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G89.0
CID-10

Dor neuropática

Dor neuropática

Resumo

Dor neuropática: dor nervosa persistente com toques dolorosos.

Identificação

Código Principal
G89.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Dor neuropática
Nome em Inglês
Neuropathic pain
Outros Nomes
neuralgia periférica • alodinia • hiperalgesia • dor nociplástica • dor neural
Siglas Comuns
DNP NP DN

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Dor neuropática
Subcategoria
Síndrome dolorosa por disfunção nervosa
Tipo de Condição
sindrome
Natureza
crônica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global: 6-10% da população sofre dor neuropática.
Prevalência no Brasil
Brasil: cerca de 8-10% da população sofre dor neuropática.
Faixa Etária Principal
Adultos e idosos predominam.
Distribuição por Sexo
Leve predomínio feminino.
Grupos de Risco
Diabetes mellitus tipo 2 Hipertensão Lesões nervosas Alcoolismo crônico HIV
Tendência Temporal
Tendência estável com leve aumento em grupos vulneráveis.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Dano nos nervos periféricos ou centrais.
Mecanismo Fisiopatológico
Hiperexcitação de neurônios, alterações sinápticas e vias de dor.
Fatores de Risco
Diabetes HIV Idade avançada Obesidade Trauma Álcool
Fatores de Proteção
Controle glicêmico adequado Vida ativa Alimentação balanceada Não tabagismo
Componente Genético
Contribuição genética moderada; variações associadas.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor lancinante, queimação ou choque elétrico, em áreas nervosas.
Sintomas Frequentes
Dor espontânea
Alodinia ao toque
Parestesias
Hiperalgesia
Piora à noite
Sensibilidade aumentada
Sinais de Alerta
  • Fraqueza súbita
  • Perda de força focal
  • Fraqueza de membros
  • Sinais neurológicos novos
  • Dor súbita grave
Evolução Natural
Pode persistir por anos sem tratamento; varia com comorbidades.
Complicações Possíveis
Dor crônica persistente Distúrbios do sono Depressão Isolamento social Uso elevado de analgésicos

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de dor com alodinia/hiperalgesia; confirmação clínica.
Exames Laboratoriais
Glicemia de jejum HbA1c B12 TSH Hemograma completo
Exames de Imagem
RM de vias neurais RM da coluna RM da cabeça
Diagnóstico Diferencial
  • Fibromialgia
  • Dores musculoesqueléticas
  • Dor psicogênica
  • Radiculopatia
  • Neuralgia pos-herpética
Tempo Médio para Diagnóstico
Sem consulta, pode levar semanas a meses

Tratamento

Abordagem Geral
Plano multidisciplinar para alívio da dor, função e qualidade de vida.
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentos
2 Fisioterapia
3 Estimulação elétrica
4 Terapias comportamentais
5 Cirurgia seletiva
Especialidades Envolvidas
Neurologia Medicina da dor Fisiatria Paliativo Reabilitação
Tempo de Tratamento
Resposta avaliada mensalmente; ajuste conforme dor e função
Acompanhamento
Consultas regulares 1-3 meses; monitorar efeitos e adesão

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; tratamento adequado melhora dor e função
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão
  • Resposta inicial positiva
  • Funcão preservada
  • Pouca dor residual
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dor refratária
  • Multicomorbidades
  • Dor psíquica
  • Limitação
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento; ajustes ajudam vida diária

Prevenção

Prevenção Primária
Controle de fatores de risco, estilo de vida saudável, diabetes bem manejado.
Medidas Preventivas
Controle glicêmico
Vacinas atualizadas
Higiene de feridas
Exercício regular
Alimentação equilibrada
Rastreamento
Verificar diabetes, HIV, B12 e TSH periodicamente

Dados no Brasil

Padrão ambulatorial com números variados.
Internações/Ano
Baixa mortalidade diretamente por dor neuropática.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior prevalência em áreas com doenças crônicas.

Perguntas Frequentes

1 Dor neuropática é permanente?
Pode ser crônica, porém responde a tratamento.
2 Existe cura?
Não há cura universal; foco em controle da dor.
3 Como confirmar diagnóstico?
História, exame neurológico e testes auxiliam.
4 Dor pode melhorar com exercícios?
Sim, treino adequado reduz dor e aumenta função.
5 O que fazer no dia a dia?
Mantenha rotina, evite gatilhos, siga tratamento.

Mitos e Verdades

Mito

toda dor é sinal de lesão grave.

Verdade

Dor neuropática pode ocorrer sem lesão visível.

Mito

remédio simples resolve tudo.

Verdade

Dor complexa exige combinação de estratégias.

Mito

só idosos têm dor neuropática.

Verdade

Pode afetar jovens com condições específicas.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico da dor ou neurologista para avaliação inicial.
Especialista Indicado
Neurologista ou médico da dor.
Quando Procurar Emergência
Sinais como fraqueza súbita merecem atendimento imediato.
Linhas de Apoio
0800-000-0000 SUS 136 Disque Saúde

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.