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H54.2
CID-10

Baixa visão (baixa acuidade visual)

Baixa visão

Resumo

Baixa visão: acuidade reduzida, com opções de apoio e reabilitação.

Identificação

Código Principal
H54.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Baixa visão (low vision) segundo OMS, deficiência visual parcial
Nome em Inglês
Low vision (visual impairment)
Outros Nomes
Deficiência visual parcial • Baixa visão funcional • Visão reduzida • Redução da acuidade • Visão subnormal
Siglas Comuns
BV LV BLV

Classificação

Capítulo CID
Capítulo XVIII - Doenças do olho
Categoria Principal
Deficiências visuais
Subcategoria
Baixa visão
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: dezenas de milhões com baixa visão, variando por definição e idade.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência elevada entre idosos; depende de critérios de classificação e acesso a exames.
Faixa Etária Principal
Idade acima de 60 anos
Distribuição por Sexo
Proporção aproximadamente igual entre sexos
Grupos de Risco
Idosos Diabéticos Portadores de doenças oculares Baixo acesso a saúde ocular Fatores socioeconômicos
Tendência Temporal
Tendência estável a leve aumento com envelhecimento populacional

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial com contribuição de fatores oculares e sistêmicos.
Mecanismo Fisiopatológico
Deterioração gradual da acuidade pela degeneração ou lesão ocular, levando a déficit funcional.
Fatores de Risco
Idade avançada Diabetes mellitus Hipertensão Tabagismo Baixo nível educacional Acesso limitado a serviços visuais
Fatores de Proteção
Detecção precoce Correção óptica adequada Tratamento de doenças oculares Estilo de vida saudável
Componente Genético
Contribuição genética em formas congênitas e familiares; variação entre indivíduos.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Redução da acuidade visual com ou sem turvação.
Sintomas Frequentes
Visão embaçada
Dificuldade com leitura
Percepção de cores alterada
Visão de perto dificultada
Aumento da iluminação necessária
Dificuldade com detalhes finos
Sinais de Alerta
  • Perda súbita de visão
  • Dor ocular intensa com vermelhidão
  • Mudança repentina na pupila
  • Visão dupla súbita
  • Alteração neurológica
Evolução Natural
Sem tratamento, pode progredir lentamente até piora funcional; depende da etiologia
Complicações Possíveis
Dependência de recursos visuais Baixa qualidade de vida Risco de quedas Isolamento social Dificuldade de leitura

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Acuidade visual gravemente reduzida mesmo com correção óptica; avaliação funcional é essencial
Exames Laboratoriais
Exame de acuidade visual Refração objetiva Topografia/biomicroscopia Avaliação de campo visual Tomografia de coerência óptica (OCT)
Exames de Imagem
Oftalmoscopia Retinografia OCT Tomografia de nervo óptico
Diagnóstico Diferencial
  • Ambliopia
  • Degeneração macular
  • Glaucoma
  • Catarata
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo até diagnóstico varia de meses a anos conforme acesso a serviços

Tratamento

Abordagem Geral
Enfoque multidisciplinar: correção óptica, reabilitação e manejo de doenças subjacentes
Modalidades de Tratamento
1 Correção óptica
2 Reabilitação visual
3 Tratamento de doenças oculares
4 Dispositivos de apoio
5 Treinamento de adaptação
Especialidades Envolvidas
Oftalmologia Reabilitação Visual Geriatria Fisioterapia
Tempo de Tratamento
Varia com causa; acompanhamento contínuo e ajustes
Acompanhamento
Consultas regulares semestrais; ajuste de estratégias de adaptação

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva moderadamente estável, depende da etiologia e do acesso a tratamento
Fatores de Bom Prognóstico
  • Detecção precoce
  • Correção óptica eficaz
  • Acesso a reabilitação
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Gravidade inicial alta
  • Doenças oculares graves
  • Pouco acesso a serviços
  • Comorbidades sistêmicas
Qualidade de Vida
Impacto significativo na autonomia, com ganhos à medida que recursos são usados

Prevenção

Prevenção Primária
Proteção ocular, manejo de doenças crônicas, campanhas de detecção precoce.
Medidas Preventivas
Controle de diabetes
Acesso regular a exames oculares
Uso de proteção ocular
Correção óptica adequada
Educação sobre saúde ocular
Rastreamento
Exames oculares regulares a partir de idoso ou com fatores de risco; avaliação de visão.

Dados no Brasil

Milhares de internações por doenças oculares; não específico para baixa visão.
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta; associada a condições oculares graves.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto em regiões com menor acesso; qualidade de dados varia.

Perguntas Frequentes

1 O que é baixa visão?
Deficiência visual com acuidade reduzida, mesmo após correção óptica, limitando atividades.
2 Quem está em risco?
Idosos, diabéticos, doenças oculares e falta de acesso a exames.
3 Como é diagnosticada?
Exame de visão, avaliação ocular e testes de função visual.
4 Há tratamento disponível?
Depende da causa; envolve reabilitação, óculos e manejo de doenças oculares.
5 Como reduzir impacto no dia a dia?
Iluminação adequada, recursos visuais e apoio familiar.

Mitos e Verdades

Mito

baixa visão é cegueira total.

Verdade

muitos mantêm autonomia com recursos adequados.

Mito

só idosos ficam com baixa visão.

Verdade

pode ocorrer em qualquer idade.

Mito

não há tratamento.

Verdade

há opções de reabilitação, óptica e manejo de doenças.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure oftalmologista ou centro de reabilitação visual; exame de acuidade é o primeiro passo.
Especialista Indicado
Oftalmologista ou Reabilitador Visual
Quando Procurar Emergência
Perda súbita de visão, dor ocular intensa ou alterações rápidas exigem atendimento.
Linhas de Apoio
SUS 136 Centro de Reabilitação Visual 0800-000-0000 Disque Saúde Local

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.