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H93.1
CID-10

Zumbido persistente (Tinnitus)

Zumbido no ouvido

Resumo

Zumbido é som percebido sem fonte externa; avaliação auditiva é essencial.

Identificação

Código Principal
H93.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Tinnitus (Zumbido)
Nome em Inglês
Tinnitus
Outros Nomes
Acufeno • Tinnitus • Zumbido auricular • Fenômeno acufênico • Percepção sonora
Siglas Comuns
ACUF TIN H93.1

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VIII - Doenças do ouvido
Categoria Principal
Distúrbios otológicos
Subcategoria
Zumbido (Tinnitus)
Tipo de Condição
sintoma
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 10-15% relatam zumbido em algum momento.
Prevalência no Brasil
Prevalência semelhante no Brasil, com variação por idade e exposição sonora.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade e idosos
Distribuição por Sexo
Proporção próximo de 1:1 entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Exposição a ruído ocupacional Perda auditiva Uso intenso de fones Doenças vasculares Idade avançada
Tendência Temporal
Tendência estável; aumento com envelhecimento e exposição a ruído.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial; envolve audição, sistema nervoso central e fatores ambientais
Mecanismo Fisiopatológico
Danos na cóclea, alterações neurais auditivas e disparos neurais anormais criam a percepção de som.
Fatores de Risco
Exposição ocupacional a ruídos Uso de fones em volume alto Idade avançada Hipertensão Depressão ou ansiedade
Fatores de Proteção
Proteção auricular Moderação de volumes Tratamento de condições subjacentes Higiene auditiva adequada
Componente Genético
Contribuição genética em alguns indivíduos; não determinante.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Percepção de som sem fonte externa, geralmente ouvido ou bilateral.
Sintomas Frequentes
Zumbido contínuo
Interferência no sono
Dificuldade de concentração
Ansiedade associada
Irritabilidade
Sinais de Alerta
  • Surdez súbita
  • Zumbido com fraqueza facial
  • Dor de ouvido aguda
  • Neuroalterações rápidas
  • Alteração de voz
Evolução Natural
Pode permanecer estável ou progredir com exposição contínua; melhora com tratamento.
Complicações Possíveis
Distúrbios do sono Ansiedade Depressão Isolamento social Dificuldade de comunicação

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica, audiometria e exclusão de causas graves.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Ferritina Creatinina Avaliação de audição
Exames de Imagem
Otoscopia Ressonância magnética TC osso temporal
Diagnóstico Diferencial
  • Perda auditiva induzida por ruído
  • Doença de Menière
  • Neuroma acústico
  • Hiperacusia com distúrbios
  • Ansiedade com zumbido
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; diagnostico puede ocorrer após avaliação audiológica.

Tratamento

Abordagem Geral
Não há cura única; manejo foca em reduzir desconforto e melhorar qualidade de vida.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia sonora
2 Reabilitação auditiva
3 Terapias comportamentais
4 Tratamento de causas subjacentes
5 Acompanhamento psicossocial
Especialidades Envolvidas
Otorrinolaringologia Neurologia Audiologia Psiquiatria Fisioterapia
Tempo de Tratamento
Duração personalizada; pode ser meses até resposta significativa
Acompanhamento
Consultas periódicas a cada 3-6 meses para ajuste de manejo

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia amplamente; muitos controlam sintomas com tratamento e mudanças de estilo de vida.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão ao tratamento
  • Redução da exposição a ruídos
  • Melhora do sono
  • Baixa gravidade inicial
Fatores de Mau Prognóstico
  • Persistência de perda auditiva
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Uso contínuo de fones em volume alto
  • Gravidade inicial elevada
Qualidade de Vida
Impacto variável; com manejo adequado, qualidade de vida pode melhorar significativamente.

Prevenção

Prevenção Primária
Proteja audição: reduzir ruídos, evitar fones em volume alto, pausas.
Medidas Preventivas
Proteção auditiva
Limitar ruído de dispositivos
Planejar pausas auditivas
Manter volume baixo em fones
Ambiente sonoro saudável
Rastreamento
Rastreamento auditivo periódico, especialmente após exposição a ruídos.

Dados no Brasil

Poucas internações diretas; associadas a comorbidades.
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta; prioridade é manejo funcional.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com maior registro no Sudeste e Sul, conforme densidade populacional.

Perguntas Frequentes

1 O zumbido é sinal de doença grave?
Não necessariamente; pode acompanhar várias situações, com avaliação adequada.
2 É possível curar o zumbido?
Cura nem sempre alcançada; manejo visa reduzir impacto e tratar causas.
3 Quais exames são úteis?
Audiometria, exames otoscópicos e avaliações vasculares conforme necessidade.
4 Posso evitar o zumbido?
Proteção auditiva, evitar ruídos fortes e manter sono adequado.
5 O zumbido atrapalha o sono?
Pode atrapalhar; estratégias comportamentais ajudam a dormir melhor.

Mitos e Verdades

Mito

zumbido sempre piora com tempo.

Verdade

pode permanecer estável ou melhorar com manejo adequado.

Mito

apenas idosos têm zumbido.

Verdade

pode ocorrer em adultos jovens também, com ou sem perda auditiva.

Mito

remédios caseiros curam.

Verdade

não há remédio caseiro comprovado; tratamento médico orientado é essencial.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure otorrino ou audiologia; avalie audição e causas.
Especialista Indicado
Otorrinolaringologista ou audiologia clínica
Quando Procurar Emergência
Surdez súbita, fraqueza facial, dor aguda ou alteração neurológica.
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque 100 CVV 188

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H93.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.