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G40.9
CID-10

Epilepsia

Convulsões

Resumo

Epilepsia envolve crises elétricas cerebrais; tratamento adequado pode controlar crises.

Identificação

Código Principal
G40.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Epilepsia, transtornos neurológicos com crises convulsivas recorrentes
Nome em Inglês
Epilepsy
Outros Nomes
Epilepsia • Convulsões • Crises epilépticas • Paroxismos convulsivos • Epilepsia idiopática
Siglas Comuns
EPI EP G40

Classificação

Capítulo CID
Capítulo VI - Doenças do sistema nervoso
Categoria Principal
Transtornos neurológicos
Subcategoria
Epilepsias
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais apontam ~50 milhões de pessoas; prevalência ~0,6-0,8%
Prevalência no Brasil
Brasil: cerca de 1,5-2 milhões; prevalência ~0,7%
Faixa Etária Principal
Crianças e jovens adultos
Distribuição por Sexo
Levemente mais comum em meninos na infância
Grupos de Risco
História familiar de epilepsia Trauma cranioencefálico Atrasos do desenvolvimento Infecções do SNC Doenças neurológicas associadas
Tendência Temporal
Tendência global estável, variações regionais; avanços terapêuticos melhoram controle.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Predisposição genética com fatores adquiridos que predispõem crises
Mecanismo Fisiopatológico
Hiperexcitabilidade cortical com desequilíbrio GABA/glutamato, gerando crises
Fatores de Risco
História familiar de epilepsia Trauma neurológico Distúrbios do sono Infecções do SNC Atrasos no desenvolvimento Doenças neurológicas associadas
Fatores de Proteção
Adesão ao tratamento Sono regular Redução de estresse Vacinação adequada
Componente Genético
Predisposição genética associada a síndromes epilépticas em alguns grupos

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Crises convulsivas recorrentes com variação de manifestação
Sintomas Frequentes
Perda de consciência súbita
Convulsões tônico-clônicas
Confusão pós-crise
Sensações anômalas (aura)
Movimentos involuntários
Queda de memória entre crises
Sinais de Alerta
  • Crise prolongada (>5 min)
  • Crises repetidas sem recuperação
  • Convulsões durante sono
  • Gravidez com epilepsia
  • Lesões na cabeça após crise
Evolução Natural
Sem tratamento, crises persistem; maior risco de lesões
Complicações Possíveis
Quedas e lesões Status epilepticus Dano cognitivo com controle ruim Impacto na vida escolar/trabalho Depressão e ansiedade

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História de crises + EEG e neuroimagem quando indicado
Exames Laboratoriais
Hemograma Glicose Sódio/Cálcio Função renal/hepática Toxicologia
Exames de Imagem
RM cerebral TC de crânio Angio-RM Perfis de epileptogênese
Diagnóstico Diferencial
  • Síncope
  • Ataques psicogênicos
  • Crises febris com epilepsia
  • Paralisia psicogênica
  • Enxaqueca com aura
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente meses entre início das crises e confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Controle de crises com planejamento multiprofissional e adesão
Modalidades de Tratamento
1 Medicamentos antiepilépticos
2 Cirurgia de epilepsia
3 Estimulação do nervo vago
4 Dieta cetogênica
5 Estimulação cerebral profunda
Especialidades Envolvidas
Neurologia Neurocirurgia Psiquiatria Enfermagem Fisioterapia
Tempo de Tratamento
Duração variável; pode exigir anos ou toda a vida
Acompanhamento
Acompanhamento a cada 3-6 meses com EEG periódico

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com controle adequado, qualidade de vida próxima da população geral
Fatores de Bom Prognóstico
  • Diagnóstico precoce
  • Responda bem aos AED
  • Boas adesão
  • Controle das crises
Fatores de Mau Prognóstico
  • Epilepsia refratária
  • Convulsões frequentes
  • Comorbidades neurológicas
  • Idade avançada
Qualidade de Vida
Com suporte adequado, boa qualidade de vida e participação social

Prevenção

Prevenção Primária
Não é sempre evitável; prevenção depende de evitar lesões SNC
Medidas Preventivas
Vacinação adequada
Sono regular
Adesão ao tratamento
Redução de álcool/drogas
Gestão de crises
Rastreamento
Rastreamento para síndromes familiares e EEG quando indicado

Dados no Brasil

Brasil registra milhares de internações anuais em epilepsia no SUS.
Internações/Ano
Óbitos por epilepsia são baixos com tratamento adequado.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Carga regional maior em áreas com menos acesso a neurologia.

Perguntas Frequentes

1 Epilepsia é contagiosa?
Não. Crises não são transmitidas entre pessoas.
2 Posso levar uma vida normal?
Sim, com tratamento adequado e ajustes de estilo de vida.
3 Diagnóstico rápido depende de quê?
História de crises, EEG e exames de imagem quando necessários.
4 Como prevenir crises?
Adesão a medicação, sono regular, evitar álcool e estresse.
5 Quando retornar ao trabalho?
Depende do controle clínico; converse com seu médico.

Mitos e Verdades

Mito

epilepsia é contagiosa.

Verdade

não é contagiosa; é condição neurológica.

Mito

só crianças ficam doentes.

Verdade

pode ocorrer em qualquer idade.

Mito

todas as crises são iguais.

Verdade

há variação de tipo e duração entre crises.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure neurologista; em crises agudas vá ao pronto atendimento
Especialista Indicado
Neurologista
Quando Procurar Emergência
Crise prolongada (>5 min) ou crises repetidas sem recuperação
Linhas de Apoio
Linha de apoio local Grupos de cuidadores Rede de neurologia regional

CIDs Relacionados

G40.9 G40.1 G40.2 G40.3 G40.8

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.