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f43.2 cid
CID-10

Distúrbio de adaptação

Distúrbio de adaptação

Resumo

Distúrbio de adaptação é reação emocional exagerada a mudanças, tratável com apoio e terapia.

Identificação

Código Principal
F43.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Distúrbio de adaptação conforme CID-10
Nome em Inglês
Adjustment disorder
Outros Nomes
Distúrbio de ajustamento • Transtorno de ajuste • Ajustamento patológico • Reação de adaptação • Distúrbio de ajuste emocional
Siglas Comuns
DA DAp

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos de adaptação
Subcategoria
Distúrbios de ajuste emocional
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
aguda
Gravidade Geral
leve

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas variam; dados globais são limitados para este transtorno.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais escassos; variação por grupo e estressores.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade
Distribuição por Sexo
Proporção similar entre homens e mulheres
Grupos de Risco
Eventos estressores significativos Uso de álcool ou drogas Rede de apoio ausente Conflitos familiares Doença crônica
Tendência Temporal
Variável conforme estressores sociais e econômicos.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Reação emocional desproporcional a estressor identificável
Mecanismo Fisiopatológico
Desregulação emocional diante do estressor com padrões cognitivos disfuncionais
Fatores de Risco
Eventos estressores significativos História de transtornos mentais Rede de apoio fraca Conflitos familiares Doença crônica
Fatores de Proteção
Rede de apoio sólida Estratégias de enfrentamento Acesso a cuidados de saúde mental Resiliência pessoal
Componente Genético
Baixa hereditariedade sugerida; fatores genéticos pouco determinados

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Ansiedade ou tristeza desproporcional ao estressor
Sintomas Frequentes
Irritabilidade
Choro fácil
Dificuldade de concentração
Distúrbios do sono
Alterações no apetite
Isolamento social
Sinais de Alerta
  • Ideias de autolesão
  • Ideação suicida
  • Agressividade extrema
  • Comportamento de risco
  • Desesperança marcada
Evolução Natural
Pode durar semanas a meses sem tratamento; melhora com suporte adequado
Complicações Possíveis
Problemas funcionais Transtornos de humor Uso de substâncias Isolamento social Queda no rendimento

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Início em até 3 meses após estressor, sofrimento despropor, prejuízo funcional
Exames Laboratoriais
Avaliação clínica Entrevista psiquiátrica Exclusão de causas físicas Escalas de avaliação Teste de risco
Exames de Imagem
Não requeridos rotineiramente Solicitados quando há suspeita de outra doença
Diagnóstico Diferencial
  • Depressão maior
  • Transtorno de ansiedade
  • Transtorno de estresse agudo
  • Transtorno de personalidade
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente semanas após avaliação clínica

Tratamento

Abordagem Geral
Psicoterapia, apoio social e manejo de estressores com foco em funcionalidade
Modalidades de Tratamento
1 Terapia cognitivo-comportamental
2 Apoio psicossocial
3 Terapia breve
4 Manejo de estressores
5 Farmacoterapia quando necessário
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Clínica geral Enfermagem psiquiátrica Reabilitação
Tempo de Tratamento
Varia conforme resposta; semanas a meses
Acompanhamento
Consultas regulares, ajuste terapêutico e suporte social

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente favorável com suporte adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Rede de apoio forte
  • Adesão ao tratamento
  • Estressores resolvidos
  • Acesso rápido a cuidados
Fatores de Mau Prognóstico
  • Falta de rede de apoio
  • Comorbidades psiquiátricas
  • Estressores persistentes
  • Resistência ao tratamento
Qualidade de Vida
Melhora com estratégias de coping e suporte

Prevenção

Prevenção Primária
Fortalecer rede de apoio, reduzir estressores, promover saúde mental
Medidas Preventivas
Rede de apoio sólida
Planejamento de crisis
Acesso a cuidados
Rotina estável
Redução de álcool e tabaco
Rastreamento
Avaliação psicossocial anual para grupos de alto risco

Dados no Brasil

Internações são raras; trata-se principalmente em ambulatório.
Internações/Ano
Mortalidade não é diretamente elevada.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais acesso em regiões com CAPS e redes de apoio.

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais iniciais?
Ansiedade, irritabilidade, sono ruim, mudanças de humor após estressor.
2 É grave não tratar?
Pode piorar o bem-estar; tratamento melhora funcionamento e qualidade de vida.
3 Como é feito o diagnóstico?
Avaliação clínica detalhada, histórico e exclusão de outras causas.
4 Posso me curar sozinho?
Apoio profissional aumenta as chances de recuperação rápida e estável.
5 Posso prevenir?
Fortalecer redes de apoio, manejo de estressores e buscar ajuda cedo.

Mitos e Verdades

Mito

é apenas emoção passageira.

Verdade

requer avaliação e, se necessário, tratamento.

Mito

só ocorre em adultos.

Verdade

pode ocorrer em jovens e idosos.

Mito

medicação sempre necessária.

Verdade

muitas vezes apenas psicoterapia é suficiente.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico geral ou psiquiatra; busque apoio emocional imediato
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco imediato, como ideação suicida, exigem atendimento urgente
Linhas de Apoio
CVV 188 SAMU 192 Disque 144

CIDs Relacionados

F43.0 F43.1 F40.0 F41.9 F48.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.