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herpes labial cid
CID-11

Herpes labial

Herpes labial, HSV-1 na mucosa labial

Resumo

Herpes labial é infecção viral comum com bolhas nos lábios; recidivas comuns.

Identificação

Código Principal
B00.3
Versão CID
CID-11
Nome Oficial
Infecção por herpes simplex tipo 1 com lesões labiais, conforme OMS
Nome em Inglês
Herpes simplex virus type 1 infection, labial
Outros Nomes
Herpes simplex tipo 1 • HSV-1 labial • Herpes bucal • Herpes labialis • HSV-1
Siglas Comuns
HSV-1 HSL HLab

Classificação

Capítulo CID
Capítulo I - Doenças infecciosas e parasitárias
Categoria Principal
Infecções virais do herpes
Subcategoria
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: HSV-1 infecta até 67% da população adulta, muitos assintomáticos.
Prevalência no Brasil
Brasil mantém alta prevalência de HSV-1, com variações regionais.
Faixa Etária Principal
Infância e adolescência; exposição precoce.
Distribuição por Sexo
Proporção similar entre homens e mulheres; variações locais.
Grupos de Risco
Crianças expostas a saliva Adultos sexualmente ativos Imunossupressão Lesões labiais previas Contato próximo com infectado
Tendência Temporal
Freqüência estável; recidivas regulares em populações vulneráveis.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Vírus herpes simplex 1 (HSV-1); transmissão por contato próximo.
Mecanismo Fisiopatológico
Vírus latente nos gânglios craniofaciais; reativação por gatilhos
Fatores de Risco
Contato próximo com saliva HSV-1 prévio Imunossupressão Estresse prolongado Exposição solar Lesão na mucosa
Fatores de Proteção
Higiene oral adequada Proteção solar labial Tratamento adequado de surtos Vacinas gerais fortalecem imunidade
Componente Genético
Contribuição genética modesta, suscetibilidade estudada

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Bolhas vesiculares dolorosas nos lábios com crostas.
Sintomas Frequentes
Lesões vesiculares na mucosa labial
Formigamento e coceira
Dor leve
Crosta amarela
Febre leve em surtos
Mal-estar leve
Sinais de Alerta
  • Lesões graves que não respondem
  • Febre alta persistente
  • Dor ocular com secreção
  • olhos vermelhos doloridos
  • dificuldade para engolir
Evolução Natural
Sem tratamento, surtos se repetem; lesões cicatrizam em dias
Complicações Possíveis
Conjuntivite ocular Keratite ocular Infecção disseminada (rara) Cicatrizes labiais Infecção bacteriana secundária

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Base clínica compatível; confirmação com PCR ou cultura a partir de vesícula labial
Exames Laboratoriais
PCR HSV-1 em vesícula Cultura viral HSV-1 Sorologia HSV-1/2 Teste de antígeno em vesícula Sequenciamento se disponível
Exames de Imagem
Nenhuma imagem de rotina requerida
Diagnóstico Diferencial
  • Aftas severas
  • Varicela zoster facial
  • Dermatite simples
  • Lesões por trauma
  • Conjuntivite alérgica
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico frecuente pela clínica; PCR rápido

Tratamento

Abordagem Geral
Controle de sintomas com antivirais e higiene local; manejo não prescritivo
Modalidades de Tratamento
1 Antivirais orais
2 Antivirais tópicos
3 Cuidados locais
4 Higiene labial
5 Proteção solar
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Dermatologista Infectologista Oftalmologista Pediatra
Tempo de Tratamento
Duração típica de surtos: 5-7 dias; ajusta-se conforme resposta
Acompanhamento
Retornos periódicos para recidivas e efeitos adversos

Prognóstico

Prognóstico Geral
Boa com manejo; recorrências comuns, sem impacto fatal
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta rápida ao tratamento
  • Imunidade adequada
  • Sem complicações oculares
  • Acesso precoce a cuidados
Fatores de Mau Prognóstico
  • Imunossupressão
  • Recidivas frequentes
  • Complicação ocular
  • Disseminação em neonatos
Qualidade de Vida
Impacto moderado durante surtos; atividades normais costumam retornar após melhora

Prevenção

Prevenção Primária
Evitar contato com saliva de infectados; higiene simples evita transmissão
Medidas Preventivas
Higiene de mãos
Não compartilhar utensílios
Proteção solar labial
Evitar tocar lesões
Cobrir lesões faciais
Rastreamento
Rastreamento não recomendado para assintomáticos

Dados no Brasil

Internações incomuns; casos graves ocorrem com complicações oculares
Internações/Ano
Óbitos por herpes labial são raros; não há mortalidade direta comum
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição próxima da média; variações por urbanização

Perguntas Frequentes

1 Posso contagiar mesmo sem lesões visíveis?
Sim, HSV-1 pode transmitir mesmo sem lesões visíveis.
2 Há cura definitiva?
Não há cura; antivirais reduzem duração dos surtos.
3 Como prevenir recidivas?
Proteja lábios, trate gatilhos e siga orientação médica.
4 Pode afetar os olhos?
Sim, é possível; procure oftalmologista se dor ocular.
5 Preciso evitar atividades diárias?
Geralmente pode continuar; evite compartilhar saliva durante surtos.

Mitos e Verdades

Mito

Beber álcool cura herpes.

Verdade

Álcool não cura; irrita lesões.

Mito

Transmissão ocorre apenas com lesões.

Verdade

Transmissão pode ocorrer sem lesões ativas.

Mito

Vacina já elimina o problema.

Verdade

Ainda sem vacina disponível; pesquisas avançam.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico ao surgirem lesões ou piora
Especialista Indicado
Dermatologista ou Infectologista
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento com febre alta ou olho muito dolorido
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque Saúde 160 Centro de informação

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.