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f33.2 cid
CID-10

Transtorno depressivo maior recorrente com psicose

Depressão grave recorrente com psicose

Resumo

Doença mental comum; melhora com tratamento; procure ajuda

Identificação

Código Principal
F33.2
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno depressivo maior, recorrente com psicose (CID-10 F33.2), nomenclatura OMS.
Nome em Inglês
Major depressive disorder, recurrent with psychotic features
Outros Nomes
Transtorno depressivo maior com psicose • Depressão recorrente com delírios • Depressão maior com sintomas psicóticos • Depressão psicótica crônica • Episódios depressivos com psicose
Siglas Comuns
MDDP F33.2 TDMP

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos mentais (F00-F99)
Categoria Principal
Transtornos depressivos
Subcategoria
Depressão maior, recorrente com psicose
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
grave

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais indicam ~5% da população em depressão maior ao longo da vida.
Prevalência no Brasil
Brasil: ~5% da população adulta em depressão maior; variações regionais.
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meia-idade, 20-49 anos
Distribuição por Sexo
Maior em mulheres; influência hormonal e social
Grupos de Risco
Mulheres em fase fértil Baixa renda Transtornos de ansiedade Violência/trauma Isolamento social
Tendência Temporal
Tendência estável global; pandemia elevou casos em alguns lugares.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Fatores genéticos, neuroquímicos, ambientais e psicossociais interagem
Mecanismo Fisiopatológico
Desbalanço de serotonina, noradrenalina e dopamina com alterações em circuitos fronto-límbicos
Fatores de Risco
História familiar de depressão Estresse crônico Abuso de substâncias Doenças crônicas Isolamento social Desafios econômicos
Fatores de Proteção
Rede de suporte Acesso a tratamento Autocuidado Estabilidade social
Componente Genético
Herança poligênica moderada a alta; risco aumenta com gravidade

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido persistente e anedonia marcante
Sintomas Frequentes
Transtorno do sono
Apetite alterado
Perda de interesse
Fadiga
Autoestima baixa
Dificuldade de concentração
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida persistente
  • Plano de autoagressão
  • Perda de contato com a realidade
  • Comportamento de risco
  • Isolamento extremo
Evolução Natural
Pode persistir sem tratamento; com apoio melhora, recaídas comuns
Complicações Possíveis
Uso de álcool/estimulantes Isolamento social Desempenho no trabalho prejudicado Risco suicida Fratura familiar

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Humor deprimido ou perda de interesse por >2 semanas, com sintomas adicionais e prejuízo
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH/FT4 Função hepática Função renal Vitamina B12
Exames de Imagem
RM/TC se indicado Avaliação neuroimagem em caso de sinais atípicos Não rotineiro
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar
  • Depressão situacional
  • Transtorno de ansiedade
  • Hipotireoidismo
  • Anemia oculta
Tempo Médio para Diagnóstico
Tempo até diagnóstico tipicamente semanas a meses

Tratamento

Abordagem Geral
Plano integrado: psicoterapia, farmacoterapia quando necessário, ajustes de estilo de vida
Modalidades de Tratamento
1 Antidepressivos
2 Terapia cognitivo-comportamental
3 Terapia interpessoal
4 Psicoterapia de suporte
5 ECT em casos graves
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Clínica médica Enfermagem Assistência social
Tempo de Tratamento
Resposta pode levar 6-12 semanas; ajustes frequentes
Acompanhamento
Consultas regulares, monitoramento de efeitos e adesão ao tratamento

Prognóstico

Prognóstico Geral
Melhora com tratamento adequado; recaídas comuns, mas controláveis
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão
  • Apoio social
  • Tratamento precoce
  • Função ocupacional preservada
Fatores de Mau Prognóstico
  • Recaídas frequentes
  • Ideação suicida
  • Comorbidades graves
  • Baixa adesão ao tratamento
Qualidade de Vida
Pode reduzir a qualidade de vida, mas melhora com tratamento adequado

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção da saúde mental, redução de estressores e apoio social
Medidas Preventivas
Rotina estável
Exercício regular
Sono adequado
Rede de apoio
Tratamento de ansiedade se presente
Rastreamento
Avaliação clínica regular e uso de escalas de depressão

Dados no Brasil

Números variam; internações por depressão são comuns no SUS
Internações/Ano
Obitos diretos baixos; suicídio relevante como mortalidade associada
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Maior carga em regiões com menor acesso a saúde mental

Perguntas Frequentes

1 Essa depressão é tratável?
Sim, com acompanhamento adequado há melhora significativa.
2 Quais sinais indicam gravidade?
Ideação suicida, desengajamento, incapacidade de cuidar de si.
3 Quanto tempo leva para ver resultados?
Varia; geralmente 6-12 semanas para resposta inicial.
4 Preciso interromper o tratamento se me sinto melhor?
Não interrompa sem orientação médica; risco de recaída.
5 Posso prevenir com mudanças de estilo de vida?
Rotina estável, sono, atividade física, apoio social ajudam.

Mitos e Verdades

Mito

depressão é fraqueza.

Verdade

doença real com causas biológicas, psicológicas e sociais.

Mito

só idosos ficam deprimidos.

Verdade

afeta pessoas de todas as idades.

Mito

antidepressivos mudam a personalidade.

Verdade

reduzem sintomas, não mudam quem você é.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure médico de família ou psiquiatra; busque apoio psicológico.
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida ou comportamento perigoso exigem atendimento imediato.
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS 136 SAMU 192

CIDs Relacionados

F33.1 F33.3 F32.1 F34.1 F34.8

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.