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fibrose pulmonar cid
CID-10

Fibrose pulmonar

Fibrose pulmonar

Resumo

Fibrose pulmonar é cicatrização do pulmão que dificulta respirar progressivamente.

Identificação

Código Principal
J84.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Fibrose pulmonar idiopática
Nome em Inglês
Idiopathic Pulmonary Fibrosis
Outros Nomes
fibrose pulmonar • fibrose intersticial • fibrose do parênima • pneumopatia intersticial fibrosante • IPF
Siglas Comuns
IPF FPI PIF

Classificação

Capítulo CID
Capítulo X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Doenças intersticiais pulmonares
Subcategoria
Fibrose pulmonar idiopática e variantes
Tipo de Condição
doenca
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 2 milhões de pessoas com fibrose pulmonar
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; estimativas emergentes
Faixa Etária Principal
Adultos de meia-idade a idosos
Distribuição por Sexo
Sexo equilibrado, leve predomínio masculino
Grupos de Risco
Tabagismo Exposição a poeiras ocupacionais Doenças autoimunes Poluição do ar Genética em alguns casos
Tendência Temporal
Aumento gradual com diagnóstico mais precoce

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa multicausal; fatores genéticos, exposições e doenças autoimunes influenciam
Mecanismo Fisiopatológico
Fibrose envolve ativação de fibroblastos, remodelamento do parênima e alterações na matriz
Fatores de Risco
Tabagismo histórico Exposição ocupacional a sílica Poluição do ar Idade avançada Genética familiar
Fatores de Proteção
Evitar fumo Vacinas atualizadas Proteção respiratória em ambientes Controle de doenças autoimunes
Componente Genético
Variações genéticas associadas em subtipos; herança familiar em alguns casos

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Tosse seca persistente com falta de ar gradual
Sintomas Frequentes
Dispneia de esforço
Tosse seca
Fadiga
Perda de peso leve
Dor torácica leve
Sinais de Alerta
  • Saturação baixa em repouso
  • Infecções respiratórias frequentes
  • Hipoxemia com esforço
  • Edema de membros inferiores
  • Descompensação respiratória aguda
Evolução Natural
Progride lentamente se não tratada; pode permanecer estável por períodos
Complicações Possíveis
Hipertensão pulmonar Insuficiência respiratória Falência cardíaca direita Infecções graves Redução da qualidade de vida

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
História clínica, HRCT compatível e exclusão de outras causas
Exames Laboratoriais
Gasometria arterial Panel autoimune Marcadores de fibrose DLCO Hemograma
Exames de Imagem
TCAR (HRCT) Radiografia de tórax Ecocardiograma RM torácica
Diagnóstico Diferencial
  • Sarcoidose
  • Asma com fibrose
  • Fibrose induzida por fármacos
  • Doenças autoimunes
  • Neoplasia
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia de meses a anos até confirmação

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar com reabilitação, controle de comorbidades e suporte sintomático
Modalidades de Tratamento
1 Antifibróticos
2 Transplante pulmonar (quando indicado)
3 Oxigenoterapia
4 Reabilitação pulmonar
5 Controle de infecções
Especialidades Envolvidas
Pneumologia Reumatologia Fisioterapia respiratória Geriatria Nutrição
Tempo de Tratamento
Tratamento geralmente por anos, com ajustes conforme resposta
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 3-6 meses; acompanhar função pulmonar e HRCT

Prognóstico

Prognóstico Geral
Variável; IPF costuma ter pior prognóstico, outras formas progridem mais lentamente
Fatores de Bom Prognóstico
  • Função pulmonar preservada
  • Padrão HRCT não extenso
  • Boa resposta ao tratamento
  • Baixa fibrose associada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Dano extenso na HRCT
  • Hipertensão pulmonar
  • DLCO muito reduzido
  • Idade avançada
Qualidade de Vida
Impacto significativo na vida diária, com apoio adequado mantendo autonomia

Prevenção

Prevenção Primária
Evitar fumo, poeiras ocupacionais e gatilhos ambientais
Medidas Preventivas
Proteção respiratória
Redução de poluição
Vacinação atualizada
Gerenciamento de doenças autoimunes
Higiene de vias aéreas
Rastreamento
Acompanhamento periódico para detectar progressão

Dados no Brasil

Estimativas: centenas de internações anuais
Internações/Ano
Mortes relacionadas variam conforme subgrupo
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais casos no Sudeste e Sul; acesso menor no Norte/Nordeste

Perguntas Frequentes

1 Posso ter fibrose sem necessidade de tratamento?
Diagnóstico varia; algunsSubtipos não exigem antifibrótico, depende do quadro.
2 A fibrose pode regredir?
Não costuma regredir; tratamento busca estabilizar a doença.
3 Como saber se preciso de oxigênio?
Medição de saturação e gás arterial orientam necessidade.
4 Existe cura com dieta ou suplementação?
Não há cura; alimentação equilibrada colabora com bem‑estar.
5 Qual a expectativa de vida?
Depende do subtipo e comorbidades; números variam.

Mitos e Verdades

Mito

fumar sozinho causa fibrose

Verdade

Fatores ambientais inflagram; o fumo aumenta risco, não é a única causa

Mito

antifibróticos são perigosos

Verdade

Medicamentos retardam progressão; efeitos são monitorados

Mito

qualquer pessoa pode ter cura rápida

Verdade

Tratamento não cura; melhora qualidade de vida e função

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure um pneumologista ou centro de fibrose pulmonar
Especialista Indicado
Pneumologista
Quando Procurar Emergência
Sinais de urgência: respiração rápida, saturação baixa, confusão
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS Central 136 Grupos de pacientes locais

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.