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H33.0
CID-10

Descolamento de retina

Descolamento de retina

Resumo

Descolamento de retina é emergência; procure atendimento rápido para preservar visão.

Identificação

Código Principal
H33.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Descolamento de retina, condição oftalmológica grave envolvendo separação da retina
Nome em Inglês
Retinal Detachment
Outros Nomes
Descolamento retiniano • Ruptura retiniana • Descolamento da retina • Ruptura da retina • Retinal detachment
Siglas Comuns
DR DRET RD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo H - Doenças do olho e anexos
Categoria Principal
Doenças do olho
Subcategoria
Descolamento de retina
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estima-se 1 a 2 casos por 10 mil pessoas por ano globalmente.
Prevalência no Brasil
Brasil tem prevalência variável; dados nacionais são limitados.
Faixa Etária Principal
Adultos 50-70 anos
Distribuição por Sexo
Incidência similar entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Miopia alta Trauma ocular História prévia de descolamento Cirurgia de catarata Degeneração retiniana
Tendência Temporal
Estabilidade global; maior em miopia alta

Etiologia e Causas

Causa Principal
Ruptura de retina com acúmulo de líquido entre camadas
Mecanismo Fisiopatológico
Liquido subretiniano infiltra-se por rasgos, separando retina do suporte.
Fatores de Risco
Miopia alta Envelhecimento Trauma ocular Descolamento prévio Degeneração vítrea Cirurgia intraocular
Fatores de Proteção
Exames oftalmológicos regulares Correção de miopia Proteção ocular em esportes Tratamento de lesões oculares
Componente Genético
Herança fraca; risco maior com miopia e condições associadas

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Surgimento súbito de sombra ou cortina no campo de visão
Sintomas Frequentes
Sombra no campo visual
Visão turva
Flash de luz
Perda de visão periférica
Evolução rápida da perda visual
Necessidade de tratamento urgente
Sinais de Alerta
  • Perda súbita de visão
  • Dor ocular intensa com náusea
  • Não melhora com óculos
  • Alteração rápida da visão central
  • Vermelhidão ocular intensa
Evolução Natural
Sem tratamento, pode progredir para cegueira parcial ou total
Complicações Possíveis
Perda de visão permanente Maculopatia Glaucoma secundário Catarata pós-traumática Problemas de visão bilateral

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Confirmação por exame oftalmológico com demonstração de retina descolada; ultrassom e OCT ajudam quando necessário.
Exames Laboratoriais
Nenhum exame laboratorial específico Avaliação de comorbidades Hemograma pode auxiliar se cirurgia Coagulograma se anticoagulados Avaliação pré-operatória
Exames de Imagem
Oftalmoscopia indireta Ultrassom ocular (B-scan) OCT macular Retinografia
Diagnóstico Diferencial
  • Retinopatia diabética com descolamento exsudativo
  • Oclusão venosa
  • Hemorragia vítrea com sombra
  • Doença macular com descolamento
  • Degeneração de retina
Tempo Médio para Diagnóstico
Dependente de acesso; diagnóstico emergente dentro de dias

Tratamento

Abordagem Geral
Objetivo: recolocar retina, cessar progressão e preservar visão
Modalidades de Tratamento
1 Vitreoretinorrafia
2 Pneumo retinopexia com gás
3 Tamponamento com óleo de silicone
4 Laser fotocoagulação
5 Vitrectomia
Especialidades Envolvidas
Oftalmologia Anestesiologia Cirurgia ocular Reabilitação visual Radiologia
Tempo de Tratamento
Idealmente imediato; cirurgia dentro de 24-72 h
Acompanhamento
Consultas frequentes com retina, exames de visão

Prognóstico

Prognóstico Geral
Dependente do tempo até intervenção; recuperação varia
Fatores de Bom Prognóstico
  • Intervenção precoce
  • Retina íntegra
  • Baixo edema macular
  • Adaptação rápida
Fatores de Mau Prognóstico
  • Atraso no tratamento
  • Descolamento grande
  • Maculopatia extensa
  • Recidiva
Qualidade de Vida
Pode melhorar com recuperação visual; ajustes ajudam

Prevenção

Prevenção Primária
Acesso regular a oftalmologia e proteção ocular
Medidas Preventivas
Exames oftalmológicos periódicos
Correção adequada de miopia
Proteção ocular em esportes
Gerenciar trauma ocular
Tratamento de detritos vítreos
Rastreamento
Exames de retina para detecção de pré-disposição

Dados no Brasil

Centenas de internações anuais no SUS
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição desigual; maior acesso em capitais

Perguntas Frequentes

1 Quais são os tipos de descolamento?
Descolamento rhegmatógeno, tractional e exsudativo são comuns; cada um tem causas distintas.
2 Quais sinais alertam?
Sombra repentina, flashes e visão embaçada exigem avaliação rápida.
3 Como é feito o diagnóstico?
Exame oftalmológico completo; ultrassom ou OCT ajudam quando necessário.
4 Quais opções de tratamento existem?
Cirurgia ou laser; rapidez aumenta a chance de recuperação.
5 Como evitar complicações?
Controles regulares, proteção ocular e buscar atendimento ao primeiro sintoma.

Mitos e Verdades

Mito

apenas idosos têm descolamento

Verdade

pode ocorrer em qualquer idade com fatores de risco.

Mito

óculos protegem 100%

Verdade

óculos não impedem descolamento, apenas proteção parcial.

Mito

cirurgia é arriscada demais

Verdade

técnicas atuais são seguras e eficazes quando oportunas.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pronto atendimento ao notar sombra ou flashes
Especialista Indicado
Oftalmologista especialista em retina
Quando Procurar Emergência
Vá ao pronto-socorro de imediato se houver perda súbita de visão
Linhas de Apoio
SUS 136 DisqueSaúde 0800-701-11-11 Central de apoio local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.