Transtorno de Hiperatividade com Déficit de Atenção
TDAH (Hiperatividade)
Resumo
TDAH é dificuldade de atenção, hiperatividade e impulsividade; com apoio, crianças e adultos aprendem melhor.
Identificação
- Código Principal
- F90.9
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) – OMS
- Nome em Inglês
- Attention-Deficit/Hyperactivity Disorder (ADHD)
- Outros Nomes
- Transtorno de déficit de atenção com hiperatividade • Hiperatividade com déficit de atenção • TDHA • Distúrbio hiperativo • Transtorno de déficit de atenção
- Siglas Comuns
- TDAH ADHD TDHA
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais, comportamentais
- Categoria Principal
- Transtorno neuropsiquiátrico infantil
- Subcategoria
- Distúrbio do desenvolvimento
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variável
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais indicam ~5% de crianças com TDAH, com persistência em parte da vida adulta.
- Prevalência no Brasil
- Estimativas locais variam entre 3% e 5% em crianças.
- Faixa Etária Principal
- Crianças em idade escolar
- Distribuição por Sexo
- Mais comum em meninos do que meninas.
- Grupos de Risco
- Histórico familiar de TDAH Baixa escolaridade materna Prematuridade Uso de tabaco na gestação Ambiente escolar estressante
- Tendência Temporal
- Aumento observado com maior conscientização e acesso a serviços.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Fator neurobiológico com contribuição genética; desequilíbrios de dopamina e noradrenalina.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Alterações dopaminérgicas e noradrenérgicas em circuits de atenção, impulso e controle executivo.
- Fatores de Risco
- Histórico familiar de TDAH Baixa idade gestacional Ambiente de vida instável Sono inadequado Estresse familiar Exposição a substâncias na gestação
- Fatores de Proteção
- Rotina estável Intervenção precoce Apoio escolar adequado Ambiente familiar positivo
- Componente Genético
- Influência hereditária significativa; risco aumente com história familiar.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dificuldade persistente de manter atenção com hiperatividade e impulsividade.
- Sintomas Frequentes
-
Dificuldade de focalizar e completar tarefasDistração fácilInterrupções frequentesFala aceleradaEsquecimento de compromissosOrganização deficiente
- Sinais de Alerta
-
- Alterações graves de comportamento
- Queda acentuada no rendimento escolar
- Isolamento social
- Sinais de ansiedade ou depressão
- Ideação suicida ou agressividade extrema
- Evolução Natural
- Sem tratamento, pode persistir; com apoio e tratamento eficaz, melhora função diária.
- Complicações Possíveis
- Baixo rendimento escolar Conflitos familiares Problemas de relacionamento Risco de uso de substâncias na adolescência Autoestima abalada
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- Critérios DSM/ICD-10: sinais por 6+ meses, em duas ou mais situações, prejuízo funcional.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma completo TSH/FT4 Ferritina Vitamina D Perfil metabólico
- Exames de Imagem
- RM encefálica TC de crânio Neuroimagem conforme indicação Avaliação neurológica
- Diagnóstico Diferencial
-
- Ansiedade
- Dislexia
- Transtorno de humor
- Distúrbio de sono
- Autismo leve
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Pode levar meses a anos até confirmação, dependendo da avaliação.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Plano multidisciplinar com educação, estratégias comportamentais, apoio escolar e medicação quando indicado.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Psicoterapia cognitivo-comportamental2 Treinamento de habilidades sociais3 Intervenção comportamental na escola4 Medicação quando necessário5 Apoio em sono e alimentação
- Especialidades Envolvidas
- Pediatria Neurologia Psiquiatria Psicologia Fonoaudiologia
- Tempo de Tratamento
- Duração varia; pode ser crônico com fases de melhoria.
- Acompanhamento
- Consultas regulares a cada 3-6 meses; monitorar sintomas, sono, escola e efeitos da medicação.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva varia; com tratamento, melhoria funcional é comum, embora sintomas persistam.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Tratamento precoce
- Ambiente estável
- Apoio escolar
- Adesão ao plano de cuidado
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Diagnóstico tardio
- Não adesão ao tratamento
- Ambiente parental caótico
- Comorbidades não tratadas
- Qualidade de Vida
- Melhora com tratamento; autonomia, foco e relações sociais se fortalecem.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Não há prevenção específica; foco em manejo de riscos e promoção de saúde mental.
- Medidas Preventivas
-
Rotina previsívelSono adequadoRotina escolar estruturadaApoio emocionalAtividades físicas regulares
- Rastreamento
- Avaliação periódica do desenvolvimento, comportamento e comorbidades.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
crianças com TDAH só querem brincar.
é desafio de atenção, impulsividade e hiperatividade, não preguiça.
todos são iguais.
há variações de gravidade e comorbidades; cada pessoa é única.
medicação causa dependência.
uso orientado e acompanhamento reduzem riscos; benefício costuma superar efeitos.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure pediatra ou médico da família; peça avaliação se sinais persistirem.
- Especialista Indicado
- Neurologista ou psiquiatra infantil
- Quando Procurar Emergência
- Sinais de agressividade grave, risco de autolesão ou piora súbita.
- Linhas de Apoio
- CVV 188 SUS Central Associação TDAH
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.