contato@nztbr.com
g430 cid
CID-10

Enxaqueca sem aura

Enxaqueca sem aura

Resumo

Enxaqueca sem aura: dor de cabeça recorrente com gatilhos variados.

Identificação

Código Principal
G43.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Migraine, without aura
Nome em Inglês
Migraine without aura
Outros Nomes
Cefaléia migrãnosa sem aura • Migraine sem aura • Enxaqueca sem aura • Cefaleia migrãnea sem sintoma de aura • Migraine without aura
Siglas Comuns
MOA Migraine w/o Aura MWOA

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Cefaleias
Subcategoria
Cefaleias migrañosas sem aura
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais sugerem ~12% da população sofre enxaqueca em algum momento.
Prevalência no Brasil
Entre 9 e 10% da população brasileira ja sofreu.
Faixa Etária Principal
Adultos de 20 a 50 anos
Distribuição por Sexo
Mais frequente em mulheres
Grupos de Risco
Mulheres em idade produtiva História familiar Estresse Privação de sono Uso de cafeína irregular
Tendência Temporal
Prevalência relativamente estável ao longo dos anos

Etiologia e Causas

Causa Principal
Disparo neural com componente vascular
Mecanismo Fisiopatológico
Hiperexcitabilidade cortical com alterações vasculares e inflamatórias
Fatores de Risco
Predisposição genética História familiar Ansiedade Estresse crônico Cafeína irregular Privação de sono
Fatores de Proteção
Sono regular Hidratação Identificação de gatilhos Exercício moderado
Componente Genético
Herança multifatorial com poligenia

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor de cabeça pulsátil, frequentemente unilateral
Sintomas Frequentes
Náusea
Fotofobia
Sonolência
Sensibilidade ao som
Aura visual em alguns casos
Fadiga
Sinais de Alerta
  • Dor súbita muito intensa
  • Fraqueza ou fala alterada
  • Confusão
  • Rigidez de nuca
  • Febre alta com dor na cabeça
Evolução Natural
Sem tratamento, crises podem tornar-se mais frequentes
Complicações Possíveis
Redução da qualidade de vida Comorbidades psiquiátricas Acesso irregular a medicações Uso inadequado de analgésicos Desempenho reduzido

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História típica + exclusão de outras causas; critérios ICHD-3
Exames Laboratoriais
Hemograma completo TSH Dosagens de eletrólitos Creatinina Teste de gravidez
Exames de Imagem
RM ou TC apenas se indicado Imagem para diagnóstico diferencial Avaliação neurológica completa Não é rotina
Diagnóstico Diferencial
  • Cefaleia tensional
  • Arterite temporal
  • Neuralgia do trigêmeo
  • Cefaleia em cluster
  • Tensional migrainous
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a meses desde o início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Educação, identificação de gatilhos, projeto individual de manejo
Modalidades de Tratamento
1 Tratamento agudo com analgésicos e triptanos
2 Profilaxia com betabloqueadores/antidepressivos
3 Terapias não farmacológicas
4 Biofeedback
5 Oxigenoterapia em crises
Especialidades Envolvidas
Neurologia Medicina da dor Clínica geral Psiquiatria Fisioterapia
Tempo de Tratamento
Ajuste contínuo, meses a longo prazo
Acompanhamento
Consultas regulares para ajuste terapêutico

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente controlável com tratamento, crises podem reduzir com manejo
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Identificação de gatilhos
  • Acesso a cuidado
  • Ausência de comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Crises frequentes
  • Uso excessivo de analgésicos
  • Diagnóstico tardio
  • Ingestão irregular de medicações
Qualidade de Vida
Pode permanecer alta com tratamento adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Identificar gatilhos, sono regular, hidratação, alimentação estável
Medidas Preventivas
Diário de crises
Rotina de sono
Hidratação
Redução de cafeína
Exercício regular
Rastreamento
Avaliações periódicas para ajustar tratamento

Dados no Brasil

Varia com gravidade; centenas a milhares por ano
Internações/Ano
Baixa mortalidade atribuída à enxaqueca
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto no Sudeste, variações regionais

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais indicam crise grave?
Dor muito forte + fraqueza focal, fala enrolada, confusão ou rigidez, procure atendimento.
2 Como reduzir crises sem remédios?
Identifique gatilhos, sono estável, hidratação e alimentação regular.
3 Como é o diagnóstico?
Análise da história clínica, exames básicos e exclusão de outras causas.
4 Tratamento leva tempo?
Pode levar semanas a meses para ajuste e controle.
5 Existe cura?
Não cura definitiva, mas controle eficaz é possível com plano terapêutico.

Mitos e Verdades

Mito

é apenas dor de cabeça comum.

Verdade

envolve alterações neurológicas e gatilhos sensoriais.

Mito

só afeta mulheres.

Verdade

homens também adoecem, com menor frequência.

Mito

remédios fortes curam rapidamente.

Verdade

requer plano longo e regular.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou neurologista para avaliação inicial
Especialista Indicado
Neurologista
Quando Procurar Emergência
Dor muito intensa com sinais neurológicos requer socorro
Linhas de Apoio
Linha de apoio médico local SUS Central 0800 123 4567

CIDs Relacionados

G43.1 G43.0 G43.9 R51 G44.1

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.