contato@nztbr.com
F73
CID-10

Deficiência intelectual profunda

Deficiência intelectual muito grave

Resumo

Deficiência intelectual profunda é dificuldade de aprender e realizar tarefas com apoio.

Identificação

Código Principal
F73
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Deficiência intelectual profunda
Nome em Inglês
Profound intellectual disability
Outros Nomes
Deficiência intelectual severa • Deficiência cognitiva grave • Transtorno intelectual profundo • Deficiência intelectual grave • Atraso intelectual profundo
Siglas Comuns
DI ID PI

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais
Categoria Principal
Transtornos do desenvolvimento intelectual
Subcategoria
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
congenita
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; deficiência intelectual grave a moderada afeta≈1% da população.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; variações regionais; tendência semelhante ao global.
Faixa Etária Principal
Infância e adolescência
Distribuição por Sexo
Proporção quase igual entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Genética Baixo nível socioeconômico Prematuridade Infecções congênitas Defeitos congênitos
Tendência Temporal
Tendência estável; avanços em diagnóstico e inclusão educativa.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem genética/neurológica congênita, com variação ambiental.
Mecanismo Fisiopatológico
Desenvolvimento cerebral prejudicado levando a déficits cognitivos.
Fatores de Risco
Herança familiar Genética Prematuridade Infecção materna Álcool/Drogas na gestação Nutrição inadequada
Fatores de Proteção
Estimulação precoce Nutrição adequada Cuidados pré-natais Ambiente estimulante
Componente Genético
Contribuição genética significativa em muitos casos; síndromes associadas.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Déficits intelectuais com limitações adaptativas
Sintomas Frequentes
Dificuldade de linguagem
Dificuldade de raciocínio
Baixa comunicação social
Dependência de apoio diário
Autocuidado limitado
Dificuldade de resolução de problemas
Sinais de Alerta
  • Atraso de desenvolvimento acentuado
  • Perda de habilidades já adquiridas
  • Convulsões persistentes
  • Declínio súbito de atenção
  • Dor neurológica focal
Evolução Natural
Sem intervenção, déficits persistem; com suporte, ganhos funcionais ocorrem.
Complicações Possíveis
Baixo rendimento escolar Dependência de cuidados Riscos de saúde mental Dificuldades de inclusão social Problemas de linguagem persistentes

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica, QI e habilidades adaptativas
Exames Laboratoriais
Teste genético Hemograma Perfil metabólico Avaliação da tireoide Avaliação neurológica
Exames de Imagem
RM cerebral TC se indicado Ultrassom transfontanelar
Diagnóstico Diferencial
  • Autismo
  • Transtornos da linguagem
  • Atraso no desenvolvimento
  • TDAH
  • Transtornos neurológicos
Tempo Médio para Diagnóstico
Diagnóstico infantojuvenil depende de avaliação multidisciplinar

Tratamento

Abordagem Geral
Intervenção multidisciplinar com educação especial, estimulação e apoio familiar.
Modalidades de Tratamento
1 Educação especial
2 Estimulação cognitiva
3 Terapia da fala
4 Apoio psicossocial
5 Plano educacional Individualizado
Especialidades Envolvidas
Neurologia Genética Pediatria Fisioterapia Fonoaudiologia
Tempo de Tratamento
Duração longa; revisões periódicas ao longo da vida
Acompanhamento
Consultas periódicas com equipe multidisciplinar e família

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com suporte adequado, qualidade de vida pode ser boa.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Acesso precoce a serviços
  • Educação inclusiva
  • Apoio familiar
  • Intervenção multidisciplinar
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diagnóstico tardio
  • Comorbidades
  • Baixo suporte social
  • Recursos limitados
Qualidade de Vida
FFT: boa com suporte adequado e inclusão social

Prevenção

Prevenção Primária
Estimulação precoce, saúde materna e nutrição adequada.
Medidas Preventivas
Estimulação precoce
Nutrição materna
Cuidados pré-natais
Vacinação
Ambiente estimulante
Rastreamento
Triagens de atraso no desenvolvimento na infância; avaliações regulares.

Dados no Brasil

Poucas internações diretas; foco fica nas comorbidades.
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta; fatores associados predominam.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Acesso melhora detecção em capitais; áreas rurais menos atendidas.

Perguntas Frequentes

1 Pessoas com DI não aprendem de jeito nenhum?
Com apoio adequado, muitos aprendem e progridem.
2 DI é culpa dos pais?
Não; causas genéticas e biológicas são predominantes.
3 Remédios curam DI?
Não há cura; foco é desenvolvimento e suporte.
4 DI afeta apenas o aprendizado?
Impacta múltiplas áreas; inclusão e saúde ampliam qualidade.
5 Como prevenir dificuldades futuras?
Estimulação precoce, saúde materna e educação inclusiva.

Mitos e Verdades

Mito

DI impede qualquer aprendizado.

Verdade

Treinamento adequado possibilita desenvolvimento.

Mito

DI resulta de má educação dos pais.

Verdade

Predomínio de fatores biológicos; ambiente ajuda.

Mito

Remédios curam DI.

Verdade

Não há cura; manejo melhora função.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure pediatra ou neurologista infantil para primeiros passos.
Especialista Indicado
Pediatra ou neurologista infantil
Quando Procurar Emergência
Convulsões persistentes, piora súbita, dor extrema
Linhas de Apoio
Central de apoio a famílias Linha Sana DI

CIDs Relacionados

F70 F71 F72 F74 F78

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.