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F50.2
CID-10

Transtorno da compulsão alimentar

Compulsão alimentar

Resumo

BE envolve episódios de comer muito com culpa e sofrimento.

Identificação

Código Principal
F50.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno da compulsão alimentar
Nome em Inglês
Binge-Eating Disorder
Outros Nomes
Transtorno da compulsão alimentar • Compulsão alimentar episódica • Episódios de comer excessivo • Distúrbio de hiperfagia episódica • Transtorno alimentar sem purgação
Siglas Comuns
BE T.E.A.

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos alimentares
Subcategoria
Transtorno da compulsão alimentar
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais variam; adultos entre 1-4% apresentam BE.
Prevalência no Brasil
Brasil segue tendência mundial; dados nacionais variam por estudo.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade; início comum na adolescência
Distribuição por Sexo
Mulheres um pouco mais atingidas que homens
Grupos de Risco
Sobrepeso/obesidade História familiar de transtornos Baixa autoestima Rotina alimentar irregular Estresse crônico
Tendência Temporal
Aumento gradual na conscientização e diagnóstico

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial: genética, neurobiologia, ambiente.
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção de circuits de recompensa; desequilíbrio leptina/insulina; falha de controle pré-frontal
Fatores de Risco
Sobrepeso/obesidade História familiar de TAE Baixa autoimagem Dieta restritiva prolongada Estresse Regulação emocional deficiente
Fatores de Proteção
Suporte familiar Acesso a tratamento Rotina alimentar estável Imagem corporal positiva
Componente Genético
Herança moderada; risco maior com histórico familiar

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Episódios repetidos de comer muito com perda de controle
Sintomas Frequentes
Comer rapidamente
Comer até desconforto
Sentir culpa ou vergonha
Comer isoladamente
Baixa satisfação depois das refeições
Preocupação com peso
Sinais de Alerta
  • Mudança súbita nos hábitos
  • Dor torácica ou dificuldade respiratória
  • Pensamentos suicidas
  • Uso de álcool/medicamentos para lidar
  • Sinais de desnutrição
Evolução Natural
Sem tratamento, episódios podem piorar e impactar bem-estar
Complicações Possíveis
Obesidade Síndrome metabólica Diabetes tipo 2 Distúrbios cognitivos por obesidade Problemas gastrointestinais

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Episódios recorrentes com perda de controle, >=1x/semana por 3 meses, sofrimento significativo.
Exames Laboratoriais
Glicemia de jejum Perfil lipídico Hemograma Vitamina D TSH/T4
Exames de Imagem
Ultrassom abdominal DXA de massa óssea Eco cardiovascular se indicado
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno da compulsão alimentar com purgação
  • Obesidade sem BE
  • Transtornos de humor
  • Distúrbio de ansiedade
  • Distúrbios da imagem corporal
Tempo Médio para Diagnóstico
Meses a anos; depende de detecção e acesso a avaliação

Tratamento

Abordagem Geral
Equipe multiprofissional: alimentação regular, psicoterapia e manejo de peso.
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Terapia interpessoal
3 Psicoeducação
4 Intervenção nutricional
5 Programa de manejo de peso
Especialidades Envolvidas
Nutrólogo Psiquiatra Psicólogo Endocrinologista Nutricionista
Tempo de Tratamento
6-12 meses de acompanhamento
Acompanhamento
Consultas quinzenais nos estágios ativos, ajuste conforme progresso

Prognóstico

Prognóstico Geral
Melhora com tratamento, porém recorrência é comum sem suporte.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Engajamento terapêutico
  • Apoio social
  • Início precoce
  • Adesão ao plano
Fatores de Mau Prognóstico
  • Recorrência frequente
  • Obesidade grave
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Baixa adesão ao tratamento
Qualidade de Vida
Pode melhorar com tratamento multidisciplinar; foco no bem-estar

Prevenção

Prevenção Primária
Promover hábitos alimentares saudáveis, sono adequado e bem-estar emocional.
Medidas Preventivas
Rotina alimentar estável
Educação nutricional
Gestão de estresse
Atividade física regular
Sono adequado
Rastreamento
Avaliação de alimentação e peso em consultas regulares

Dados no Brasil

Estimativas nacionais variáveis; difícil padronizar.
Internações/Ano
Mortalidade relacionada é baixa; relacionada a comorbidades.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Regiões com obesidade maior apresentam mais casos.

Perguntas Frequentes

1 Como reconheço BE?
Sinais de episódios frequentes com sofrimento.
2 BE pode ser curado?
Tratamento reduz sintomas; manejo a longo prazo.
3 Diagnóstico confiável requer exames?
Avaliação clínica +Questionários específicos.
4 Prevenção funciona?
Rotina estável e apoio reduzem risco.
5 Posso conviver com BE no dia a dia?
Sim, com tratamento e suporte, a qualidade melhora.

Mitos e Verdades

Mito

comer demais é fraqueza; verdade: envolve fatores biológicos e emocionais.

Verdade

BE não é escolha; é condição tratável com apoio.

Mito

purgação sempre ocorre; verdade: nem todoBE envolve purgação.

Verdade

diagnóstico não depende de purgação.

Mito

só mulheres adoecem; verdade: ocorre em ambos os sexos.

Verdade

homens também são afetados; tratamento ajuda.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de confiança, nutrição e psicologia.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo
Quando Procurar Emergência
Dor no peito, desmaio ou piora súbita; ir ao pronto-socorro
Linhas de Apoio
Linha de apoio 1 Linha de apoio 2 Linha de apoio 3

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.