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F70-F79
CID-10

Deficiência intelectual

Deficiência intelectual

Resumo

Deficiência intelectual envolve funcionamento intelectual menor da média com impacto na vida diária.

Identificação

Código Principal
F70-F79
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Deficiência intelectual segundo a OMS, transtorno neurodesenvolvimental.
Nome em Inglês
Intellectual Disability
Outros Nomes
retardo intelectual • discapacidade intelectual • deficiência cognitiva • deficiência mental histórica • baixa capacidade intelectual
Siglas Comuns
DI ID IID

Classificação

Capítulo CID
Capítulo F70-F79 - Deficiências intelectuais
Categoria Principal
Transtornos do neurodesenvolvimento
Subcategoria
Leve a grave, conforme funcionamento adaptativo
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais: 1-3% da população com deficiência intelectual de leve a grave.
Prevalência no Brasil
Brasil: estimativa de 1,5-2,5% da população.
Faixa Etária Principal
Pré-escolar e idade escolar, com diagnóstico jovem
Distribuição por Sexo
Proporção semelhante entre sexos; leve predomínio masculino.
Grupos de Risco
Prematuridade Baixo peso ao nascer Transtornos genéticos Infecção materna na gestação Desnutrição fetal
Tendência Temporal
Melhorias com detecção precoce e intervenção educacional.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial: genéticos, ambientais e neurodesenvolvimentais.
Mecanismo Fisiopatológico
Deficit cognitivo por alteração no desenvolvimento neural e conectividade.
Fatores de Risco
Idade materna avançada Baixo nível educacional Baixo socioeconômico Genética Eventos pré e perinatais Acesso limitado a saúde
Fatores de Proteção
Estimulação precoce Cuidados pré-natais adequados Aleitamento materno Ambiente estável
Componente Genético
Contribuição genética significativa em muitos casos, com alterações cromossômicas.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Dificuldade em aprender, pensar e resolver problemas.
Sintomas Frequentes
Baixa pontuação em testes de QI
Desenvolvimento lento da linguagem
Dificuldade de leitura/escrita e matemática
Dificuldade de adaptação às regras sociais
Habilidades de vida diária limitadas
Atraso no desenvolvimento motor
Sinais de Alerta
  • Atraso no marco da linguagem aos 2 anos
  • Perda de habilidades já adquiridas
  • Convulsões
  • Dores de cabeça persistentes
  • Mudanças bruscas de comportamento
Evolução Natural
Sem intervenção, defasagens persistem; com apoio melhora autonomia.
Complicações Possíveis
Baixa escolaridade Desafios de emprego Dependência de cuidadores Conflitos familiares Condições de saúde mental

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação de funcionamento adaptativo prejudicado com QI abaixo da média.
Exames Laboratoriais
Hemograma Perfil metabólico Avaliação genética Tireoide Nível de vitaminas
Exames de Imagem
RM/TC cerebral em casos específicos Avaliação neurológica funcional Exames adicionais conforme necessidade EEG se convulsões
Diagnóstico Diferencial
  • Autismo com atraso intelectual
  • Transtornos de linguagem
  • Transtornos de aprendizagem
  • Deficiências sensoriais
Tempo Médio para Diagnóstico
Habitualmente entre 3 e 6 anos quando há acompanhamento adequado.

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar com foco em autonomia e inclusão.
Modalidades de Tratamento
1 Estimulação precoce
2 Terapia da fala
3 Reabilitação cognitiva
4 Apoio educacional
5 Apoio psicossocial
Especialidades Envolvidas
Pediatria Neurologia Psicologia Fisioterapia Terapeuta ocupacional
Tempo de Tratamento
Duração contínua, ajustada às metas individuais.
Acompanhamento
Consultas regulares; retorno a cada 3-6 meses conforme necessidade.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva varia; com suporte, maior autonomia e qualidade de vida.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce de intervenção
  • Ambiente estável
  • Rede de apoio
  • Educação inclusiva
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diagnóstico tardio
  • Baixo suporte familiar
  • Comorbidades graves
  • Condições genéticas severas
Qualidade de Vida
Pode ser excelente com suporte adequado, inclusão e oportunidades.

Prevenção

Prevenção Primária
Estimulação infantil, pré-natal adequado e nutrição.
Medidas Preventivas
Estimulação precoce
Educação parental
Acesso a saúde
Vacinação
Nutrição adequada
Rastreamento
Triagem de desenvolvimento na infância com encaminhamentos necessários.

Dados no Brasil

Estimativas nacionais variam por região.
Internações/Ano
Óbitos diretos são raros; associados a comorbidades.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Disparidades regionais; maior acesso em capitais.

Perguntas Frequentes

1 O que é DI?
Condição neurodesenvolvimental com dificuldades intelectuais e de adaptação.
2 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação multidisciplinar com QI, habilidades adaptativas e linguagem.
3 O DI pode ser tratado?
Tratamentos visam educação, terapia e apoio familiar; não há cura.
4 Qual a expectativa de vida?
Vida plena com suporte; depende de comorbidades e serviços.
5 Como ajudar no dia a dia?
Rotinas estáveis, comunicação simples, estímulo e inclusão escolar.

Mitos e Verdades

Mito

DI vem de má educação dos pais.

Verdade

fatores genéticos e ambientais influenciam.

Mito

DI não tem tratamento.

Verdade

habilidades melhoram com intervenção.

Mito

DI impede qualquer aprendizado.

Verdade

aprendizagem possível, com apoio adequado.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Primeiro passo: procurar pediatra ou médico de família.
Especialista Indicado
Pediatra ou neurologista infantil.
Quando Procurar Emergência
Convulsões, dor intensa ou confusão; procure pronto atendimento.
Linhas de Apoio
Disque DI Brasil: 0800-000-0000 Rede de apoio local Serviço de saúde mental

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.