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G70.0
CID-10

Miastenia gravis

Miastenia gravis

Resumo

Miastenia gravis: fraqueza muscular flutuante por autoimunidade; tratamento controla

Identificação

Código Principal
G70.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Miastenia gravis (doença autoimune da junção neuromuscular)
Nome em Inglês
Myasthenia gravis
Outros Nomes
MG • Miastenia gravis ocular • Miastênia gravis • Miastenia gravis da junção • MG ocular generalizada
Siglas Comuns
MG MG-OC MG-G

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Doenças do sistema nervoso
Subcategoria
Miastenia gravis autoimune
Tipo de Condição
doenca
Natureza
autoimune
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global: 10-20 casos por 100 mil
Prevalência no Brasil
Brasil: dados limitados; incidência semelhante ao global
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Mais comum em mulheres jovens
Grupos de Risco
Mulheres jovens Timoma presente Doenças autoimunes associadas História familiar de MG Infecção viral recente
Tendência Temporal
Variação ao longo da vida; melhora com tratamento

Etiologia e Causas

Causa Principal
Desordem autoimune com anticorpos contra receptores de acetilcolina
Mecanismo Fisiopatológico
Autoanticorpos reduzem a transmissão na junção neuromuscular
Fatores de Risco
História familiar Timoma Gravidez Doenças autoimunes Infecção viral prévia Uso de certos fármacos
Fatores de Proteção
Tratamento precoce Acompanhamento regular Vacinação atualizada Estilo de vida saudável
Componente Genético
Predisposição genética moderada ligada a HLA em alguns grupos

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Fraqueza proximal que piora com esforço
Sintomas Frequentes
Ptose e diplopia
Fraqueza de membros proximais
Disfagia leve a moderada
Fadiga ao final do dia
Dificuldade para falar
Fraqueza respiratória em crises
Sinais de Alerta
  • Crise miastênica com fraqueza severa
  • Insuficiência respiratória
  • Aspiração grave
  • Desidratação por disfagia
  • Taquicardia de etiologia respiratória
Evolução Natural
Progresso variável sem tratamento; com manejo, controle da fadiga
Complicações Possíveis
Crise miastênica Hipoventilação Aspiração Fraqueza residual Dependência de suporte ventilatório

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de fatigabilidade, teste com edrofonio; confirmação com anticorpos e EMG
Exames Laboratoriais
Anti-AChR antibodies Anti-MuSK antibodies Outros autoanticorpos Testes de função neuromuscular Análises laboratoriais básicos
Exames de Imagem
TC tórax para timoma RM tórax do timo Cintilografia timóide
Diagnóstico Diferencial
  • Lambert-Eaton
  • Miopatias inflamatórias
  • Fadiga crônica
  • Doenças bulbares
  • Distonia bulbar
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo médio de 6-12 meses entre início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Plano multimodal: reduzir fadiga, crises e melhorar função
Modalidades de Tratamento
1 Inibidores da acetilcolinesterase (prazostigmina)
2 Imunossupressores: corticosteroides / azatioprina
3 Timectomia quando indicado
4 Plasmaférese / IVIG para crises
5 Reabilitação respiratória
Especialidades Envolvidas
Neurologia Fisioterapia Fonoaudiologia Cirurgia torácica Nutrição
Tempo de Tratamento
Duração variável; ajuste conforme resposta
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses; ajuste de medicações

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva variável; boa parte com controle com tratamento adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta rápida ao tratamento
  • MG ocular isolada
  • Boa função respiratória
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Crise miastênica
  • Fraqueza bulbar grave
  • Infecções recorrentes
  • Desfecho com timoma avançado
Qualidade de Vida
Com tratamento adequado, boa qualidade de vida é comum

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção específica; evitar fármacos que agravem MG
Medidas Preventivas
Adesão ao tratamento
Vacinação atualizada
Higiene adequada
Evitar infecções respiratórias
Acompanhamento médico regular
Rastreamento
Monitoramento neuromuscular e tomografia de tórax conforme indicação

Dados no Brasil

Distribuição Regional
Maior concentração em capitais; acesso desigual

Perguntas Frequentes

1 MG é curável?
Não cura, mas controle é possível com tratamento adequado
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica + EMG + anticorpos; resposta a tratamento sustenta o diagnóstico
3 MG pode aparecer na infância?
Sim, ocorre; avaliação neuromuscular é essencial para manejo
4 Quais são sinais de crise?
Fraqueza grave, respiração comprometida ou disfagia; procure atendimento
5 Posso trabalhar com MG?
Muitos retornam com adaptações; plano médico orienta retorno

Mitos e Verdades

Mito

MG é contagiosa

Verdade

Não é contagiosa; é uma doença autoimune

Mito

MG ocorre apenas em idosos

Verdade

Pode surgir em qualquer idade; quadro é variavel

Mito

Medicação antiga cura MG

Verdade

Tratamento atual controla sintomas; cura completa é rara

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure neurologista; busque reabilitacao e apoio
Especialista Indicado
Neurologista
Quando Procurar Emergência
Dificuldade respiratória ou engasgamento exige pronto atendimento
Linhas de Apoio
Ligue 136 (SUS) Apoio a pacientes neuromusculares Secretaria de saúde local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.