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G43.909
CID-10

Enxaqueca

Enxaqueca

Resumo

Conceito básico: dor de cabeça intensa, com gatilhos e tratamento disponível.

Identificação

Código Principal
G43.909
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Migraine (enxaqueca) - nomenclatura OMS
Nome em Inglês
Migraine
Outros Nomes
enxaqueca • cefaleia migrânosa • cefaleia vascular • dor de cabeça pulsátil • ataques de dor
Siglas Comuns
G43 G43.909 Mig

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Doenças neurológicas
Subcategoria
Cefaleias primárias
Tipo de Condição
doenca
Natureza
variavel
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Aproximadamente 12% da população mundial sofre de enxaqueca.
Prevalência no Brasil
Estimativas variam, cerca de 9% a 12%.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Mulheres mais afetadas que homens, ~3:1
Grupos de Risco
história familiar neuronal sensibilização uso de cafeína excessiva alterações hormonais transtornos de sono
Tendência Temporal
Prevalência estável nas últimas décadas

Etiologia e Causas

Causa Principal
Ativação do sistema trigeminal com mediadores inflamatórios.
Mecanismo Fisiopatológico
Alteração da excitabilidade cortical e ativação trigeminal com inflamação.
Fatores de Risco
história familiar neuronal sensibilização uso de cafeína excessiva alterações hormonais transtornos de sono estresse persistente
Fatores de Proteção
dormir bem hidratação evitar gatilhos alimentares controle de estresse
Componente Genético
Contribui com risco; variantes associadas identificadas.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor pulsátil, geralmente unilateral, durando 4-72 h.
Sintomas Frequentes
dor latejante
náuseas
sensibilidade à luz
sensibilidade ao som
distúrbios visuais
aura em alguns ataques
Sinais de Alerta
  • dor súbita muito intensa com rigidez de nuca
  • confusão
  • paralisia focal
  • hemorragia focal
  • dor após trauma
Evolução Natural
Sem tratamento, ataques podem tornar-se mais frequentes.
Complicações Possíveis
dor crônica dependência de analgésicos queda de qualidade de vida produtividade reduzida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Ataques recorrentes de dor de cabeça, pulsátil, unilateral, 4-72 h, fotofobia/fonofobia.
Exames Laboratoriais
Hemograma Eletrólitos Função renal TSH Creatinina
Exames de Imagem
RM de crânio TC de crânio Imagens solicitadas conforme indicação Sem alterações específicas
Diagnóstico Diferencial
  • cefaleia tensional
  • enxaqueca com aura incompleta
  • cefaleia por substâncias
  • dor vascular secundaria
  • neoplasia
Tempo Médio para Diagnóstico
Severo dependente de acesso a serviços

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor com medidas não farmacológicas e uso adequado de medicações sob orientação.
Modalidades de Tratamento
1 medicação de ataque
2 profilaxia
3 terapias complementares
4 educação do paciente
5 mudanças de estilo de vida
Especialidades Envolvidas
Neurologia Clínica Geral Psicologia Fisiatria Medicina de Dor
Tempo de Tratamento
Duração depende da gravidade e resposta; ajuste periódico
Acompanhamento
Consultas a cada 3-6 meses; ajuste terapêutico

Prognóstico

Prognóstico Geral
Menos ataques possível com tratamento; melhora da qualidade de vida.
Fatores de Bom Prognóstico
  • controle de gatilhos
  • adesão ao tratamento
  • sem comorbidades
  • resposta a terapias
Fatores de Mau Prognóstico
  • uso excessivo de analgésicos
  • fraca adesão
  • frequência alta de ataques
  • comorbidades psiquiátricas
Qualidade de Vida
Significativa melhoria com manejo adequado.

Prevenção

Prevenção Primária
Identificar gatilhos, sono regular, hidratação e estilo de vida saudável.
Medidas Preventivas
diário de dor
controle de estresse
rotina de sono
hidratação
evitar gatilhos alimentares
Rastreamento
Exames regulares para monitorar comorbidades e efeitos do tratamento.

Dados no Brasil

Milhares de internações anuais no SUS.
Internações/Ano
Óbitos raros relacionados à enxaqueca.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior prevalência no Sudeste, variações regionais.

Perguntas Frequentes

1 O que é enxaqueca e como difere de dor comum?
Ataques recorrentes com aura ou fotofobia; costuma exigir manejo específico.
2 É hereditária?
Predisposição genética existe; envolve fatores cerebrais.
3 Como diagnosticar?
Anamnese detalhada e exames para excluir outras causas.
4 O que reduz ataques?
Gatilhos identificados, tratamento preventivo e sono adequado.
5 Dói toda vez que esforço?
Alguns ataques aumentam com esforço; manejo individual

Mitos e Verdades

Mito

é apenas dor de cabeça comum.

Verdade

envolve vias neurais, aura e genética.

Mito

cada dor é enxaqueca.

Verdade

diagnóstico requer padrões de ataque.

Mito

só mulheres têm enxaqueca.

Verdade

afeta homens e mulheres; frequência varia.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure neurologista ou clínico com experiência em cefaleias.
Especialista Indicado
Neurologista
Quando Procurar Emergência
Dor muito intensa com sinais neurológicos requer emergência.
Linhas de Apoio
Tel 188 SUS Samu 192 Centro de apoio local

CIDs Relacionados

G43.9 G43.0 G43.1 R51 Z13.4

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.