contato@nztbr.com
F45
CID-10

Transtornos somatoformes

Distúrbios somatoformes

Resumo

Transtornos somatoformes provocam sintomas reais sem doença orgânica; tratamento integra mente e corpo.

Identificação

Código Principal
F45
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtornos somatoformes
Nome em Inglês
Somatoform Disorders
Outros Nomes
Transtornos somatoformes • Distúrbios somatoformes • Transtorno somatoforme • F45 somatoforme
Siglas Comuns
F45 SSD SD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos somatoformes
Subcategoria
Somatização
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global estimada entre 5% e 7% em cuidados primários.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; variação regional.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Mais comum em mulheres
Grupos de Risco
Mulheres adultas Pacientes com ansiedade Depressão associada Uso frequente de serviços Histórias de trauma
Tendência Temporal
Estável na maior parte das regiões; variações locais.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial com fatores psicológicos, sociais e biológicos sem lesão orgânica detectável
Mecanismo Fisiopatológico
Amplificação da percepção de sinais corporais e interpretação catastrófica, com ativação do estresse
Fatores de Risco
Ansiedade Depressão Trauma infantil Baixa adesão ao cuidado Problemas de comunicação com o médico Fatores culturais
Fatores de Proteção
Vínculo médico estável Apoio social Acesso a cuidado regular Habilidades de enfrentamento
Componente Genético
Contribuição genética não bem definida; alguns traços de vulnerabilidade podem existir

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Queixas físicas recorrentes sem causa orgânica clara
Sintomas Frequentes
Dor difusa
Fadiga
Distúrbios gastrointestinais inespecíficos
Distúrbios do sono
Tonturas
Cefaleias
Sinais de Alerta
  • Dor torácica súbita com sinais neurológicos
  • Fraqueza súbita ou fala alterada
  • Perda de consciência
  • Falha súbita de visão
  • Sinais de derrame
Evolução Natural
Varia; sem tratamento, pode perdurar por anos; tratamento multidisciplinar melhora significativamente
Complicações Possíveis
Uso desnecessário de exames Frustração e estresse Impacto financeiro Dificuldades de confiança no cuidado Isolamento social

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Diagnóstico por exclusão com história clínica e ausência de etiologia orgânica
Exames Laboratoriais
Hemograma Bioquímica geral Função tireoide Marcadores inflamatórios Ferritina
Exames de Imagem
Ultrassom/eco TC conforme indicação RM conforme necessidade Neuroimagem quando alerta neurológico
Diagnóstico Diferencial
  • Doenças orgânicas reais
  • Transtornos de ansiedade
  • Depressão
  • Fibromialgia
  • Doença crônica sem explicação
Tempo Médio para Diagnóstico
Pode levar meses a anos, dependendo de exclusões e acesso a serviços

Tratamento

Abordagem Geral
Tratamento centrado no paciente com psicoterapia, educação em saúde e redução de exames
Modalidades de Tratamento
1 psicoterapia
2 CBT
3 educação em saúde
4 manejo de sintomas
5 abordagem biopsicossocial
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia clínica Medicina de família Neurologia (quando indicado)
Tempo de Tratamento
Meses a anos, com metas e reavaliação
Acompanhamento
Consultas regulares com equipe multiprofissional

Prognóstico

Prognóstico Geral
Perspectiva varia; muitos melhoram com tratamento adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Engajamento com tratamento
  • Rede de apoio estável
  • Acesso a cuidados regulares
  • Comorbidades gerenciadas
Fatores de Mau Prognóstico
  • Isolamento social
  • Transtornos psiquiátricos não tratados
  • Dor crônica persistente
  • Uso excessivo de exames
Qualidade de Vida
Pode melhorar com apoio adequado; impacto reduzido

Prevenção

Prevenção Primária
Educação em saúde, manejo do estresse, apoio emocional e acesso a cuidados precoces.
Medidas Preventivas
Promoção da saúde mental
Tratamento de ansiedade
Manejo do estresse
Apoio social
Acesso a cuidado regular
Rastreamento
Não há rastreamento específico; avalia-se no contexto de sintomas

Dados no Brasil

Poucas internações diretas; maioria ocorre em ambulatório.
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta; foco em qualidade de vida.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior detecção em capitais; variações regionais.

Perguntas Frequentes

1 Posso ter cura total?
Curar por completo é raro; melhora estável ocorre com tratamento adequado.
2 Qual é o papel da psicoterapia?
Ajuda a entender sintomas, reduzir exames desnecessários e melhorar a vida.
3 Como diagnosticar?
Avaliação clínica com exclusão de causas orgânicas é essencial; exames ajudam, não definem.
4 É contagiosa?
Não; não é contagiosa, envolve padrões mentais e percepção.
5 Mudanças no dia a dia ajudam?
Sim; rotina estável, sono regular e apoio social reduzem sintomas.

Mitos e Verdades

Mito

sintomas são imaginação.

Verdade

fatores biológicos e psicológicos interagem; tratamento eficaz aborda ambos.

Mito

exames sempre mostram a causa.

Verdade

exames ajudam a excluir causas; origem não é sempre óbvia.

Mito

doença é sinal de fraqueza.

Verdade

episódios refletem funcionamento mind-body, não fraqueza.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família para avaliação inicial
Especialista Indicado
Médico de família ou psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Dor no peito forte, fala confusa, fraqueza súbita, perigo imediato
Linhas de Apoio
Ligue 188 (CVV) Rede de apoio local SUS 136

CIDs Relacionados

F45.0 F45.1 F45.2 F45.8 F45.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.