Esquizofrenia, grupo CID G40.3
Esquizofrenia (outros tipos)
Resumo
G40.3 é esquizofrenia; tratamento multimodal ajuda a controlar sintomas e manter a independência.
Identificação
- Código Principal
- G40.3
- Versão CID
- CID-10
- Nome Oficial
- Esquizofrenia, outros transtornos esquizofreniformes, conforme CID-10
- Nome em Inglês
- Other Schizophrenic Disorders
- Outros Nomes
- Esquizofrenia não especificada • Esquizofenia • Transtornos esquizofreniformes • Esquizofrenia atípica • Esquizofrenia residual
- Siglas Comuns
- SCZ SZ SCHZ
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
- Categoria Principal
- Transtornos psicóticos
- Subcategoria
- Outros transtornos esquizofreniformes
- Tipo de Condição
- transtorno
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- moderada
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Globalmente, ~0,3-0,7% da população; variações decorrem de critérios diagnósticos e métodos.
- Prevalência no Brasil
- Brasil ~0,4-0,6%, com variações regionais e de acesso à saúde.
- Faixa Etária Principal
- 18-45 anos, pico na jovem-adulta.
- Distribuição por Sexo
- Quase equilíbrio entre homens e mulheres; leve variação regional.
- Grupos de Risco
- História familiar de psicose Estresse psicossocial Uso de substâncias Baixa adesão ao tratamento Baixo suporte social
- Tendência Temporal
- Estável globalmente, com variações regionais e detecção mais tardia.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Etiologia multifatorial: genética, neurobiologia e ambiente atuam juntos.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Disfunção dopaminérgica e glutamatérgica, com ruptura na integração sensório-cognitiva.
- Fatores de Risco
- História familiar de psicose Estresse prolongado Baixo suporte social Uso de substâncias Desigualdades sociais Isolamento social
- Fatores de Proteção
- Rede de apoio estável Intervenção precoce Acesso a tratamento contínuo Estilo de vida saudável
- Componente Genético
- Contribuição hereditária moderada a alta em famílias com psicoses.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Delírios ou alucinações com prejuízo funcional.
- Sintomas Frequentes
-
DelíriosAlucinações auditivasPensamento desorganizadoSintomas negativosIsolamento socialFala pouco coerente
- Sinais de Alerta
-
- Queda aguda no funcionamento
- Ideação suicida
- Risco de violência em crise
- Mutismo prolongado
- Negligência extrema
- Evolução Natural
- Sem tratamento, tende a piorar com episódios recorrentes e déficits persistentes.
- Complicações Possíveis
- Déficits cognitivos persistentes Deterioração funcional Uso de substâncias Problemas legais Isolamento social
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- História clínica de sinais psicóticos por ≥1 mês com redução funcional.
- Exames Laboratoriais
- Hemograma completo TSH e T4 Perfil metabólico Renal/hepática Avaliação toxicológica quando indicado
- Exames de Imagem
- RM cerebral TC de crânio RM estrutural se necessário RM funcional opcional
- Diagnóstico Diferencial
-
- Transtorno bipolar com psicose
- Depressão com psicose
- Transtorno de personalidade esquizotípica
- Autismo com psicose
- Delírio delirante
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Varia de meses a anos; depende de acesso a serviços e estigma.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Abordagem multidisciplinar com antipsicóticos, psicoterapia e reabilitação.
- Modalidades de Tratamento
-
1 Farmacológico (antipsicóticos)2 Terapia cognitivo-comportamental3 Intervenção familiar4 Reabilitação ocupacional5 Intervenções psicossociais
- Especialidades Envolvidas
- Psiquiatria Psicologia Enfermagem Terapeutas ocupacionais Assistência social
- Tempo de Tratamento
- Permanente na maioria; ajuste conforme resposta clínica.
- Acompanhamento
- Consultas regulares, adesão e monitoramento de efeitos colaterais; suporte social.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Varia amplamente; com tratamento, estabilidade e função social são possíveis.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- Início precoce de tratamento
- Boa adesão ao tratamento
- Rede de apoio familiar
- Baixa comorbidade
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- Atraso no diagnóstico
- Alta frequência de crises
- Uso de substâncias
- Rede de apoio limitada
- Qualidade de Vida
- Impacto significativo, porém melhoria com manejo, reabilitação e apoio.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Promoção de saúde mental, redução de estressores e apoio familiar estável.
- Medidas Preventivas
-
Acesso precoce a serviçosAcompanhamento contínuoApoio familiarRedução de estressoresEducação sobre sintomas precoces
- Rastreamento
- Triagem de sinais psicóticos na atenção básica para detecção precoce.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
pessoas com esquizofrenia são perigosas.
Violência não é regra; risco aumenta com uso de substâncias ou não tratamento.
não há melhora com tratamento.
Tratamento adequado reduz sintomas e melhora função diária.
é culpa da pessoa.
Fator neurobiológico; ambiente influencia, não culpa.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- CAPS, serviços de saúde mental e pronto atendimento em crise.
- Especialista Indicado
- Psiquiatra ou psicólogo.
- Quando Procurar Emergência
- Procure atendimento se houver risco de dano ou suicídio.
- Linhas de Apoio
- CVV 188 SUS 136 Pró-SUS
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Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.