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g442 cid
CID-10

Cefaleia tensional

Dor de cabeça tensional

Resumo

Dor de cabeça comum, leve a moderada, associada a tensão e sono ruim; tratamento envolve hábitos.

Identificação

Código Principal
G44.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Cefaleia tensional
Nome em Inglês
Tension-type headache
Outros Nomes
cefaleia tensional • cefaleia de tensão • dor de cabeça tensional • cefalgia tensional • tensão cefálica
Siglas Comuns
TTH G44.2 CTH

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Cefaleias e dores de cabeça
Subcategoria
Cefaleia tensional
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Aproximadamente 30-40% da população mundial sofre de cefaleia tensional.
Prevalência no Brasil
No Brasil, prevalência estimada entre 20% e 40% da população.
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade predominam.
Distribuição por Sexo
Predomina em mulheres, com menor participação de homens.
Grupos de Risco
Estresse crônico Distúrbio do sono Postura inadequada Sedentarismo Uso excessivo de analgésicos
Tendência Temporal
Ocorrência estável ao longo dos anos.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa principal multicausal: estresse, má postura e sono inadequado.
Mecanismo Fisiopatológico
Sensibilização central associada a tensionamento muscular e estímulos dolorosos.
Fatores de Risco
Estresse crônico Distúrbio do sono Postura inadequada Sedentarismo Uso excessivo de analgésicos Fatores emocionais
Fatores de Proteção
Boa higiene do sono Técnicas de relaxamento Exercícios de alongamento Ergonomia no trabalho
Componente Genético
Contribuição genética moderada; herança multifatorial discutida.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor de cabeça leve a moderada com sensação de aperto.
Sintomas Frequentes
Dor bilateral
Peso na cabeça
Intensidade moderada
Piora com esforço
Pouca ou nenhuma náusea
Sensibilidade à luz moderada
Sinais de Alerta
  • Dor súbita muito forte com rigidez de nuca
  • Fraqueza focal
  • Alteração de fala
  • Confusão
  • Perda de visão súbita
Evolução Natural
Episódios recorrentes podem tornar-se crônicos sem tratamento.
Complicações Possíveis
Dificuldade de concentração Distúrbios do sono Dor crônica Dependência de analgésicos

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica, exclusão de outras causas, critérios temporais e intensidade.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Função renal Bioquímica Teste de gravidez se aplicável
Exames de Imagem
RMN cerebral TC de crânio Não é indicado rotineiramente sem sinais de alerta Imagem apenas se suspeita de outra condição
Diagnóstico Diferencial
  • Enxaqueca
  • Cefaleia cervicogênica
  • Dor muscular miofascial
  • Neuralgia trigeminal
  • Cefaléia secundária
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente semanas desde o início dos sintomas até confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Educação, higiene do sono, manejo do estresse e uso racional de analgésicos conforme orientação.
Modalidades de Tratamento
1 Educação terapêutica
2 Técnicas de relaxamento
3 Exercícios de alongamento
4 Terapia física
5 Manejo farmacológico conforme orientação médica
Especialidades Envolvidas
Neurologia Medicina da Família Fisioterapia Psicologia Odontologia
Tempo de Tratamento
Duração contínua conforme crises; ajuste individual.
Acompanhamento
Consultas de acompanhamento a cada 3-12 meses ou conforme crises.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva geralmente favorável com adesão a hábitos saudáveis.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Educação eficaz
  • Apoio familiar
  • Controle de gatilhos
  • Baixo uso de analgésicos
Fatores de Mau Prognóstico
  • Uso elevado de analgésicos
  • Episódios graves
  • Distúrbios de sono
  • Depressão/ansiedade
Qualidade de Vida
Geralmente boa a moderada; melhora com autocuidado e tratamento adequado.

Prevenção

Prevenção Primária
Sono regular, hidratação, alimentação balanceada, prática de atividades físicas.
Medidas Preventivas
Higiene do sono
Gestão do estresse
Exercícios físicos
Postura ergonômica
Uso racional de analgésicos
Rastreamento
Avaliação clínica periódica conforme clínica, não há rastreamento específico.

Dados no Brasil

Números variam por região; a maioria é ambulatorial.
Internações/Ano
Baixa mortalidade associada a cefaleias tensionais.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Distribuição equitativa, com maior impacto urbano.

Perguntas Frequentes

1 Dói pouco a pouco: isso é normal?
Cefaleia tensional é comum e costuma melhorar com hábitos saudáveis.
2 É possível curar?
Não há cura única; controle vem com higiene, sono e tratamento adequado.
3 Como descobrir a causa?
Avaliação clínica e exclusão de outras condições por profissional.
4 Posso prevenir?
Sim, sono estável, alimentação, água e atividade física ajudam.
5 Qual médico procurar?
Neurologista ou médico de família com foco em cefaleias.

Mitos e Verdades

Mito

dor de cabeça constante significa doença grave.

Verdade

na maioria, melhora com manejo adequado.

Mito

apenas estresse provoca cefaleias.

Verdade

múltiplos fatores participam.

Mito

remédios frequentes curam.

Verdade

podem mascarar sintomas; uso avisado é essencial.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de clínica geral ou neurologista para avaliação inicial.
Especialista Indicado
Neurologista
Quando Procurar Emergência
Dor súbita intensa com fraqueza, fala alterada ou confusão exige atendimento.
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS 136 Unidade de saúde local

CIDs Relacionados

G44.0 G44.1 G43.909 R51 G44.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.