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F60.3
CID-10

Transtorno de personalidade borderline

Transtorno de personalidade limítrofe (bordeline)

Resumo

Transtorno borderline: humor instável, relacionamentos difíceis, impulsividade.

Identificação

Código Principal
F60.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno da personalidade limítrofe
Nome em Inglês
Borderline Personality Disorder
Outros Nomes
Transtorno de personalidade limítrofe • Borderline • HPD • Transtorno de personalidade limite • Personalidade borderline
Siglas Comuns
BPD HPD TPL

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos de personalidade
Subcategoria
Transtorno de personalidade Borderline (F60.3)
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variável

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global de 1-2% da população adulta.
Prevalência no Brasil
Estimativas no Brasil variam de 1-3% da população.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens
Distribuição por Sexo
Mais comum em mulheres
Grupos de Risco
Trauma infantil História de abuso Fatores familiares de risco Comorbidades psiquiátricas Baixo apoio social
Tendência Temporal
Evolui com tratamento; sem padrão universal

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fatores genéticos, neurobiologia e ambiente se combinam na origem.
Mecanismo Fisiopatológico
Dificuldade na regulação emocional, impulsividade, instabilidade afetiva.
Fatores de Risco
Trauma infantil História familiar de transtornos Problemas de apego Uso de substâncias Depressão na família Violência familiar
Fatores de Proteção
Rede de apoio estável Terapia precoce Estrutura familiar saudável Acesso a tratamento
Componente Genético
Contribuição genética moderada; herança poligênica.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Instabilidade emocional com mudanças rápidas de humor.
Sintomas Frequentes
Medo intenso de abandono
Relacionamentos instáveis
Impulsividade em áreas como gastos, sexo ou risco
Autoimagem instável
Ideação suicida transitória
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida persistente
  • Autolesões frequentes
  • Risco de dano a si mesmo ou a terceiros
  • Comportamento autodestrutivo
  • Queda acentuada na funcionalidade
Evolução Natural
Pode piorar sem tratamento; melhora com terapia psicossocial estável.
Complicações Possíveis
Danos em relacionamentos Problemas no trabalho Isolamento social Uso de substâncias Risco suicídio

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica usando critérios ICD-10/DSM-5; sofrimento e prejuízo significativos.
Exames Laboratoriais
Não há biomarcador definitivo Exclusão de causas orgânicas Triagem de hormônios Avaliação de uso de substâncias Avaliação de humor
Exames de Imagem
Não há marcador diagnóstico específico RM/TC apenas para excluir outras causas Avalia comorbidades psiquiátricas Não é diagnóstico por imagem
Diagnóstico Diferencial
  • Transtornos depressivos
  • Transtorno bipolar
  • Transtorno de personalidade histriônica
  • Transtornos de ansiedade
  • Transtorno por uso de substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
Pode levar anos entre surgimento de sinais e confirmação clínica.

Tratamento

Abordagem Geral
Terapia psicossocial com foco em regulação emocional e vínculos estáveis.
Modalidades de Tratamento
1 Psicoterapia
2 Terapias de regulação emocional
3 Medicamentos adjuvantes
4 Gestão de crise
5 Reabilitação psicossocial
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Enfermagem psiquiátrica Serviço social Reabilitação psicossocial
Tempo de Tratamento
Longa duração, com continuidade ao longo da vida
Acompanhamento
Acompanhamento mensal inicial, depois trimestral, com monitoramento de risco

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva de melhora com tratamento a longo prazo; traços podem persistir.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Engajamento terapêutico estável
  • Poucos episódios de crise
  • Rede de apoio
  • Adesão ao tratamento
Fatores de Mau Prognóstico
  • Trauma contínuo
  • Comorbidades graves
  • Falha no acompanhamento
  • Ausência de rede de suporte
Qualidade de Vida
Pode sofrer variações na vida social, profissional e afetiva; melhoria com tratamento.

Prevenção

Prevenção Primária
Apoio emocional na família, educação sobre trauma e saúde mental.
Medidas Preventivas
Acesso a psicoterapia
Redução de estressores
Apoio social
Treinamento de habilidades emocionais
Detecção precoce de comorbidades
Rastreamento
Avaliação periódica de humor, risco suicida e comorbidades.

Dados no Brasil

Estimativas variam por região; internações em crises ocorrem.
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta; comorbidades elevam risco.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior acesso em áreas urbanas; regiões rurais com menos recursos.

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais indicam necessidade de avaliação?
Mudanças de humor intensas, medo de abandono, crises frequentes exigem avaliação.
2 O que é DBT?
Terapia que ensina habilidades para gerir emoções e crises.
3 É possível curar completamente?
Tratamento reduz sintomas; algumas pessoas atingem controle duradouro.
4 Como prevenir recaídas?
Manter terapia, rede de apoio e adesão ao plano de cuidado.
5 Posso falar com alguém sobre isso?
Sim; conversar com profissional de saúde reduz barreiras e medo.

Mitos e Verdades

Mito

pacientes não mudam.

Verdade

tratamento eficaz melhora funcionamento.

Mito

não há esperança de recuperação.

Verdade

terapias comprovam redução de crises.

Mito

é sinal de fraqueza buscar ajuda.

Verdade

cuidado profissional gera melhoria.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento médico próximo; psiquiatria ou psicologia.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico.
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco imediato, ligue 188 ou vá ao pronto atendimento.
Linhas de Apoio
Disque 188 Centros de referência locais SAMU 192

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F60.3

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.