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G91
CID-10

Hidrocefalia

Hidrocefalia: líquido em excesso no cérebro

Identificação

Código Principal
G91
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Hidrocefalia. Definição OMS: acúmulo de líquido cefalorraquidiano nos ventrículos cerebrais.
Nome em Inglês
Hydrocephalus
Outros Nomes
hidrocefalia congênita • hidrocefalia adquirida • hidrocefalia comunicante • dilatação ventricular • excesso de LCR
Siglas Comuns
HC Hidrocel Hidro

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Doenças do sistema nervoso
Subcategoria
Hidrocefalia congênita/adquirida
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Frequente na infância, especialmente prematuros; adultos com hidrocefalia adquirida.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; variação entre serviços de saúde.
Faixa Etária Principal
Infância precoce e idade adulta
Distribuição por Sexo
Distribuição quase igual entre homens e mulheres.
Grupos de Risco
prematuros malformações congênitas trauma cranioencefálico infecções neonatais tumores intracranianos
Tendência Temporal
Tendência estável global, com melhoria diagnóstica; registros crescentes em alguns locais.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa principal: obstrução do fluxo de LCR ou malformações congênitas.
Mecanismo Fisiopatológico
Acúmulo de LCR nos ventrículos aumenta pressão e dilata estruturas, podendo comprimir tecidos.
Fatores de Risco
prematuridade malformações congênitas trauma cranioencefálico infecções neonatais tumores intracranianos cirurgia prévia de hidrocefalia
Fatores de Proteção
pré-natal adequado acesso rápido a serviços monitoramento neonatal vacinação completa
Componente Genético
Possível relação com síndromes congênitas; não é universal.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
cefaleia progressiva com sinais de hipertensão intracraniana
Sintomas Frequentes
cefaleia progressiva
náuseas/vômitos
visão turva ou dupla
letargia ou irritabilidade
fontanela tensa em bebês
perímetro craniano em bebês
Sinais de Alerta
  • cefaleia súbita intensa com vômitos
  • alteração de consciência
  • fontanela muito inchada em bebês
  • febre com rigidez de nuca
  • crises convulsivas recorrentes
Evolução Natural
Sem tratamento, piora progressiva; com intervenção, estabiliza ou melhora funcional.
Complicações Possíveis
deficits cognitivos distúrbios visuais déficits motores infecções pós-operatórias nova cirurgia

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Clínica + imagem com ventrículos dilatados; confirmação por TC ou RM.
Exames Laboratoriais
hemograma completo eletrólitos bioquímica líquor quando indicado gasometria
Exames de Imagem
TC craniana RM craniana ultrassom transfontanelar angiografia se malformação
Diagnóstico Diferencial
  • atrofia cerebral com ventrículos ampliados
  • tumor cerebral
  • edema cerebral difuso
  • HIPERTENSÃO intracraniana sem hidrocefalia
  • malformações vasculares
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia com acesso a imagem; diagnóstico pode ocorrer em dias a semanas.

Tratamento

Abordagem Geral
Reduzir pressão e líquido acumulado; envolve cirurgia e manejo clínico.
Modalidades de Tratamento
1 derivação ventrículo-peritoneal
2 shunt ventrículo-peritoneal endoscópico
3 ETV (fenestração endoscópica do terceiro ventrículo)
4 tratamento da etiologia subjacente
5 manejo clínico de suporte
Especialidades Envolvidas
neurocirurgia neurologia pediatria radiologia fisioterapia
Tempo de Tratamento
Depende da intervenção; acompanhamento pode ser longo.
Acompanhamento
Consultas regulares, neuroimagem e ajustes da derivação.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Varia com idade e etiologia; tratamento adequado melhora prognóstico.
Fatores de Bom Prognóstico
  • detecção precoce
  • cirurgia eficaz
  • bom seguimento
  • reabilitação accessível
Fatores de Mau Prognóstico
  • diagnóstico tardio
  • sequelas graves prévias
  • infecção pós-op
  • má adesão ao tratamento
Qualidade de Vida
Varia com sequelas; reabilitação melhora participação em atividades.

Prevenção

Prevenção Primária
Gravidez bem acompanhada; prevenção de trauma neonatal.
Medidas Preventivas
cuidados neonatais
controle de infecções
monitoramento de malformações
vacinação
educação de cuidadores
Rastreamento
Crianças em risco devem ter acompanhamento neurológico periódico.

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais indicam hidrocefalia em bebês?
Fontanela alargada, irritabilidade, choro persistente, vômitos, letargia, atraso no ganho de peso.
2 Quais são opções de tratamento?
Derivação ventrículo-peritoneal ou fenestração endoscópica; manejo da causa subjacente.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica mais TC/RM que mostra ventrículos dilatados; confirmação clínica.
4 Existe cura?
Alguns casos melhoram com cirurgia; hidrocefalia pode exigir acompanhamento prolongado.
5 Como prevenir?
Cuidados perinatais, evitar trauma, monitorar neurodesenvolvimento e seguir orientações médicas.

Mitos e Verdades

Mito

hidrocefalia é apenas água no cérebro.

Verdade

envolve desequilíbrio entre produção e drenagem de LCR; pode ter causas graves.

Mito

tratamento cura sempre.

Verdade

requer manejo contínuo; deriva pode ser necessária por anos.

Mito

adultos não ficam com hidrocefalia.

Verdade

adultos podem ter hidrocefalia adquirida; tratamento adequado melhora.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico se fontanela alargada, irritabilidade ou choro persistente em bebê.
Especialista Indicado
Neurocirurgião pediátrico
Quando Procurar Emergência
Sinais de hipertensão intracraniana: vômitos, confusão, convulsões.
Linhas de Apoio
0800 SUS central Disque Neonatal Centro de informação local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.