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H91.9
CID-10

Perda auditiva não especificada

Surdez não especificada

Resumo

Perda auditiva é redução da audição; fatores variam de envelhecimento a ruído; tratamento com dispositivos.

Identificação

Código Principal
H91.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Perda auditiva não especificada
Nome em Inglês
Unspecified hearing loss
Outros Nomes
Perda de audição indeterminada • Surdez inexplicada • Perda auditiva não classificada
Siglas Comuns
HL SNHL H91

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VIII - Doenças do ouvido e da mastoide
Categoria Principal
Doenças do ouvido
Subcategoria
Não especificada
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Globais estimativas variam entre 5% e 8% da população com perda auditiva de qualquer gravidade.
Prevalência no Brasil
Brasil: carga relevante; maior em idosos; acesso diagnóstico ainda desigual.
Faixa Etária Principal
Idade acima de 60 anos
Distribuição por Sexo
Homens e mulheres impactados de forma similar
Grupos de Risco
Trabalhadores expostos a ruído Idosos Condições otológicas Ototóxicos História familiar
Tendência Temporal
Aumento com envelhecimento populacional; prevenção reduz riscos.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial: ruído, infecções, ototóxicos e envelhecimento
Mecanismo Fisiopatológico
Dano às células sensoriais ou neurônio auditivo reduz captação sonora
Fatores de Risco
Exposição a ruído ocupacional Idade avançada Fumo Uso de ototóxicos Diabetes Hipertensão
Fatores de Proteção
Proteção auditiva em ruído Avaliações regulares Redução de fumo Tratamento de infecções precoces
Componente Genético
Contribuição genética moderada; variantes associadas em alguns quadros

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dificuldade para ouvir, principalmente em ambientes barulhentos
Sintomas Frequentes
Redução da audição em tons baixos
Dificuldade com fala no ruído
Zumbido ocasional
Sensação de plenitude no ouvido
Percepção de assimetria auditiva
Fadiga ao ouvir
Sinais de Alerta
  • Perda súbita com piora
  • Dor severa com febre
  • Secreção com sangue
  • Paralisia facial súbita
  • Lesão traumática recente
Evolução Natural
Sem tratamento, pode progredir com piora gradual
Complicações Possíveis
Comunicação prejudicada Isolamento social Desempenho profissional Baixa qualidade de vida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Audiometria tonal e vocal, história clínica e exame; excluir causas reversíveis
Exames Laboratoriais
Hemograma Glicose Lipídios Sorologia para infecções otológicas Perfil metabólico
Exames de Imagem
Tomografia temporal RM ouvido RM labirinto Radiografia de orelha
Diagnóstico Diferencial
  • Surdez induzida pela idade
  • Surdez condutiva
  • Cerume impactado
  • Otite média crônica
  • Doença de Menière
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo até diagnóstico varia; média depende de acesso

Tratamento

Abordagem Geral
Multidisciplinar; proteção, reabilitação e adaptação da comunicação
Modalidades de Tratamento
1 Aparelhos auditivos
2 Implante coclear em casos graves
3 Treinamento de compreensão verbal
4 Aconselhamento auditivo
5 Proteção ambiental
Especialidades Envolvidas
Otorrinolaringologia Fonoaudiologia Audiologia clínica Geriatria Reabilitação
Tempo de Tratamento
Varia com gravidade; reabilitação contínua
Acompanhamento
Consultas regulares para ajuste de aparelhos e progresso

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia conforme etiologia; boa reabilitação melhora comunicação
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão à reabilitação
  • Proteção auditiva efetiva
  • Diagnóstico precoce
  • Acesso a aparelhos
Fatores de Mau Prognóstico
  • Exposição contínua a ruído
  • Atraso no tratamento
  • Comorbidades
  • Isolamento social
Qualidade de Vida
Melhora com reabilitação; participação social fortalecida

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir ruído, proteger ouvidos e educar sobre saúde auditiva
Medidas Preventivas
Proteção auditiva
Redução de ruído em ambientes
Avaliações auditivas regulares
Tratamento de otites precoces
Educação em saúde
Rastreamento
Audiometria anual para grupos de risco

Dados no Brasil

Estimativas de internação são baixas para surdez isolada.
Internações/Ano
Óbitos atribuídos diretamente à perda auditiva são raros.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Carga maior em regiões com menor acesso a serviços auditivos.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais de perda auditiva?
Dificuldade para ouvir, especialmente no barulho; procure avaliação.
2 Como confirmar o diagnóstico?
Audiometria e avaliação clínica com profissional qualificado.
3 É possível reverter?
Depende da causa; reabilitação amplia comunicação.
4 Como prevenir?
Proteja seus ouvidos; exames periódicos; trate infecções.
5 Quais hábitos ajudam no dia a dia?
Protetores, pausas sonoras, volume adequado e acompanhamento.

Mitos e Verdades

Mito

surdez é inevitável na velhice

Verdade

prevenção reduz risco; envelhecimento é fator adicional

Mito

aparelhos auditivos causam dependência

Verdade

ajudam a comunicação, sem criar dependência

Mito

não há cura

Verdade

reabilitação e dispositivos melhoram função auditiva

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: médico de cabeça e pescoço ou fonoaudiólogo
Especialista Indicado
Otorrinolaringologista
Quando Procurar Emergência
Perda repentina com piora exige atendimento
Linhas de Apoio
DisqueSaúde 136 CVV 188 112

CIDs Relacionados

H90.3 H92.0 H93.2 H95.0 H91.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.