Enxaqueca (migrânea)
Enxaqueca
Resumo
Enxaqueca são crises de dor de cabeça com gatilhos; há tratamentos
Identificação
- Código Principal
- G43
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Migrânea e cefaleias associadas, grupo Cefaleias
- Nome em Inglês
- Migraine
- Outros Nomes
- Migraña • Dor de cabeça migraçosa • Cefaleia vascular • Aura de cefaleia • Dor de cabeça pulsátil
- Siglas Comuns
- G43 ENX MIG
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
- Categoria Principal
- Dor de cabeça e cefaleias
- Subcategoria
- Enxaqueca com aura ou sem aura
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- outra
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Cerca de 12% da população adulta mundial tem enxaqueca.
- Prevalência no Brasil
- Na casa dos 9-11% da população brasileira, segundo estudos.
- Faixa Etária Principal
- Adultos jovens e adolescentes
- Distribuição por Sexo
- Maior incidência em mulheres
- Grupos de Risco
- História familiar Estresse crônico Distúrbio do sono Alteração hormonal Uso de cafeína Álcool
- Tendência Temporal
- Permanece estável a longo prazo
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Predisposição neurovascular com gatilhos genéticos e ambientais.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Disfunção cortical, ativação de nervo trigêmeo e CGRP gerando dor
- Fatores de Risco
- História familiar Estresse crônico Sono irregular Desidratação Cafeína excessiva Álcool
- Fatores de Proteção
- Rotina de sono estável Hidratação Dieta equilibrada Gerenciamento do estresse
- Componente Genético
- Contribui; risco maior com história familiar
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Dor de cabeça pulsátil, geralmente unilateral
- Sintomas Frequentes
-
NáuseaVontade de vomitarFoto/sonolênciaSensibilidade à luzSensibilidade ao somAura visual ou tátil
- Sinais de Alerta
-
- Dor de início súbito
- Crises novas após 50 anos
- Fraqueza focal
- Dificuldade de fala
- Sinais neurológicos novos
- Evolução Natural
- Crises variam; com tratamento, frequência reduz
- Complicações Possíveis
- Redução da qualidade de vida Ansiedade Depressão Uso excessivo de analgésicos Sono ruim
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- História típica de crises, exclusão de causas graves, resposta a tratamento
- Exames Laboratoriais
- Nenhum teste definitivo Hemograma se suspeitar de doença TSH se sintoma hormonal Eletrolytes se desidratação Função hepática se medicação
- Exames de Imagem
- RM/CT apenas com red flags Não usados rotineiramente em crises Avaliar complicações neurológicas Imagem apenas se necessário
- Diagnóstico Diferencial
-
- Cefaleia tensional
- Cefaleia por uso de analgésicos
- Sinusite
- ACV
- Cefaléia por esforço
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Pode levar meses; pediatria e idosos variam
Tratamento
- Abordagem Geral
- Identificar gatilhos, sono adequado e manejo do estresse; medidas não farmacológicas primeiro
- Modalidades de Tratamento
-
1 Medicamentos para crises2 Prevenção com fármacos3 Terapias comportamentais4 Modificações de estilo5 Terapias direcionadas CGRP
- Especialidades Envolvidas
- Neurologia Medicina de familia Psicologia Nutrição
- Tempo de Tratamento
- Plano contínuo; duração depende de crises e resposta
- Acompanhamento
- Consultas regulares; manter diário de crises
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Com manejo adequado, boa qualidade de vida; crises podem persistir
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Adesão ao tratamento
- Redução de gatilhos
- Ausência de comorbidades
- Acesso a neurologia
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Uso abusivo de analgésicos
- Crises frequentes
- Ansiedade/Depressão
- Sono insuficiente
- Qualidade de Vida
- Impacta rotina; melhora com estratégias adequadas
Prevenção
- Prevenção Primária
- Identifique gatilhos; mantenha rotina estável de sono, hidratação e alimentação
- Medidas Preventivas
-
Dormir bemHidrataçãoDieta equilibradaReduzir cafeínaGestão do estresse
- Rastreamento
- Avaliação periódica com neurologista; ajuste de tratamento
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
chocolate sempre provoca dor
Resposta individual; nem todo paciente reage igual
enxaqueca não é doença séria
Pode atrapalhar vida; tratamento reduz impacto
só adultos têm enxaqueca
Crianças e adolescentes também podem ter
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure médico de família ou neurologia ao notar crises
- Especialista Indicado
- Neurologista
- Quando Procurar Emergência
- Dor súbita forte com fraqueza, fala confusa, ou quedas
- Linhas de Apoio
- SUS 136 Disque Saúde 136 Central de informação
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.