contato@nztbr.com
F32
CID-10

Transtorno depressivo maior (episódio único, moderado)

Depressão maior episódica

Resumo

Doença mental comum; humor baixo, interesse reduzido; tratamento eficaz

Identificação

Código Principal
F32
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno depressivo maior, episódio único
Nome em Inglês
Major Depressive Disorder, single episode
Outros Nomes
Depressão unipolar • Transtorno depressivo maior • Depressão clínica • Episódio depressivo único • Desânimo intenso
Siglas Comuns
TDM MDD MD

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Doenças mentais e comportamentais
Categoria Principal
Transtornos depressivos
Subcategoria
Transtorno depressivo maior, episódio único
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativa global: cerca de 5% da população ao longo da vida
Prevalência no Brasil
Estimativas nacionais variam, em torno de 4-7% ao longo da vida
Faixa Etária Principal
Adultos jovens a meados da vida
Distribuição por Sexo
Maior em mulheres
Grupos de Risco
História familiar de depressão Eventos de vida estressantes Uso de substâncias Isolamento social Comorbidades psiquiátricas
Tendência Temporal
Evolui com tratamento; tendência estável quando bem manejada

Etiologia e Causas

Causa Principal
Alterações neuroquímicas com fatores genéticos e ambientais
Mecanismo Fisiopatológico
Disfunção de redes neurais, eixo HPA e plasticidade sináptica reduzida
Fatores de Risco
História familiar de depressão Estresse crônico Trauma/abuso Isolamento social Problemas econômicos Doenças crônicas
Fatores de Proteção
Rede de apoio social Sono regular Atividade física Acesso a tratamento
Componente Genético
Heritabilidade estimada de 40-50% em depressão maior

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Humor deprimido persistente com anedonia
Sintomas Frequentes
Perda de interesse
Fadiga
Distúrbios do sono
Alteração do apetite
Baixa autoestima
Pensamentos de culpa
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida com plano
  • Isolamento extremo
  • Perda de peso acentuada
  • Alteração mental súbita
  • Comportamento perigoso
Evolução Natural
Sem tratamento, episódios podem recidivar; melhoria com intervenção adequada
Complicações Possíveis
Disfunção funcional Risco suicida Abuso de substâncias Problemas de sono Impacto ocupacional

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Humor deprimido, anedonia, duração ≥2 semanas, prejuízo funcional
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH/T4 Vitamina B12 Glicose Função hepática
Exames de Imagem
RMN cerebral quando indicado RM/CT para comorbidades
Diagnóstico Diferencial
  • Transtorno bipolar
  • Depressão secundária a doença
  • Transtornos de ansiedade
  • Distúrbio de sono
  • Uso de substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; pode levar semanas a meses

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem integrada: psicoterapia, medicação e suporte social
Modalidades de Tratamento
1 TCC
2 Antidepressivos
3 Psicoterapia interpessoal
4 Apoio psicossocial
5 Estilo de vida saudável
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Medicina de família Enfermagem Saúde pública
Tempo de Tratamento
Meses a anos, conforme gravidade
Acompanhamento
Consultas regulares, ajuste de medicação e avaliação de efeitos

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento, bom; sem tratamento, recorrência comum
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Poucos episódios prévios
  • Acesso a cuidado
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades graves
  • Ausência de suporte
  • Inicio precoce de episódio
  • Risco suicida alto
Qualidade de Vida
Pode melhorar significativamente com manejo contínuo

Prevenção

Prevenção Primária
Promoção de bem-estar: sono, alimentação, atividade física e rede de apoio
Medidas Preventivas
Sono regular
Exercício
Rede de apoio
Gestão de estresse
Uso responsável de álcool
Rastreamento
Avaliação periódica de sintomas em consultas de rotina

Dados no Brasil

Número de internações varia por estado e ano
Internações/Ano
Óbitos diretos por depressão são baixos; suicídio é preocupação
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Carga desigual: maior em regiões com menor acesso à saúde mental

Perguntas Frequentes

1 Quais são os sinais de depressão?
Humor triste, perda de interesse, alterações de sono e apetite.
2 A depressão é curável?
Pode haver cura ou controle duradouro com tratamento adequado.
3 É seguro tomar antidepressivos?
Somente com orientação médica; ajuste individual.
4 Como prevenir recaídas?
Tratamento contínuo, apoio social e hábitos saudáveis.
5 Posso falar com meu médico sobre o diagnóstico?
Sim; abrir diálogo facilita o plano de cuidado.

Mitos e Verdades

Mito

depressão é fraqueza de caráter.

Verdade

é condição médica com base biológica.

Mito

apenas pessoas tristes ficam depressivas.

Verdade

pode ocorrer sem tristeza óbvia; envolve fatores biológicos e sociais.

Mito

antidepressivos mudam a pessoa para sempre.

Verdade

ajudam a regular neurotransmissoes; efeitos variam.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure CAPS/UBS ou serviço de saúde mental
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida ou comportamento de risco, procure serviço
Linhas de Apoio
CVV 188 SUS 135 SAMU 192

CIDs Relacionados

F32.0 F32.1 F32.2 F32.9 F33.0

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.