo de vida afeta bem-estar

Prevenção

Prevenção Primária
Adotar estilo de vida saudável reduz fator de risco e evita ACS.
Medidas Preventivas
Parar de fumar
Alimentação saudável
Exercício regular
Controle de peso
Controle de pressão e lipídios
Rastreamento
Acompanhamento de fatores de risco, colesterol, glicose, pressão arterial; avaliação anual.

Dados no Brasil

Centenas de milhares de internações anuais no Brasil.
Internações/Ano
Óbitos por doença cardíaca entre as maiores causas.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior concentração em capitais; acesso varia por região.

Perguntas Frequentes

1 Quais são sinais de alerta da ACS?
Dor no peito forte >5 minutos com irradiação, falta de ar, suor frio; procure atendimento.
2 ACS é o mesmo que infarto?
ACS engloba angina instável e infarto; envolve fluxo sanguíneo cardíaco comprometido.
3 Como confirmar diagnóstico?
História, ECG e biomarcadores ajudam a confirmar; exames de imagem completam.
4 Pode evitar ACS?
Mudanças de vida reduzem riscos; tratamento adequado evita danos.
5 O que fazer no dia a dia?
Mantenha medicações, dieta saudável, atividade física e controle de fatores de risco.

Mitos e Verdades

Mito

dor no peito é infarto sempre.

Verdade

dor torácica pode ter várias causas; avaliação é essencial.

Mito

repouso total cura ACS.

Verdade

tratamento adequado reduz danos cardíacos.

Mito

ACS afeta apenas idosos.

Verdade

jovens com fatores de risco também podem ter ACS.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pronto atendimento ao sentir dor forte no peito que dura mais de 5 minutos.
Especialista Indicado
Cardiologista
Quando Procurar Emergência
Dor no peito intensa, falta de ar, tontura ou desmaio; ligue 192
Linhas de Apoio
Samu 192 Central de Saúde da sua cidade Ligue para seu serviço de saúde local

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.