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gonorreia cid
CID-10

Gonorreia

Gonorreia, infecção sexualmente transmissível

Resumo

Gonorreia é infecção genital tratável com antibióticos; prevenção com preservativo.

Identificação

Código Principal
A54
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Gonorreia por Neisseria gonorrhoeae
Nome em Inglês
Gonorrhea caused by Neisseria gonorrhoeae
Outros Nomes
gonorreia gonocócica • infeção gonocócica • gonococciose • neisseriose
Siglas Comuns
GC GONO NG

Classificação

Capítulo CID
Capítulo I - Doenças infecciosas e parasitárias
Categoria Principal
Doenças sexualmente transmissíveis
Subcategoria
Gonorreia gonocócica
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Casos globais elevados entre adultos sexualmente ativos; subdiagnóstico comum.
Prevalência no Brasil
Brasil: alta prevalência entre jovens; dados variam por região.
Faixa Etária Principal
Adultos 15-49 anos
Distribuição por Sexo
Mais comum em homens, mulheres também afetadas
Grupos de Risco
jovens ativos múltiplos parceiros uso inconsistente de preservativo DST prévia trabalho sexual
Tendência Temporal
Tendência estável com variações locais e impacto de vigilância

Etiologia e Causas

Causa Principal
Infecção bacteriana causada por Neisseria gonorrhoeae, transmitida sexualmente
Mecanismo Fisiopatológico
Bactéria invade mucosas geniturinárias, provocando inflamação e secreção purulenta com apresentação variável
Fatores de Risco
múltiplos parceiros uso inconsistente de preservativo história de DST jovens adultos viagens para áreas com alta prevalência baixa adesão a diagnóstico
Fatores de Proteção
uso consistente de preservativo testes regulares de DST educação em saúde sexual acesso rápido aos serviços
Componente Genético
Ausência de componente genético determinante; transmissão depende de exposição

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Secreção uretral ou cervical purulenta, dor ao urinar
Sintomas Frequentes
dor ao urinar
secreção uretral ou cervical
dor pélvica
dor durante relação sexual
febre baixa (em quadro disseminado)
Sinais de Alerta
  • febre alta persistente
  • dor abdominal severa
  • sinais de infecção disseminada
  • dor articular persistente
  • erupções cutâneas incomuns
Evolução Natural
Sem tratamento, pode evoluir para infecção disseminada e complicações como PID
Complicações Possíveis
artrite gonocócica PID infecção disseminada gonocócica infertilidade associada a PID

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Confirmação por NAAT ou cultura de secreções genital, retal ou orofaríngea, com sintomas ou sem
Exames Laboratoriais
NAAT em urina ou secreções cultura gonocócica teste de resistência aos antibióticos teste de HIV, sífilis
Exames de Imagem
ultrassom pélvico para PID RM ou TC se complicações imagem conforme sítio
Diagnóstico Diferencial
  • clamidíase
  • sífilis
  • tricomoníase
  • infecção urinária
  • infecção por herpes
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente 1 a 3 dias entre exame e confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento com antibióticos adequados, orientação de parceiros e conduta de saúde sexual
Modalidades de Tratamento
1 antibacteriano
2 tratamento de parceiros
3 educação em saúde
4 rastreamento de outras DST
5 manejo de complicações
Especialidades Envolvidas
Clínico Geral Ginecologista Urologista Infectologista Farmacêutico
Tempo de Tratamento
Duração depende do sítio; tipicamente 7 a 14 dias conforme sítio
Acompanhamento
Retorno em 1 semana para avaliação e reteste conforme orientação

Prognóstico

Prognóstico Geral
Bom com diagnóstico rápido e tratamento adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • detecção precoce
  • adesão ao tratamento
  • parceiros tratados
  • acesso a serviços
Fatores de Mau Prognóstico
  • retardo diagnóstico
  • resistência antibiótica
  • PID grave
  • disseminação extra-genital
Qualidade de Vida
Vida cotidiana afetada pouco quando tratado, retorno rápido às atividades

Prevenção

Prevenção Primária
Uso de preservativo em todas as relações sexuais
Medidas Preventivas
preservativo constante
testes regulares de DST
redução de parceiros
educação em saúde
evitar automedicação
Rastreamento
Exames de rastreio para indivíduos sexualmente ativos; aconselhamento

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais no Brasil por DST/complicações
Internações/Ano
Mortalidade baixa quando tratado; não frequente
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior incidência em áreas urbanas; variação entre estados

Perguntas Frequentes

1 Gonorreia pode curar sozinha?
Não; antibióticos indicados curam, procure atendimento rápido.
2 É possível não ter sintomas?
Sim, assintomática é comum; exame é essencial.
3 Como prevenir?
Preservativo, testes regulares e tratamento de contatos.
4 Posso ter relação durante tratamento?
Evite relações até terminar o tratamento e seguir orientações.
5 Quem precisa ser examinado?
Parceiros recentes devem ser avaliados, mesmo sem sinais.

Mitos e Verdades

Mito

gonorreia não existe mais.

Verdade

ainda comum; diagnóstico rápido aumenta cura.

Mito

mito_2: basta tratar apenas um parceiro.

Verdade

todos os contatos diretos precisam ser avaliados.

Mito

mito_3: antibióticos quaisquer curam tudo.

Verdade

resistência ocorre; siga orientação médica e reteste.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Unidades de saúde da família ou pronto atendimento
Especialista Indicado
Clínico Geral, Ginecologista ou Urologista
Quando Procurar Emergência
Dor aguda, febre alta, piora, sinais de disseminação
Linhas de Apoio
SUS 136 Central de atendimento médico apoio rápido de saúde

CIDs Relacionados

A54 A54.0 A54.1 A54.9 A54.3

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.