contato@nztbr.com
F23.0
CID-10

Transtorno psicótico breve

Surto psicótico breve

Resumo

Crise de psicose de curta duração com delírios; tratamento facilita recuperação

Identificação

Código Principal
F23.0
Versão CID
CID-10
Nome Oficial
Transtorno psicótico breve; ICD-10 F23.0; OMS
Nome em Inglês
Brief Psychotic Disorder
Outros Nomes
Psicose breve • Crise psicótica • Episódio psicótico agudo • Crise de curta duração
Siglas Comuns
TPB F23.0 SPB

Classificação

Capítulo CID
Cap. V - Transtornos psicóticos
Categoria Principal
Transtornos psicóticos
Subcategoria
Transtorno psicótico breve
Tipo de Condição
transtorno
Natureza
aguda
Gravidade Geral
moderada

Epidemiologia

Prevalência Mundial
Estimativas globais entre 0,2% e 0,5% da população.
Prevalência no Brasil
Dados nacionais limitados; incidência não bem definida.
Faixa Etária Principal
adultos jovens 18-35 anos
Distribuição por Sexo
Equilíbrio entre sexos; pequenas variações
Grupos de Risco
Estresse psicossocial intenso Trauma prévio Uso de substâncias História familiar Privação de sono
Tendência Temporal
Estabilidade com leve elevação em meses recentes

Etiologia e Causas

Causa Principal
Interação entre estressores psicossociais e vulnerabilidade neurobiológica
Mecanismo Fisiopatológico
Hiperatividade dopaminérgica mesolímbica ligada ao estresse
Fatores de Risco
Estresse grave História familiar Uso de substâncias Privação social Transtornos de humor Predisposição genética
Fatores de Proteção
Apoio social ativo Acesso rápido a atendimento Estrutura familiar estável Adesão ao cuidado
Componente Genético
Risco multifatorial; herança não determinante

Manifestações Clínicas

Sintoma Principal
Delírios, alucinações e desorganização do pensamento
Sintomas Frequentes
Delírios
Alucinações auditivas
Discurso incoerente
Desorientação
Perturbação do sono
Isolamento
Sinais de Alerta
  • Ideação suicida
  • Risco de autoagressão
  • Desorientação grave
  • Comportamento agressivo
  • Evolução rápida
Evolução Natural
Se não tratado, pode piorar; com manejo costuma melhorar em dias
Complicações Possíveis
Recorrência Transtornos de humor Déficits funcionais Risco ocupacional Dependência de substâncias

Diagnóstico

Critérios Diagnósticos
Duração curta (<1 mês) com sintomas psicóticos marcantes
Exames Laboratoriais
Hemograma TSH Glicose Teste toxicológico Beta-HCG
Exames de Imagem
RM cerebral TC de crânio EEG Aval neurológico
Diagnóstico Diferencial
  • Esquizofreniforme
  • Delirium
  • Transtorno bipolar com psicose
  • Psicose induzida por substância
  • Transtorno de personalidade
Tempo Médio para Diagnóstico
Dias a semanas

Tratamento

Abordagem Geral
Manejo integrado com suporte psicossocial e antipsicótico conforme orientação clínica
Modalidades de Tratamento
1 Medicamento antipsicótico
2 Terapia psicossocial
3 Apoio familiar
4 Educação do paciente
5 Monitoramento de risco
Especialidades Envolvidas
Psiquiatria Psicologia Enfermagem Assistência social Neurologia
Tempo de Tratamento
2-12 semanas, conforme resposta
Acompanhamento
Visitas iniciais semanais, depois mensais

Prognóstico

Prognóstico Geral
Geralmente bom com tratamento adequado
Fatores de Bom Prognóstico
  • Início precoce
  • Adesão ao tratamento
  • Rede de apoio
  • Poucas comorbidades
Fatores de Mau Prognóstico
  • Uso continuado de substâncias
  • Retardo no tratamento
  • Comorbidades clínicas
  • Risco suicidário
Qualidade de Vida
Melhora com tratamento e suporte; vida cotidiana retomada

Prevenção

Prevenção Primária
Reduzir estressores, apoio social e evitar drogas
Medidas Preventivas
Triagem de sintomas
Acesso rápido a serviços
Educação da família
Plano de cuidado
Suporte comunitário
Rastreamento
Triagem de psicose em atendimentos de rotina e emergência

Dados no Brasil

Casos anuais pouco estáveis por região
Internações/Ano
Mortalidade direta rara; depende de contexto
Óbitos/Ano
Distribuição Regional
Sudeste/Nordeste com maior carga; sul/nordeste variações

Perguntas Frequentes

1 Posso ter apenas uma crise psicótica?
Crises isoladas ocorrem; manejo reduz risco de recorrência
2 Como confirmar diagnóstico?
Avaliação clínica, exames e exclusões são usados
3 Preciso de hospitalização?
Pode haver internação se risco for alto
4 É curável?
Sim, com tratamento adequado há boa recuperação
5 Como prevenir recidiva?
Adesão ao tratamento, apoio familiar, redução de estressores

Mitos e Verdades

Mito

afeta apenas adultos

Verdade

pode ocorrer em diferentes idades

Mito

apenas genética determina

Verdade

ambiente e genética interagem

Mito

não há tratamento

Verdade

tratamento adequado leva à recuperação

Recursos para o Paciente

Onde Buscar Ajuda
Procure atendimento médico imediato se houver piora
Especialista Indicado
Psiquiatra
Quando Procurar Emergência
Sinais de risco: agressividade, suicídio, confusão extrema
Linhas de Apoio
Samu 192 Disque 188 CRAS local

CIDs Relacionados

F23.0 F20.9 F29.9 F25.0 F31.9

Aviso Importante

As informações contidas neste site são apenas para fins educacionais e não substituem o aconselhamento médico profissional. Sempre consulte um profissional de saúde qualificado para diagnóstico e tratamento.