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faringite bacteriana cid
CID-10

Faringite bacteriana aguda

Dor de garganta bacteriana

Resumo

Dor de garganta forte, dor ao engolir; antibiótico apenas se indicado.

Identificação

Código Principal
J02.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Faringite aguda de origem bacteriana, conforme OMS; inflamação da mucosa faríngea por bactérias
Nome em Inglês
Acute bacterial pharyngitis
Outros Nomes
faringite estreptocócica • faringite aguda bacteriana • infecção de garganta bacteriana • angina bacteriana • inflamação faríngea bacteriana
Siglas Comuns
J02.0 J02.9 CID-10

Classificação

Capítulo CID
Capítulo II - Doenças do aparelho respiratório superior
Categoria Principal
Doenças infecciosas do trato respiratório superior
Subcategoria
Faringite bacteriana aguda
Tipo de Condição
doenca
Natureza
infecciosa
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Casos comuns entre crianças; maior incidência no inverno em muitos países.
Prevalência no Brasil
Dados oficiais são limitados; tendência sazonal com mais casos no frio.
Faixa Etária Principal
Crianças pequenas e adolescentes, também adultos
Distribuição por Sexo
Quase igual entre homens e mulheres
Grupos de Risco
crianças pequenas escola/creche imunossupressão tabagismo passivo uso indiscriminado de antibióticos
Tendência Temporal
Varia com vacinação, higiene e comportamento; tendência moderada

Etiologia e Causas

Causa Principal
Bactérias estreptocócicas grupo A é a mais comum; outras bactérias também causam
Mecanismo Fisiopatológico
Infecção bacteriana leva inflamação da mucosa faríngea com dor, edema, febre
Fatores de Risco
exposição a portadores crianças em creche sintomas de resfriado recente imunossupressão ambientes fechados higiene inadequada
Fatores de Proteção
higiene adequada vacinação geral evitar compartilhamento de talheres boa hidratação
Componente Genético
Herança não define risco significativo para faringite bacteriana

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dor de garganta súbita com piora ao engolir
Sintomas Frequentes
dor ao engolir
febre
amígdalas avermelhadas com secreção
linfadenopatia cervical dolorosa
mal estar
dor de cabeça
Sinais de Alerta
  • dificuldade para respirar
  • dor ao engolir impede alimentação
  • manchas roxas na pele
  • dor de ouvido severa
  • desidratação
Evolução Natural
Sem tratamento, pode persistir por dias; complicações são raras
Complicações Possíveis
abscesso periamigdaliano febre reumática rara otite média sinusite disseminação bacteriana rara

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica com sinais típicos; confirmação por teste rápido ou cultura
Exames Laboratoriais
Teste rápido de Streptococcus Cultura de garganta Hemograma com leucocitose PCR apenas se indicado Não obrigatório
Exames de Imagem
Nenhum exame de imagem padrão
Diagnóstico Diferencial
  • Faringite viral
  • Amigdalite bacteriana não estreptocócica
  • Mononucleose infecciosa
  • Angina estreptocócica
  • Reação alérgica aguda
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente 1–3 dias desde início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Alívio da dor, hidratação e antibiótico apenas quando indicado
Modalidades de Tratamento
1 Analgesia
2 Hidratação
3 Antibiótico quando indicado
4 Gargarejos com sal
5 Descanso
Especialidades Envolvidas
Clínico geral Pediatra Otorrinolaringologista Enfermagem Laboratório
Tempo de Tratamento
5–10 dias de antibiótico quando indicado
Acompanhamento
Retorno em 48–72h para reavaliação; observar sinais de piora

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva boa com tratamento adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Resposta rápida ao tratamento
  • Ausência de sinais graves
  • Apoio familiar
  • Hidratação adequada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Adesão baixa
  • Imunossupressão
  • Diabetes descontrolado
  • Desidratação grave
Qualidade de Vida
Melhora rápida com tratamento e repouso

Prevenção

Prevenção Primária
Higiene das mãos, evitar compartilhar utensílios, manter vacinação em dia
Medidas Preventivas
Lavar mãos frequentemente
Cobrir boca ao tossir
Não compartilhar talheres
Boa higiene bucal
Ambientes arejados
Rastreamento
Não há rastreamento de rotina específico; avaliação clínica

Dados no Brasil

Internações por IRAs pediátricas variam por região
Internações/Ano
Óbitos são raros quando tratado adequadamente
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com recursos variáveis afetam diagnóstico

Perguntas Frequentes

1 Posso tomar antibiótico sem confirmação da bactéria?
Não. antibióticos devem ser usados apenas quando indicado pelo médico.
2 Quanto tempo leva para melhorar?
Geralmente 2–3 dias com tratamento adequado e hidratação.
3 Dor de garganta pode ser vírus?
Sim, viral é comum; diferença é que bacteriana responde ao antibiótico.
4 Pode retornar ao trabalho?
Sim quando obedecer sinais de recuperação e orientação médica.
5 Há necessidade de acompanhamento?
Consultas de retorno se sintomático piorar ou não melhorar.

Mitos e Verdades

Mito

antibiótico cura gripe rapidamente.

Verdade

gripe é viral; antibióticos não ajudam.

Mito

dor de garganta sempre requer antibiótico.

Verdade

apenas infecção bacteriana justifica antibiótico.

Mito

higiene não muda risco.

Verdade

higiene reduz transmissão e doença.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure clínica ou pronto atendimento; procure ajuda rápida se houver dificuldade respiratória
Especialista Indicado
Clínico geral ou otorrinolaringologista
Quando Procurar Emergência
Dificuldade para respirar, febre alta persistente, desidratação
Linhas de Apoio
SUS 136 Central de atendimento saúde

CIDs Relacionados

J02.0 J02.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.