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g560 cid
CID-10

Síndrome do túnel do carpo

Compressão do nervo mediano no punho

Resumo

CTS aperta o punho, causando dormência; melhora com ergonomia

Identificação

Código Principal
G56.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Síndrome do túnel do carpo
Nome em Inglês
Carpal Tunnel Syndrome
Outros Nomes
Túnel do carpo • Compressão do nervo mediano • Síndrome CTS • CTS
Siglas Comuns
CTS

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Neuropatias periféricas
Subcategoria
Mononeuropatias do membro superior
Tipo de Condição
doenca
Natureza
crônica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; CTS afeta ~3-5% da população adulta
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; ocorrência significativa entre trabalhadores
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade
Distribuição por Sexo
Predomina em mulheres
Grupos de Risco
Uso repetitivo de punho Mulheres acima de 40 anos Obesidade Diabetes Gravidez
Tendência Temporal
Tendência estável com aumento em profissões de montagem

Etiologia e Causas

Causa Principal
Compressão do nervo mediano no túnel do carpo pela pressão ligamentosa
Mecanismo Fisiopatológico
Nervo mediano comprimido no túnel do carpo com edema e lesão neural leve
Fatores de Risco
Uso repetitivo de punho Obesidade Diabetes Gestação Hipotireoidismo Predisposição anatômica
Fatores de Proteção
Ergonomia adequada Pausas regulares Fortalecimento de punho Gestão do peso
Componente Genético
Pode ocorrer em famílias devido variações anatômicas herdadas

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dormência e formigamento na mão, principalmente polegar, índice e dedo médio
Sintomas Frequentes
Dor no punho e palma
Dormência noturna
Fraqueza de preensão
Piora com flexão do punho
Formigamento ao acordar
Dificuldade com destreza fina
Sinais de Alerta
  • Perda sensibilidade grave
  • Fraqueza súbita da mão
  • Dor intensa súbita
  • Edema significativo
  • Comprometimento da função dextra
Evolução Natural
Sem tratamento, evolução pode incluir piora progressiva da função
Complicações Possíveis
Perda de sensibilidade permanente Diminuição da destreza Dor crônica Necessidade de cirurgia em casos graves

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com ENMG para confirmar condução nervosa
Exames Laboratoriais
Hemograma Glicemia Tireoide Vitamina B12 CRP
Exames de Imagem
Ultrassom do punho RM/TC se dúvidas Radiografia para excluir fraturas
Diagnóstico Diferencial
  • Radiculopatia cervical
  • Mononeuropatias distais
  • Artrite reumatóide com punho
  • Tendinopatias crônicas
  • Neuropatia diabética
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente semanas a meses, conforme acesso a avaliação

Tratamento

Abordagem Geral
Ajustes ergonômicos, pausas, fisioterapia, treino de punho, alívio de esforço
Modalidades de Tratamento
1 Mudanças ergonômicas
2 Fisioterapia
3 Medicamentos anti-inflamatórios quando indicado
4 Cirurgia de descompressão
5 Injeções de corticosteroides (em alguns casos)
Especialidades Envolvidas
Neurologia Ortopedia Fisiatria Fisioterapia Ergonomia ocupacional
Tempo de Tratamento
Resposta varia; geralmente semanas a meses
Acompanhamento
Reavaliação a cada 4-8 semanas até melhora

Prognóstico

Prognóstico Geral
Boa com diagnóstico precoce e manejo adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce
  • Ergonomia correta
  • Boa adesão à fisioterapia
  • Ausência de comorbidades graves
Fatores de Mau Prognóstico
  • Atraso diagnóstico
  • Persistência de fatores ocupacionais
  • Diabetes mal controlada
  • Gravidez complicada
Qualidade de Vida
Melhora com tratamento; impacto diário reduzido com suporte adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Adote ergonomia e pausas; mantenha punho neutro
Medidas Preventivas
Pausas regulares
Alongamentos de punho
Ambiente ergonômico
Ferramentas adequadas
Gestão de peso
Rastreamento
Avaliações clínicas periódicas para detecção precoce

Dados no Brasil

Hospitalizações raras; cirurgia é o principal motivo
Internações/Ano
0-0,5 por 100 mil
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste e Sul com maior frequência; urbano industrial

Perguntas Frequentes

1 Quais os sintomas mais comuns?
Dormência noturna e fraqueza de preensão
2 Quando procurar avaliação médica?
Dormência persistente por mais de 1-2 semanas
3 O diagnóstico depende de ENMG?
ENMG ajuda, mas avaliação clínica é essencial
4 É possível evitar a cirurgia?
Ergonomia e fisioterapia reduzem necessidade cirúrgica
5 Como é a recuperação?
Fisioterapia acelera destreza; cirúrgia reverte compressão

Mitos e Verdades

Mito

CTS não ocorre apenas em idosos

Verdade

Jovens ativos também podem ter CTS

Mito

Cirurgia é sempre necessária

Verdade

Muitos casos melhoram sem cirurgia

Mito

CTS é apenas dor

Verdade

Dormência e fraqueza podem predominar

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo é procurar médico da família ou ortopedista
Especialista Indicado
Ortopedista de mão
Quando Procurar Emergência
Procure pronto atendimento se dormência súbita, fraqueza aguda ou dor intensa
Linhas de Apoio
0800-000-CTS Secretaria de saúde local SUS atendimento

CIDs Relacionados

G56.0 G56.1 G56.2 G56.3 G56.8

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.