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faringoamigdalite bacteriana cid
CID-10

Faringite estreptocócica aguda

dor de garganta por estreptococo

Resumo

Faringite bacteriana é dor de garganta causada por bactéria; tratamento rápido ajuda a melhorar e evitar complicações.

Identificação

Código Principal
J02.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Faringite estreptocócica aguda
Nome em Inglês
Acute streptococcal pharyngitis
Outros Nomes
faringite por Streptococcus • faringite estreptocócica aguda • amigdalite bacteriana • dor de garganta bacteriana • infecção de garganta por estreptococo
Siglas Comuns
FSA GAS EST

Classificação

Capítulo CID
Cap. X - Doenças do sistema respiratório
Categoria Principal
Infecções respiratórias superiores
Subcategoria
Faringite bacteriana
Tipo de Condição
doenca
Natureza
aguda
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Incidência global variável; pico sazonal no frio, maior em crianças.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais variam; mais comum em crianças escolarizadas.
Faixa Etária Principal
Pico em 5-14 anos; adultos também afetados.
Distribuição por Sexo
Leve predomínio ou equilíbrio entre sexos.
Grupos de Risco
Contato próximo com portadores Crianças em creches Escolas fechadas Higiene inadequada Sistema imune reduzido
Tendência Temporal
Varia conforme sazonalidade; tendência estável com fluidez.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Streptococcus pyogenes (Grupo A) é a principal bactéria.
Mecanismo Fisiopatológico
Bactéria invade mucosa faríngea, provoca inflamação e linfadenopatia.
Fatores de Risco
Contato próximo com portadores Idade escolar Higiene deficiente Sistema imune reduzido Condições de convivência coletiva Fatores ambientais de inverno
Fatores de Proteção
Higiene das vias aéreas Uso adequado de higiene bucal Acesso rápido a atendimento Vacinas disponíveis quando houver
Componente Genético
Não há herança direta; predisposição marginal pela imunidade.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor de garganta súbita com febre e mal-estar.
Sintomas Frequentes
Dor ao engolir
Febre
Exsudato nas amígdalas
Gânglios do pescoço inchados
Dor de cabeça
Mal-estar geral
Sinais de Alerta
  • Dificuldade para engolir ou respirar
  • Dor de garganta muito intensa com rigidez
  • Pigmentação de pele com febre alta
  • Alteração mental súbita
  • Sinais de desidratação
Evolução Natural
Melhora com tratamento; sem ele, curso por dias e pode ter complicações raras.
Complicações Possíveis
Otite média Abscesso periamigdaliano Glomerulonefrite pósestreptocócica Febre reumática rara Bacteraemia ocasional

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica compatível; confirmação com testes se necessário.
Exames Laboratoriais
Cultura de garganta Teste rápido de antígeno Hemograma com leucocitose neutrofílica PCR quando disponível Antibiograma se persistente
Exames de Imagem
Radiografia de pescoço quando complicação suspeita RM/CT apenas em casos específicos Nenhuma imagem rotina
Diagnóstico Diferencial
  • Viral faringite
  • Mononucleose infecciosa
  • Gengivite bacteriana
  • Abscesso de garganta
  • Difteria (rara)
Tempo Médio para Diagnóstico
1-3 dias desde início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor e febre com medidas simples; antibiótico conforme confirmação.
Modalidades de Tratamento
1 Antibiótico adequado
2 Analgésico/antitérmico
3 Hidratação
4 Gargarejos com salino
5 Descanso
Especialidades Envolvidas
Clínico Geral Pediatra Otorrino Enfermeiro Farmacêutico
Tempo de Tratamento
7 a 10 dias de antibiótico; ajuste conforme resposta
Acompanhamento
Reavaliação em 48-72h; retorno se piorar

Prognóstico

Prognóstico Geral
Boa perspectiva com tratamento adequado.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Tratamento precoce
  • Ausência de complicações
  • Boa adesão ao tratamento
  • Imunidade adequada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Atraso diagnóstico
  • Inadequação de tratamento
  • Comorbidades graves
  • Acesso limitado a cuidado
Qualidade de Vida
Rápida restauração das atividades com tratamento adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene, evitar compartilhamento de itens, buscar atendimento rápido.
Medidas Preventivas
Higiene das mãos
Cobrir tosse
Não compartilhar utensílios
Tratamento adequado de quadros respiratórios
Ambiente escolar saudável
Rastreamento
Não há rastreamento populacional; foco em diagnóstico de casos.

Dados no Brasil

Milhares por ano; picos sazonais variam.
Internações/Ano
Mortalidade baixa; complicações raras podem ocorrer.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior impacto em áreas urbanas; disparidades regionais existem.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais de faringite bacteriana?
Dor de garganta súbita, febre e amígdalas inflamadas com exsudato.
2 Quando preciso de antibiótico?
Se houver infecção bacteriana confirmada ou fortemente provável.
3 Exames ajudam a confirmar?
Teste rápido ou cultura podem confirmar estreptococo.
4 A transmissão pode ser evitada?
Higiene das mãos e higiene respiratória ajudam a reduzir risco.
5 Posso retornar ao trabalho hoje?
Depende de sintomas; febre exige repouso e avaliação.

Mitos e Verdades

Mito

antibiótico cura tudo sem diagnóstico.

Verdade

antibióticos só ajudam infecções bacterianas.

Mito

gripe vira faringite bacteriana.

Verdade

gripe é viral; antibiótico não resolve.

Mito

dor de garganta nunca é contagiosa.

Verdade

pode ser transmitida por gotículas; higiene reduz risco.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro atendimento é com médico da família ou pediatra.
Especialista Indicado
Clínico geral ou otorrinolaringologista.
Quando Procurar Emergência
Dificuldade para respirar, febre alta persistente, desidratação.
Linhas de Apoio
Disque Saúde 136 SUS 0800-123-4567 Centros de saúde locais

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.