Epilepsia: evolução histórica do conhecimento
Convulsões recorrentes, epilepsia
Resumo
Epilepsia G40 envolve crises; tratamento controlando crises melhora vida.
Identificação
- Código Principal
- G40
- Versão CID
- CID-11
- Nome Oficial
- Epilepsia e crises convulsivas associadas; grupo de transtornos neurológicos
- Nome em Inglês
- Epilepsy and related seizure disorders
- Outros Nomes
- epiléptico • crises epilépticas • ataques epilépticos • epilepsia espontânea • convulsões recorrentes
- Siglas Comuns
- EPI G40
Classificação
- Capítulo CID
- Capítulo IX - Doenças do sistema nervoso, Epilepsia e crises convulsivas
- Categoria Principal
- Doenças neurológicas e convulsivas
- Subcategoria
- Epilepsias
- Tipo de Condição
- doenca
- Natureza
- cronica
- Gravidade Geral
- variavel
Epidemiologia
- Prevalência Mundial
- Estimativas globais sugerem ~1% da população com epilepsia em algum momento.
- Prevalência no Brasil
- Brasil apresenta prevalência semelhante global, com variações regionais.
- Faixa Etária Principal
- Jovens e adultos jovens são os grupos mais afetados.
- Distribuição por Sexo
- Leve predomínio masculino na infância.
- Grupos de Risco
- história familiar de epilepsia lesões cerebrais encefalopatia infantil infecções cerebrais trauma de parto
- Tendência Temporal
- Casos estáveis ou com leve tendência de alta com melhor detecção.
Etiologia e Causas
- Causa Principal
- Alteração da excitabilidade neuronal com predisposição a crises; múltiplas etiologias.
- Mecanismo Fisiopatológico
- Hiperexcitabilidade neuronal, desequilíbrio entre excitação e inibição, redes cerebrais anormais.
- Fatores de Risco
- História familiar de epilepsia Lesões cerebrais Desordens neurológicas Perinatal-hipóxia Toxinas ou álcool durante gestação Infecções encefálicas
- Fatores de Proteção
- controle adequado de crises evitar lesões segurança durante convulsões adoção de medicação conforme orientação
- Componente Genético
- Contribuição genética frequente em epilepsias familiares; genes alteram suscetibilidade.
Manifestações Clínicas
- Sintoma Principal
- Crises recorrentes com variações: perda de consciência, movimentos convulsivos ou aura.
- Sintomas Frequentes
-
crises tônico-clônicasausênciacrises simples parciaiscrises com generalizaçãoaura sensorialsono-afetação
- Sinais de Alerta
-
- crise prolongada (>5 min)
- status epiléptico
- convulsões durante gravidez
- mudança repentina de consciência
- lesão neurológica nova
- Evolução Natural
- Sem tratamento, crises podem aumentar; com manejo, controle é possível.
- Complicações Possíveis
- queda durante convulsões dano cognitivo isolamento social fraturias por quedas
Diagnóstico
- Critérios Diagnósticos
- História de crises, EEG com padrões epileptiformes, exclusão de outras causas.
- Exames Laboratoriais
- hemograma glicemia eletrólitos função renal função hepática
- Exames de Imagem
- RM cerebral TC sem contraste angio-RM se necessário DTI em pesquisa
- Diagnóstico Diferencial
-
- síncope
- distúrbios do sono
- transtornos psicológicos
- convulsões pseudoneurais
- encefalopatia metabólica
- Tempo Médio para Diagnóstico
- Semanas a meses; depende do registro de crises e exames.
Tratamento
- Abordagem Geral
- Plano integrado com medicação antiepiléptica, educação e monitoramento.
- Modalidades de Tratamento
-
1 anticonvulsivantes2 cirurgia de epilepsia3 estimulação vagal4 dieta cetogênica5 apoio psicossocial
- Especialidades Envolvidas
- Neurologia Neurocirurgia Fisioterapia Psicologia Enfermagem
- Tempo de Tratamento
- Varia; muitos precisam de tratamento por anos.
- Acompanhamento
- Consultas regulares, ajuste de dose, monitoramento de efeitos adversos.
Prognóstico
- Prognóstico Geral
- Perspectiva variável; controle de crises melhora com tratamento, porém requer acompanhamento.
- Fatores de Bom Prognóstico
-
- boa resposta ao AED
- crises bem controladas
- inicio precoce
- bom suporte familiar
- Fatores de Mau Prognóstico
-
- diagnóstico tardio
- frequência alta de crises
- comorbidades
- acesso limitado a tratamento
- Qualidade de Vida
- Varia conforme suporte; redes de apoio melhoram bem-estar.
Prevenção
- Prevenção Primária
- Tratar lesões cerebrais, infecções e manter pré-natal de qualidade.
- Medidas Preventivas
-
sono regularevitar álcoolcontrole de febreuso correto de medicaçãoproteção em esportes
- Rastreamento
- Acompanhamento com neurologista e EEG conforme necessidade.
Dados no Brasil
Perguntas Frequentes
Mitos e Verdades
epilepsia impede qualquer vida normal.
com tratamento, muitos levam vida produtiva.
crises apenas quando está estressado.
podem ocorrer sem relação com estresse.
alimentação não importa.
dieta e estilo de vida influenciam controle.
Recursos para o Paciente
- Onde Buscar Ajuda
- Procure neurologista e serviços de referência pela rede pública ou particular.
- Especialista Indicado
- Neurologista com foco em epilepsia.
- Quando Procurar Emergência
- Convulsão >5 minutos, status epileptico, alterações graves.
- Linhas de Apoio
- Centro de apoio à epilepsia Ligações de suporte Contato local de paciente
CIDs Relacionados
Aviso Importante
As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.