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F31.3
CID-10

Transtorno bipolar, episódio atual

Transtorno bipolar

Resumo

Oscilações de humor com fases de alto e baixo humor, tratáveis com cuidado.

Identificação

Código Principal
F31.3
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno Afetivo Bipolar, episódio maniaco/misto, conforme OMS
Nome em Inglês
Bipolar Affective Disorder
Outros Nomes
Transtorno afetivo bipolar • Bipolar I • Bipolar II • Distúrbio bipolar • Transtorno maníaco-depressivo
Siglas Comuns
TB T Bipolar AFB

Classificação

Capítulo CID
Capítulo V - Transtornos do humor
Categoria Principal
Transtorno de humor
Subcategoria
Transtorno bipolar
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
cronica
Gravidade Geral
variavel

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais sugerem ~1% da população
Prevalência no Brasil
Prevalência Brasil similar ao mundial, com variações regionais
Faixa Etária Principal
Adultos jovens até meia idade
Distribuição por Sexo
Equilibrada; leve tendência feminina em alguns estudos
Grupos de Risco
Historia familiar Uso de substâncias Estresse prolongado Distúrbios do sono Rede de apoio limitada
Tendência Temporal
Variável; recaídas comuns ao longo da vida

Etiologia e Causas

Causa Principal
Disfunção neuroquímica e genética, com gatilhos ambientais
Mecanismo Fisiopatológico
Alterações em vias de humor com dopamina/serotonina/glutamato
Fatores de Risco
História familiar Trauma Estresse Sono irregular Consumo de álcool Desorganização familiar
Fatores de Proteção
Acesso a tratamento Rede de apoio Rotina estável Sono regular
Componente Genético
Herança multifatorial com risco aumentado em familiares

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Mudança abrupta de humor com energia elevada
Sintomas Frequentes
Euforia ou irritabilidade
Sono reduzido
Fala acelerada
Ideias de grandiosidade
Comportamento impulsivo
Desligamento social
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Comportamento de alto risco
  • Desconfianca acentuada
  • Reação agressiva
  • Negligência de cuidados
Evolução Natural
Fluxo entre fases de humor sem tratamento pode piorar
Complicações Possíveis
Autolesão Uso de substâncias Problemas de sono Conflitos familiares Dificuldade ocupacional

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Avaliação clínica detalhada, histórico de episódios e exclusão de outras causas
Exames Laboratoriais
Hemograma T3/T4/TSH Avaliação toxicológica Teste de função hepática Beta-hCG quando adequado
Exames de Imagem
RM/CT conforme necessidade Avaliação neurológica quando indicado EEG se suspeitar de comorbidades
Diagnóstico Diferencial
  • Depressão unipolar
  • Esquizofrenia
  • Ansiedade grave
  • Transtorno de ajuste
  • Uso de substâncias
Tempo Médio para Diagnóstico
Varia; diagnóstico pode levar anos desde o início dos sintomas

Tratamento

Abordagem Geral
Abordagem multidisciplinar com psicoterapia, educação e manejo de episódios
Modalidades de Tratamento
1 Terapia psicossocial
2 Terapia cognitivo-comportamental
3 Psicoterapia interpessoal
4 Tratamento medicamentoso conforme necessidade
5 Acompanhamento médico
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Enfermagem Psiquiátrica Assistência social Médico de família
Tempo de Tratamento
Longa duração; ajuste ao longo de fases
Acompanhamento
Consultas regulares a cada 1-3 meses; ajuste terapêutico

Prognóstico

Prognóstico Geral
Pacientes bem acompanhados podem ter controle estável de fases
Fatores de Bom Prognóstico
  • Aderência ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Sono regular
  • Diagnóstico precoce
Fatores de Mau Prognóstico
  • Comorbidades
  • Uso de substâncias
  • Não adesão
  • História de suicídio
Qualidade de Vida
Pode ser significativamente impactada, mas melhora com suporte

Prevenção

Prevenção Primária
Não há prevenção direta; manejo de fatores de risco e saúde mental
Medidas Preventivas
Sono regular
Redução de estresse
Evitar substâncias
Rotina estável
Adesão ao tratamento
Rastreamento
null

Dados no Brasil

Milhares; variação por ano e região
Internações/Ano
Baixa mortalidade direta; suicídio em subgrupo
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Mais comum em áreas com acesso a diagnóstico

Perguntas Frequentes

1 Quais sinais iniciais de bipolaridade?
Mudanças de humor intensas, sono alterado e impulsividade merecem avaliação médica
2 Bipolaridade é curável?
Tratamento não cura, mas controla episódios e melhora qualidade de vida
3 Como é feito o diagnóstico?
História de humor, exame físico, entrevistas estruturadas e exclusão de outras causas
4 É possível prevenir recaídas?
Aderência, sono estável, apoio social e monitoramento reduzem recaídas
5 Posso viver normalmente durante tratamento?
Sim; com acompanhamento adequado muitos retornam às atividades

Mitos e Verdades

Mito

bipolaridade surge apenas de raiva ou mau humor

Verdade

envolve fatores biológicos, genéticos e ambientais

Mito

é culpa do estilo de vida

Verdade

há base biológica; tratamento ajuda muito

Mito

antidepressivos são proibidos

Verdade

usados com cautela sob supervisão médica

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Converse com o médico de família e procure serviços de saúde mental
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Pensamentos suicidas, confusão aguda ou impulsos perigosos demandam atendimento
Linhas de Apoio
Disque 188 SUS 136 CAPS locais

CIDs Relacionados

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Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.