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F31.9
CID-10

Transtorno Bipolar

Transtorno bipolar

Resumo

Transtorno bipolar: variações de humor, tratamento com apoio médico facilita o funcionamento.

Identificação

Código Principal
F31.9
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno Afetivo Bipolar
Nome em Inglês
Bipolar Disorder
Outros Nomes
Transtorno bipolar do humor • Doença bipolar • Transtorno afetivo bipolar • Maníaco-depressivo • Bipolaridade
Siglas Comuns
TAB TABP TBip

Classificação

Capítulo CID
Capítulo F - Doenças mentais e distúrbios do comportamento
Categoria Principal
Transtornos de humor
Subcategoria
Transtorno bipolar tipo I/II
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Globais: prevalência estimada entre 1% e 2% da população.
Prevalência no Brasil
Brasil: estimativas aproximadas de 1,5% na população adulta.
Faixa Etária Principal
Atinge jovens adultos 20-40 anos
Distribuição por Sexo
Proporção equilibrada entre homens e mulheres
Grupos de Risco
História familiar positiva Uso de substâncias Distúrbios do sono Eventos de vida estressantes Comorbidades psiquiátricas
Tendência Temporal
Tendência estável com diagnóstico precoce e tratamento adequado.

Etiologia e Causas

Causa Principal
Origem multifatorial com componentes biológicos, genéticos e ambientais.
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações no circuito límbico, dopamina e serotonina modulando humor.
Fatores de Risco
Historia familiar de transtorno bipolar Uso de substâncias Insonia/sono irregular Estresse extremo Transtornos de humor prévio Desregulação do sono
Fatores de Proteção
Adesão ao tratamento Rede de apoio familiar Rotina de sono estável Acesso rápido a avaliação
Componente Genético
Contribuição genética significativa; parentes de 1º grau têm risco aumentado.

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Mudanças marcantes de humor entre mania/hipomania e depressão.
Sintomas Frequentes
Aumento de energia
Fala rápida
Redução do sono
Pensamento acelerado
Impulsividade
Alterações de apetite
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento autodestrutivo
  • Perda de contato com a realidade
  • Crises de violência
  • Recusa de tratamento
Evolução Natural
Sem tratamento, episódios recorrentes; com cuidado, controle de humor é possível.
Complicações Possíveis
Autolesão Abandono de tratamento Uso de substâncias Problemas de sono Complicações cardiovasculares

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Critérios de ICD-10/DSM-5: episódios de mania/depressão com alterações de humor.
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Função hepática Creatinina Tóxicos
Exames de Imagem
RM cerebral TC sem diagnóstico definitivo EEG apenas em casos Não substitui avaliação clínica
Diagnóstico Diferencial
  • Depressão maior
  • Esquizofrenia
  • Transtorno esquizoafetivo
  • Transtornos de ansiedade
  • Uso de substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
Geralmente meses a anos, depende de acesso a avaliação.

Tratamento

Abordagem Geral
Objetivo: estabilidade de humor, função e qualidade de vida.
Modalidades de Tratamento
1 Farmacoterapia
2 Psicoterapia
3 Psicoeducação
4 Planejamento de sono
5 Acompanhamento social
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Medicina de família Enfermagem Terapia ocupacional
Tempo de Tratamento
Longo prazo, com revisões periódicas.
Acompanhamento
Consultas regulares, ajustes de medicação e monitoramento de efeitos colaterais.

Prognóstico

Prognóstico Geral
Com tratamento adequado, boa qualidade de vida e funcionamento podem ocorrer.
Fatores de Bom Prognóstico
  • Adesão ao tratamento
  • Apoio familiar
  • Acesso a serviços de saúde
  • Estabilidade social
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades graves
  • Desistência de tratamento
  • Uso de substâncias
  • Alta gravidade de crises
Qualidade de Vida
Varia; melhoria com tratamento, mas fatores sociais influenciam bem-estar.

Prevenção

Prevenção Primária
Não há forma segura de evitar; manter sono, evitar substâncias, buscar ajuda cedo.
Medidas Preventivas
Rotina estável de sono
Redução de álcool e drogas
Atividade física regular
Rede de apoio
Acesso a tratamento
Rastreamento
Acompanhamento periódico de humor, sono e comorbidades.

Dados no Brasil

Número de internações variável por região.
Internações/Ano
Mortalidade atribuível é baixa com manejo adequado.
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais evidente no Sudeste, variações regionais significativas.

Perguntas Frequentes

1 Existe cura definitiva?
Não há cura universal; objetivo é manter humor estável e funcional.
2 Quais sinais indicam crise?
Mudanças rápidas de humor, sono alterado e risco de autolesão.
3 diagnóstico é complexo?
Sim, envolve entrevista clínica, histórico e exclusões.
4 tratamento exige tempo?
Sim, requer paciência, adesão e ajustes conforme fases.
5 como prevenir recaídas?
Adesão a tratamento, sono estável e apoio social.

Mitos e Verdades

Mito

ocorre apenas em adultos; verdade: pode surgir na adolescência.

Verdade

é doença neurológica tratável com manejo adequado.

Mito

medicação vicia

Verdade

estabilizadores não criam dependência.

Mito

crises obedecem a um fluxo previsível

Verdade

crises variam; planejamento ajuda muito.

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Comece pelo posto de saúde, CAPS ou psiquiatra.
Especialista Indicado
Psiquiatra ou psicólogo clínico.
Quando Procurar Emergência
Ideação suicida, comportamento autodestrutivo ou crise severa.
Linhas de Apoio
Disque-SUS CVV 188 CAPS locais

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.