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F33.1
CID-10

Depressão Recorrente

Depressão Recorrente

Resumo

Depressão é doença tratável; sinais duram semanas; ajuda profissional é eficaz.

Identificação

Código Principal
F33.1
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno depressivo recorrente, classificação CID-10, OMS
Nome em Inglês
Recurrent Depressive Disorder
Outros Nomes
Transtorno depressivo recorrente • Depressão maior recorrente • Episódios depressivos repetidos • Depressão com episódios recorrentes • Transtorno depressivo recorrente
Siglas Comuns
F33.1 TRD-R DRep

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos Mentais e Comportamentais
Categoria Principal
Transtornos depressivos
Subcategoria
Transtorno depressivo recorrente, F33.x
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Prevalência global estimada de depressão maior entre 5% e 7% da população adulta.
Prevalência no Brasil
Brasil: prevalência entre 5% e 9%, com variação regional e maior impacto em mulheres.
Faixa Etária Principal
18-64 anos é a faixa mais afetada
Distribuição por Sexo
Mulheres duas vezes mais afetadas que homens
Grupos de Risco
Mulheres Adolescentes e adultos jovens Comorbidades Estresse ocupacional Pobreza/Sociedade isolada
Tendência Temporal
Tendência global estável a ligeiro aumento nas últimas décadas.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Causa multifatorial com bases biológicas, psicológicas e sociais.
Mecanismo Fisiopatológico
Neuroquímico: redução de serotonina/norepinefrina; eixo HPA alterado; inflamação de baixo grau.
Fatores de Risco
Predisposição genética Trauma na infância Desemprego prolongado Isolamento social Erro de sono crônico Pov. vulnerável
Fatores de Proteção
Rede de apoio social Atividade física regular Sono adequado Contato com serviços de saúde
Componente Genético
Contribuição genética moderada; risco maior em familiares de primeiro grau.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido persistente quase todo dia com irritabilidade
Sintomas Frequentes
Tristeza persistente
Perda de interesse
Alterações de sono
Fadiga extrema
Autoestima baixa
Dificuldade de concentração
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Pensamentos de dano a si mesmo
  • Perda de funcionamento importante
  • Comportamento agressivo
  • Queda acentuada de higiene
Evolução Natural
Sem tratamento, pode progredir com piora funcional e sofrimento prolongado.
Complicações Possíveis
Isolamento social Baixo desempenho Abuso de substâncias Risco de suicídio Deterioração física

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Humor deprimido ou anedonia ≥2 semanas com ≥4 sintomas, prejuízo funcional.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Ferro/B12 Função hepática Vitamina D
Exames de Imagem
Exclusão de causas orgânicas; não diagnóstica por si só
Diagnóstico Diferencial
  • Ansiedade
  • Distimia
  • Transtorno bipolar na fase depressiva
  • Depressão devido a condição médica
  • Distúrbios do sono
Tempo Médio para Diagnóstico
Pode levar semanas a meses entre início e confirmação diagnóstica.

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem integrada: psicoterapia, manejo de fatores de risco e medicação apenas se indicado.
Modalidades de Tratamento
1 TCC
2 Psicoterapia Interpessoal
3 Medicamentos antidepressivos
4 Aconselhamento
5 Mudanças no estilo de vida
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Clínica Geral Enfermagem Saúde mental comunitária
Tempo de Tratamento
Duração variável; geralmente ≥6 meses após resposta clínica.
Acompanhamento
Consultas regulares nos primeiros meses, depois conforme resposta.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento, melhora significativa em meses; recidivas possíveis.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Boa adesão
  • Rede de apoio
  • Acesso a tratamento
  • Início precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • Diagnóstico tardio
  • Comorbidades graves
  • Isolamento social
  • Inadimplência
Qualidade de Vida
Pode melhorar significativamente com tratamento; impacto inicial é grande.

Prevenção

Prevenção Primária
Sono regular, atividade física, rede de apoio, manejo de estresse, busca precoce de ajuda.
Medidas Preventivas
Sono regular
Exercício
Rede de apoio
Reduzir álcool
Rotina estável
Rastreamento
Triagens periódicas com questionários de depressão no cuidado primário.

Dados no Brasil

Números variam regionalmente; dados nacionais são heterogêneos.
Internações/Ano
Mortalidade subnotificada; depressão pode figurar como causa associada.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Carga maior em áreas com menor acesso à saúde mental; variação estadual.

Perguntas Frequentes

1 Depressão é apenas tristeza?
Não. É doença com sintomas persistentes e prejuízo funcional que requer tratamento.
2 Como sei se preciso de tratamento?
Se sinais duram semanas e prejudicam sono, trabalho ou relações, procure avaliação.
3 O diagnóstico depende de exames?
Avaliação clínica com entrevista e escalas, não depende de único exame.
4 Posso parar tratamento sozinho?
Não interrompa sem orientação; a recaída é comum sem continuidade.
5 Quais sinais para buscar ajuda urgente?
Ideação suicida, planos, ou comportamento autodestrutivo são emergenciais.

Mitos e Verdades

Mito

Depressão é sinal de fraqueza.

Verdade

É doença real que responde bem a tratamento.

Mito

Antidepressivos mudam a personalidade.

Verdade

Regulam neurotransmissores; não alteram traços.

Mito

Depressão só afeta adultos.

Verdade

Pode ocorrer em adolescentes e idosos; tratamento funciona.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atenção primária ou CAPS; busque serviço de saúde mental.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo.
Quando Procurar Emergência
Risco imediato de dano ou suicídio, procure atendimento 192/188.
Linhas de Apoio
CVV 188 (Brasil) Samu 192 para emergência Linha de apoio local

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.