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G51.0
CID-10

Paralisia facial periférica

Paralisia de Bell

Resumo

Paralisia facial de rápida evolução; boa chance de recuperação com tratamento adequado.

Identificação

Código Principal
G51.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Paralisia facial periférica (CN VII) conforme OMS
Nome em Inglês
Bell's palsy
Outros Nomes
Paralisia facial periférica • Bell’s palsy • Paralisia facial unilateral • Paralisia do nervo facial CN VII • Paralisia de Bell
Siglas Comuns
PF PFP BP

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Mononeuropatias cranianas
Subcategoria
Paralisia facial periférica CN VII
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais de 15–30 casos por 100 mil por ano.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; semelhante à média mundial.
Faixa Etária Principal
Adultos entre 20 e 60 anos
Distribuição por Sexo
Equilíbrio entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Diabetes mellitus Gravidez Imunossupressão Hipertensão Idade adulta (20–60)
Tendência Temporal
Estável com variação sazonal muito pequena

Etiologia e Causas

Causa Principal
Lesão ou inflamação do nervo facial CN VII, geralmente de origem idiopática.
Mecanismo Fisiopatológico
Desordem do nervo facial levando a fraqueza de expressão por inflamação ou dano.
Fatores de Risco
Diabetes mellitus Gravidez Imunossupressão Hipertensão Idade adulta (20–60) Exposição a vírus
Fatores de Proteção
Vacinação adequada Boa alimentação Saúde geral estável Tratamento rápido de infecções
Componente Genético
Herança genética em alguns casos; maioria esporádica.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Perda súbita de expressão facial de um lado
Sintomas Frequentes
Dificuldade para fechar o olho
Assimetria ao sorrir
Boca torta ao falar
Lambedura de saliva
Dificuldade com paladar na frente da língua
Derrame de canto da boca
Sinais de Alerta
  • Fraqueza súbita com dor intensa
  • Febre alta
  • fraqueza em outros membros
  • coceira ou erupção com dor
  • sinais de AVC
Evolução Natural
Pode melhorar espontaneamente em semanas a meses, com recuperação total em parte dos pacientes.
Complicações Possíveis
Secura ocular persistente Dificuldade de fechar o olho Assimetria residual Dor facial crônica Sincinesias

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de paralisia facial súbita; exame neurológico; excluir outras causas por exames.
Exames Laboratoriais
Hemograma Glicemia Função renal e hepática Sorologias infecciosas TSH/T4
Exames de Imagem
RM do nervo facial TC crânio sem contraste RM de plexo facial Ultrassom?
Diagnóstico Diferencial
  • AVC com paralisia central
  • Infecção de ouvido
  • Síndrome de Ramsay Hunt
  • Neuropatia geral
  • Polineuropatia focal
Tempo Médio para Diagnóstico
Horas a dias desde início dos sinais

Tratamento

Abordagem Geral
Avaliação rápida; proteção ocular; fisioterapia; corticoides conforme orientação clínica.
Modalidades de Tratamento
1 Corticosteroides
2 Fisioterapia facial
3 Proteção ocular
4 Tratamento sintomático
5 Acompanhamento neurológico
Especialidades Envolvidas
Neurologia Oftalmologia Fisioterapia Otorrinolaringologia Clínica Geral
Tempo de Tratamento
7 a 21 dias conforme gravidade
Acompanhamento
Consultas periódicas até recuperação total

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom; recuperação total ou substancial em meses
Fatores de Bom Prognóstico
  • Recuperação precoce
  • Gravidade inicial leve
  • Idade jovem
  • Tratamento oportuno
Fatores de Mau Prognóstico
  • Gravidade severa inicial
  • Idade avançada
  • Diabetes
  • Comorbidades
Qualidade de Vida
Impacto moderado; reabilitação melhora bem-estar

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção específica; manter saúde geral ajuda.
Medidas Preventivas
Vacinação atualizada
Controle de diabetes
Proteção ocular
Tratamento rápido de infecções
Vida saudável
Rastreamento
Avaliação clínica periódica para diagnóstico diferencial

Dados no Brasil

Poucas internações específicas; maioria ambulatorial.
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Predomínio no Sudeste; expressão varia por região.

Perguntas Frequentes

1 Posso ter paralisia facial novamente?
Recorrência é incomum, mas pode ocorrer em alguns casos.
2 Qual é o papel dos corticoides?
Corticoides ajudam a reduzir inflamação se iniciados precocemente.
3 Quais sinais exigem atendimento imediato?
Fraqueza súbita com fala comprometida exige avaliação urgente.
4 O que favorece a recuperação?
Tratamento rápido, fisioterapia e proteção ocular.
5 Como fica a qualidade de vida?
Rotina com reabilitação melhora expressão e autoestima.

Mitos e Verdades

Mito

é emocional

Verdade

envolve nervo facial; emoções não causam a condição.

Mito

dor indica gravidade

Verdade

dor pode ocorrer sem gravidade; avaliações ajudam.

Mito

cirurgia é primeira linha

Verdade

cirurgia não é rotina; tratamento é conservador.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ao surgir; neurologia se necessário.
Especialista Indicado
Neurologista ou otorrinolaringologista.
Quando Procurar Emergência
Procure atendimento imediato com paralisia súbita e sinais neurológicos.
Linhas de Apoio
SUS 136 SAMU 192 Central de apoio local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.