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H830
CID-10

Doença de Ménière

Vertigem de Ménière, doença do labirinto

Resumo

Doença do ouvido interno com tontura, zumbido e audição flutuante; crises variáveis, manejáveis com cuidado.

Identificação

Código Principal
H830
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Doença de Ménière (Doença do Labirinto Endolinfático)
Nome em Inglês
Ménière's disease
Outros Nomes
Doença de Ménière • Vertigem Ménière • Doença do Labirinto Endolinfático

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do ouvido interno
Categoria Principal
Doenças do ouvido interno
Subcategoria
Vertigem e distúrbios labirínticos
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam entre 12 a 200 por 100.000 habitantes.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; padrões semelhantes ao mundo.
Faixa Etária Principal
Adultos entre 40 e 60 anos
Distribuição por Sexo
Equilíbrio entre sexos, leve predomínio feminino.
Grupos de Risco
Idade >40 História familiar Hipoacusia prévia Trauma acústico Ruídos ocupacionais Uso ototóxico
Tendência Temporal
Tendência estável nos últimos anos.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Hidrops endolinfático crônico no labirinto.
Mecanismo Fisiopatológico
Hidrops endolinfático altera pressão labiríntica, levando a vertigem e alterações auditivas flutuantes.
Fatores de Risco
Idade >40 História familiar Hipoacusia prévia Trauma acústico Ruídos ocupacionais Uso ototóxico
Fatores de Proteção
Proteção auricular Controle da pressão arterial Evitar álcool em excesso Hidratação adequada
Componente Genético
Predisposição genética descrita, não determinante.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Vertigem episódica com náusea, típica em crises de minutos a horas.
Sintomas Frequentes
Vertigem rotatória intensa
Hipoacusia flutuante
Zumbido (tinnitus)
Plenitude auricular
Nistagmo horizontal
Intolerância a ruídos altos
Sinais de Alerta
  • Perda auditiva súbita severa
  • Fraqueza facial súbita
  • Dificuldade de fala repentina
  • Dor de ouvido intensa com febre
  • Quadros neurológicos agudos
Evolução Natural
Sem tratamento, crises podem tornar-se mais frequentes com piora auditiva progressiva.
Complicações Possíveis
Perda auditiva permanente Deficiência de equilíbrio crônica Ansiedade Isolamento social

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Crise de vertigem + hipoacusia flutuante + alterações vestibulares + exclusão de outras causas.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Glicose Vitamina B12 Ferritina
Exames de Imagem
RM temporal TC osso temporal RM labiríntica
Diagnóstico Diferencial
  • Vertigem posicional paroxística benigna
  • Neurite vestibular
  • Labirintite
  • Perda auditiva súbita
  • Doenças vasculares do ouvido
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos para confirmação, especialmente sem acesso a especialistas.

Tratamento

Abordagem Geral
Controle crises, dieta com baixo sódio, treino de equilíbrio, reabilitação vestibular.
Modalidades de Tratamento
1 Dieta baixa em sódio
2 Manobras de reposicionamento
3 Medicamentos vestibulares
4 Terapia de reabilitação
5 Cirurgia em casos refratários
Especialidades Envolvidas
Otorrinolaringologia Neurologia Fisioterapia Reabilitação Vestibular Audiologia
Tempo de Tratamento
Tratamento crônico com revisões periódicas e ajuste de plano.
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 6-12 meses ou conforme crises.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; crises podem diminuir com manejo, audição pode piorar com o tempo.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta rápida ao tratamento
  • Crises bem controladas
  • Baixa gravidade inicial
  • Acesso a reabilitação
Fatores de Mau Prognóstico
  • Crises frequentes
  • Perda auditiva inicial rápida
  • Idade avançada
  • Comorbidades vasculares
Qualidade de Vida
Varia; crises afetam sono, trabalho e atividades; reabilitação ajuda.

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção específica; reduzir ruídos e fatores de risco auditivo.
Medidas Preventivas
Proteção auricular
Controle da pressão arterial
Reduzir álcool e cafeína
Hidratação adequada
Reabilitação precoce
Rastreamento
Avaliação auditiva periódica para detecção precoce.

Dados no Brasil

Varia por estado; média é baixa.
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta; óbitos associam-se a comorbidades.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul com maior detecção; Norte/Nordeste menos.

Perguntas Frequentes

1 Quais são sinais iniciais da Doença de Ménière?
Crises de vertigem, audição flutuante e plenitude no ouvido.
2 Como confirmar o diagnóstico?
Avaliação clínica com audiometria e testes vestibulares; excluir outras causas.
3 Existem curas?
Não há cura definitiva; manejo reduz crises e preserva audição.
4 O que posso fazer no dia a dia?
Dieta com baixo sódio, exercícios de equilíbrio, adesão ao tratamento.
5 Quando procurar serviço de urgência?
Perda auditiva súbita, fraqueza facial ou fala confusa.

Mitos e Verdades

Mito

sal cura a Doença de Ménière.

Verdade

reduzir sódio ajuda a controlar crises; não cura.

Mito

vertigem é problema psicológico.

Verdade

vertigem é sintoma neurológico; avaliação médica é essencial.

Mito

só idosos ficam com Ménière.

Verdade

pode ocorrer em adultos de meia idade; idade não é única determinante.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure primeiro um otorrinolaringologista para avaliação inicial.
Especialista Indicado
Otorrinolaringologista
Quando Procurar Emergência
Perda auditiva súbita, fraqueza facial ou fala prejudicada exigem atendimento imediato.
Linhas de Apoio
SUS 136 Disque Saúde 161 Central de apoio local

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.